Liz estava deitada quando ouviu o som do portão. O coração, mesmo cansado, acelerou um pouco. Não sabia se era saudade ou só aquela ansiedade estranha que insistia em martelar desde que acordou com a cabeça girando e o estômago embrulhado. O ventilador rodava lento, soprando vento morno. O tapete onde eles tinham jantado na noite anterior ainda estava com as almofadas espalhadas. A caixa com as peças da mesa continuava ali, no canto da sala, intacta. Ela não tinha sequer aberto. Ouviu os passos na escada e, logo depois, a chave girando na porta. Hariel entrou e a primeira coisa que ela notou foi o jeito que ele forçou o sorriso. — Oi, amor. — ele disse, largando a mochila com um baque leve no canto. — Como tu tá? — Mesma coisa. Dormi metade da tarde. — respondeu, sem tirar os olhos del

