A médica já tinha discutido com várias pessoas que insinuavam que a amizade do filho com uma garotinha do condomínio tinha algum teor romântico. Só não esperava que o marido se deixasse levar por algo tão baixo. Entrou na casa, e começou a preparar as injeções ainda resmungando. — Duas crianças... que absurdo. Olhou para Luca e notou o suor, a pupila dilatada, a linha d’água esbranquiçada, conhecia os sintomas. Suavizou o tom de voz. — Desculpe o atraso, como se sente hoje? Ele demorou alguns segundos antes de responder com um sorriso debochado. — Não gosta de mim, por que se esforça tanto para fingir? — Bom, a verdade é que não te conheço, não ainda. Ela tentou apressar o que tinha que fazer, já estava arrependida de ter aceitado diminuir a dose de calmantes. Luca ficava in

