Quando nós dois descemos, nos encaramos, e qualquer consolo que consegui extrair desapareceu num instante. Levantei-me para pegar uma toalha quente e, quando voltei, Poppy estava me observando pensativamente. — Anselmo. — Sim? Sentei na cama e comecei a limpá-la. — Não sei por quanto tempo posso fazer isso. Eu congelo. — O que você quer dizer? — Você sabe o que quero dizer. Ela disse, e havia um tremor nas suas palavras. — Eu quero estar com você. Eu quero reivindicar você. Estou apaixonado por você, Anselmo, e o fato de não haver futuro para nós está me matando. Terminei de limpá-la enquanto pensava numa resposta, jogando a toalha usada numa cadeira próxima. — Não sei como será o futuro. Eu finalmente disse. — Eu sei que amo você… mas também amo o meu trabalho e a minha vida. Poppy,

