Gabrielly A escuridão era pesada. Cheirava a mofo, sangue e medo. Minhas mãos estavam amarradas com algo áspero, e meus braços doíam de tanto tempo nessa posição. As cordas já tinham arrancado pedaços da minha pele. Meus olhos ardiam. O lado esquerdo da minha boca estava cortado. Minha cabeça latejava. O chão frio debaixo do meu corpo era a única prova de que eu ainda tava viva. Eu tremia. Frio? Medo? Cansaço? Tudo ao mesmo tempo. Ouvi passos. De novo. A porta de ferro rangeu, e o barulho fez meu coração disparar. Gabrielly: Não… não de novo, por favor… Minha voz saiu num sussurro que m*l parecia meu. Dois homens entraram — os mesmos de sempre. Capangas do Pavão. Vinham rindo, debochando, como se meu sofrimento fosse entretenimento. Um deles me cutucou com a ponta da bota, só p

