RUAS VAZIAS DE NOVA ORLEANS – MADRUGADA
A névoa cobre as ruas, Gritos abafados ecoam ao longe, Ratos passam correndo, A lua cheia espreita entre nuvens pesadas. Lilith e Damien caminham em silêncio por vielas abandonadas, em direção ao novo esconderijo. Os passos são firmes, mas cuidadosos.
A cidade está... estranha, Silenciosa demais, Nem mesmo os cães latem.
E então...
UM SINO TOCA AO LONGE
Um sino velho, daqueles de igreja antiga, badala sozinho, Uma, Duas, Três vezes.
Damien (em voz baixa):
— "Isso não devia estar tocando...essa hora”
Lilith para de andar, seus olhos brilham em vermelho por instinto.
Algo está vindo Mas não cheira a lobo, Nem a humano, Nem a vampiro.
É... outra coisa.
O chão começa a tremer sutilmente. Como se algo gigantesco caminhasse sob a terra.
O asfalto rasgava lentamente, Um jorro de sangue n***o brota de uma rachadura no chão, Espesso, Com cheiro de enxofre.
Damien (sacando a espada):
— "Isso é magia proibida...
Quem invocou isso mexeu com os Véus da Morte."
UMA SOMBRA SURGE – ALTA, DISTORCIDA, SEM ROSTO
Da névoa, uma figura se arrasta, Tem mais de três metros Corpo magro, coberto por túnicas rasgadas, Nenhum rosto, Nenhum som.
, Só a presença: sufocante, densa, cheia de ódio milenar.
Lilith (em tom grave):
"— Não é um demônio comum...
A ENTIDADE AVANÇA
A criatura grita um som que o ar se distorce ao redor, Pássaros mortos caem do céu, As luzes dos postes explodem uma a uma.
Lilith corre com Damien Mas a coisa os persegue deslizando, Rápida Como um pensamento.
INT. ANTIGO CEMITÉRIO – INSTANTES DEPOIS
Eles entram por entre os túmulos, tentando despistar.
Lilith escorrega, Damien a segura pela cintura, Os dois se escondem atrás de um mausoléu.
Lilith (ofegante):
— "Ela está nos caçando...
Está nos vigiando."
O sino toca mais uma vez.
Lá no alto da igreja...
A criatura só observa E sussurra um nome que não deveria mais existir.
A névoa é densa, O silêncio só é quebrado pelo som apressado da respiração de Lilith, encostada em um mausoléu com pedras rachadas.
O sangue vermelho-escuro escorre de um corte em seu ombro, mas ela ignora a dor, Seus olhos ainda brilham, mas agora... com medo.
Damien, em posição de guarda, segura a espada com as duas mãos.
A lâmina n***a com símbolos egípcios pulsa levemente, como se sentisse o inimigo.
LILITH (OFEGANTE, TÔNICA, ASSUSTADORAMENTE CALMA):
— "Ela está me caçando, Damien..."
Damien desvia o olhar para ela.
A voz de Lilith não é um pedido de ajuda.
É uma constatação fria, de alguém que já aceitou o horror.
DAMIEN (SE ENDIREITA, OLHAR FOCADO):
— "Então ela vai ter que passar por mim primeiro."
Ele gira a espada com maestria, assumindo posição, O olhar dele está diferente agora. Mais sombrio. Mais decidido. Não é só proteção, É vínculo ou algo maior.
— "Eu já enfrentei lendas. Já matei sombras."
Ele olha para ela com intensidade.
Não há julgamento Apenas aceitação.
— "eu vou proteger quem você, agora e sempre ."
Essa palavras fizeram Lilith ter um relapso pequeno, uma memória apagada, de uma voz distante como um sobro " sempre".
EFEITO SONORO – TERRA TREME, E A SOMBRA RESSURGE
A criatura volta a aparecer entre os túmulos, como um pesadelo que não obedece à física.
Ela está mais próxima, Mais definida.
Quase com o rosto distorcido, Apodrecido, Olhos negros, Um eco corrompido de algo que governa os mortos.
DAMIEN (APONTANDO A ESPADA):
— "Então que venha.
Eu quero ver o inferno tentar me impedir."
Lilith do lado esquerdo, olhos vermelhos como brasas.
Damien à direita, espada em punho, arma no coldre.
A criatura avança E o confronto inevitável começa. Ele saca a pistola do coldre e a segura com firmeza. Espada em uma mão, arma na outra.
A SOMBRA FALA – UMA VOZ QUE NÃO É SOM, MAS MEMÓRIA
"Sekhmet... você prometeu.
O Trono.
O Sangue.
As areias do tempo."
Lilith fecha os olhos por um segundo.
Um eco de uma promessa que ela não lembra fazer.
Ou prefere não lembrar.
DAMIEN (ROSNANDO):
— "Fala de novo. E eu vou enterrar cada palavra dentro do seu vazio."
A sombra se cala.
Mas não para, Avança E Lilith, com um movimento brusco, fica ao lado de Damien.
Ela não foge.
Ela não teme.
Ela está pronta.
Damien caminha em volta, protegendo o perímetro com espada e pistola.
Ele ainda não entende o que estão enfrentando Mas sabe que está vindo por eles
LILITH (RESPIRANDO FUNDO, CONFUSA):
"Isso não faz sentido...
Eu sentiria se fosse algo do meu passado.
Mas isso... isso é estranho.
É como se o próprio mundo estivesse me empurrando para algo que não escolhi."
⸻
De repente, o som do vento some.
Tudo silencia E então, a Sombra surge — enorme, rastejando como um véu escuro com olhos vermelhos que flutuam no nada.
De dentro dela, uma voz gutural sussurra em uma língua antiga, não humana E entre os sussurros, uma palavra é clara:*
"Prometida..."
LILITH (ARREGALANDO OS OLHOS):
"Você ouviu isso?
O que... o que isso quer dizer?"
O
DAMIEN (TOM DURO, FRIO, INABALÁVEL):
— "Significa que alguém quer te tomar.
Mas vai ter que passar por mim.
E eu garanto...
isso não vai ser fácil."
Ele gira a espada, mirando a criatura.
A pistola já apontada, dedo pronto para disparar, Seu corpo à frente dela, como uma muralha entre Lilith e o abismo.
Enquanto a tensão aumenta, um raio n***o corta o céu, e um selo antigo brilha no chão, bem sob a sombra.
Lilith sente uma dor súbita na cabeça.
Imagens fragmentadas — um trono, um anel de sangue, um vampiro de olhos dourados com uma coroa feita de ossos.
Um pacto?
Um juramento?
Um casamento?
Ela não entende.
Mas a criatura sim.
Ela veio para cobrar.
DAMIEN (ROSNANDO PARA A SOMBRA):
— "Você não vai tocá-la.
Nem hoje. Nem nunca."
A sombra finalmente avança.
Rápida.
Silenciosa.
Violenta.
E Damien... se lança contra ela.