NÃO ME CHAME DE LOUCA

1627 Words
Pandora Sem falar mais nenhuma palavra, puxo meu braço e me viro pra ela que ainda ri. Dou o primeiro tapa em seu rosto, e sua pele clara rapidamente ganha um tom avermelhado de meus dedos. Olhando-me atordoada grita comigo. — Maldita você me paga! – e assim tenta devolver o tapa, mas seguro seu braço no ar, em um milésimo de segundo estou torcendo seu braço enquanto ela grita. Imobilizo-a por trás e digo em seu ouvido: — Eu vou te soltar, mas se você tentar me bater não serei boazinha novamente. — e solto seu braço e lhe empurro, mas ela na mesma hora vira e vem em minha direção. Do jeito que ela vem, me abaixo e lhe dou uma rasteira certeira. Ela cai e já estou em cima dela, dou mais um tapa com as costas da mão, onde meu anel corta sua bochecha e logo seu rosto está cheio de sangue. Seguro-a enquanto se debate embaixo de mim e pergunto-me se ela vai parar, e ela cospe na minha cara. Puta merda! Eu não acredito que essa vaca me cuspiu. Acerto seu rosto com um soco bem-dado no nariz e ela praticamente apaga, para quase totalmente de se debater. Quando levanto minha mão para desferir mais um golpe, um braço forte me tira de cima dela e me levanta. Rapidamente dou-lhe uma cotovelada nas costelas, ele geme e começa a afrouxar o aperto, me livro completamente de seu braço e o torço e aproveito que estamos perto de uma parede e o empurro de cara nela. Usando tudo o que tenho a meu favor. Aperto mais um pouco o seu braço. — O que diabos você acha que está fazendo, seu filho da p**a? – pergunto. Mas ele é bem maior e mais forte, se solta se vira e segura no meu quadril me arrastando pra junto dele e dizendo: — c*****o dominatrix! Você é osso duro de roer hein! Que mulher violenta, adorei. – diz sorrindo. Olho pra ele sem acreditar que ele esteja contente depois de me ver quase matar aquela p**a. Exasperada, aproveito minha onda de raiva e nossa proximidade e seguro suas bolas, ele se surpreende com o movimento achando que é um carinho, e sorri maliciosamente para mim. — Eu sabia que você não era tão malvada assim, que era tudo fachada para se defender. – diz entre suspiros. E nessa hora eu ataco e aperto mais suas bolas. Ele faz uma careta e sei que está doendo. Então cravo minhas unhas e digo raivosa: — Mas que p***a você acha que ta acontecendo seu bastardo do c*****o. Eu nunca vou te acariciar i****a. É bom você ficar longe de mim ou eu vou arrancar suas bolas e fazer você engolir, babaca. – nessa hora ouço uma risada atrás de mim e uma voz risonha. – Melhor você obedecê-la mano, ela te tem pelas bolas. Literalmente. – diz Andrew. O garoto praticamente gargalha, taí…. Gostei do Andrew ele parece ser um cara legal, e não se comporta feito o i****a do c*****o do irmão dele. Apesar de ambos terem uma aparência ótima. Viro meu olhar para Andy e sorrio com sua percepção. – Valeu Andy, gostei de você! Realmente gostei de você, acho que podemos ser amigos. – falo. Na mesma hora eu solto seu irmão que depois de um gemido me olha como se eu tivesse passado a mão nele e feito o melhor carinho de todos os tempos. — Hey dominatrix, e eu? Não vou ser seu amigo não? Ou você tem coisa melhor para mim? – fala com olhar malicioso. E só agora percebo que seus olhos são tão negros como a noite, lindos, parece uma noite sem lua. Tão perfeitos como o dono. Espera! Mais que pensamento é esse, eu sempre soube que nunca fui normal. Mas agora fiquei doidona de vez. Sou tirada de meus devaneios quando percebo que eu não respondi, limpo a garganta e falei: — Ah! f**a-se você! Seu idiotinha de merda, da hora que você apareceu na minha vida eu só tive problemas. Já não basta ter que aguentar aquela vaca da Liza e agora você também. Olhe só, fique longe de mim ou eu vou arrancar suas bolas e fazer você comê-las, entendido? – ameaço. Ele me olha assustado como se eu o tivesse ameaçado de morte, em um gesto protetor, segura o lugar no meio de suas pernas, como se eu fosse chutá-lo naquele instante. Me preparo mentalmente para encarar a suspensão ou coisa do tipo quando avisarem que eu dei uma surra na Liza. Bem feito pra ela, se não tivesse me provocado nunca teria perdido o controle e ela nunca teria apanhado. Dou um passo à frente de Andy e estamos quase encostados um no outro, olho pra ele e dou o meu melhor sorriso caloroso (que não é tão caloroso assim.) – Bom Andy, seja bem-vindo, espero que goste daqui, se precisar de alguma coisa é só me chamar tá! – falei ainda sorrindo. Dou-lhe um pequeno abraço e quando olho ao meu lado Aaron está nos olhando com uma cara “mano eu vou te matar” pra o irmão e me fuzila com o olhar quando passo por ele e lhe dou um tapinha na nuca como sinal de advertência. Sabendo que as malditas vadias amigas da Liza já foram contar tudo à diretora, eu me adianto e nem sequer vou esperar ser chamada, prefiro enfrentar logo essa parada. Chego à sala da diretoria esperando um minuto até que ela possa me receber. Entro e enquanto explico os meus motivos a Senhora Emily Rolf, que ouve com total atenção, percebo que ela não fazia a mínima ideia ainda do que tinha acontecido a poucos minutos no pátio do colégio. Depois de falar tudo mesmo, sem deixar nada pras loucas amigas da Liza inventarem, eu recebo como castigo somente ter que participar por duas semanas das aulas de educação física que tem depois da aula, como matéria extracurricular, castigo e reforço para alguns alunos. Como eu prefiro não fazer as aulas, ela disse que terei que entrar nas aulas completas que tem durante o horário escolar. Caso contrário, eu teria que fazer estas, e que só resultaria em perda de tempo, pois eu sou muito ocupada, tenho meu próprio negócio. Assim que fiz dezoito anos, abri uma boate com parte do dinheiro que eu consegui e ela é o maior sucesso, ninguém sabe que eu sou dona da minha própria boate, até porque nenhum dos meus colegas foi lá. A maioria ainda era menor de idade quando abri o ano passado e nunca foram lá, mas é uma das mais famosas da noite. Apenas uma pessoa sabe desse meu “empreendimento” até porque eu só queria cair na gandaia sem pagar nada. E não há jeito melhor do que ter a sua própria boate, é um trabalho divertido. Apesar do meu humor infernal quase que permanente, eu me divirto muito a noite. Minha “melhor amiga” na medida do possível, a Lana é que sabe que eu tenho esse negócio, sou muito fechada na escola. E ela está sempre viajando, mas quando está por perto me faz uma visita e como ela é modelo conhece muitas pessoas e sempre arranja uns DJ bons massa pra tocar. O Midnight Apple, (esse é o nome da minha boate.) abre quase todos os dias da semana, menos segunda e terça-feira, eu tenho uma gerente muito responsável, a Angel. E ela me repassa tudo que acontece, sem falar que apesar de ser ela que cuida dos pedidos e tudo eu tenho também um contador, para tomar conta das finanças, ele sabe que se me trair vai ter consequências. Então nesse caso eu não posso reclamar de muitas coisas. Saí voando da diretoria e volto para minhas aulas, felizmente o resto do período naquele dia ocorreu sem mais problemas e eu pouco vejo Andy e seu irmão mala. Saio da escola um pouco apressada, preciso passar em casa e trocar de roupa, avisei Angel que ia passar na boate hoje, só para saber como andava as coisas por lá. Peguei minha Yamaha R6 e saí quase voando literalmente. Cheguei em casa correndo e quando estava prestes a tomar um banho o meu celular tocou. Pego ele correndo só de toalha e nem olho quem é antes de atender. – Alô? – falo. Quando ouço uma voz fina e muito animada que eu já conheço muito bem. – Pan, ai que bom que você me atendeu logo. Como você está amor? Olha me diz uma coisa: você já tem algum DJ especial pra hoje à noite? – fala sem nem tomar fôlego. – Oi Lana, eu tô bem e você? E respondendo a sua pergunta, não. Eu não tenho nenhum DJ especial hoje à noite. Você tá na cidade? – pergunto tão rapidamente quanto ela, não tenho muito tempo para ficar de papinho, mesmo que seja a Lana. Lana dá um gritinho que suponho seja de alegria e responde totalmente eufórica. – Garota, você não pode acreditar, eu conheci um gatinho nota dez e os irmãos dele são dos melhores DJ das paradas do momento. E adivinha só? Eles vão hoje à sua boate, o irmão do meu gato concordou em tocar hoje à noite. Vai ser demais. Não se preocupe, eu já cuidei de tudo. Agora amiga, a gente se vê lá, tchau, beijos. – e desligou. Nem me deu tempo de falar nada, essa é a minha amiga louca, a única pessoa capaz de trazer um pouco de emoção na minha vida. Sorrio com esse pensamento e vou tomar meu banho, sem muita pressa. Algo me diz que hoje será uma noite e tanto.
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