O que ele não sabia era que, a quilômetros de distância, no aconchego da cozinha reformada de Elizabeth, Nathan lhe fazia a mesma proposta, mas de um lugar de luz. A atmosfera ali era diferente. Não cheirava a perfume sufocante ou ressentimento, mas a café fresco e uma paz que Elizabeth começava a saborear pela primeira vez em anos. Elizabeth sentia-se em paz quando estava sozinha, mas quando Nathan aparecia, ela sabia que ele estava tramando algo, queria algo, e era como se aquela bolha de paz se estilhaçasse em mil pedaços. O desconforto daquela noite na boate havia se dissipado com o passar dos dias. Nathan não se distanciara nem demonstrara mágoa por sua rejeição. Pelo contrário, insistira em continuar a visitá-la, mostrando-lhe um lado seu que ela desconhecia. — Eli, olhe para mim.

