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A Deusa da Morte

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intro-logo
Blurb

Há quatro milênios a deusa da morte, Perséfone, conseguiu fugir dos domínios de Hades e ele ainda busca por sua esposa, entre os mortais. Não irá desistir até que a tenha novamente em suas mãos.

Enquanto isso, no plano mortal, Emily Leblanc ao lado do seu irmão Mikael, mantém o sustento da casa, tocando em festas e saraus.

Emily é talentosa com a música e arte. Sempre foi uma moça jovem e ingênua. Pensa no bem dos outros, além de confiar em estranhos, sem ao menos questionar quem eles são. E é dessa forma que seu caminho cruza com de Adam Harris, um jovem rapaz que parece encantando com sua beleza.

Adam é um jovem pacifico, com um bom coração, sempre pensando nos outros, muito mais do que em si mesmo. Seu gênio calmo e centrado é exatamente o que Emily procura em um homem e eles se apaixonam rapidamente.

O que eles não esperavam era que teriam a interferência do irmão dele, Perseu Harris. Perseu é um dândi, do inicio do século XX, que só pensa em si mesmo. Sendo egoísta e invejoso, faz de tudo para irritar seu irmão Adam. Quando conhece Emily, decidi que ela será sua mais nova conquista e fica fascinado por seu talento com o violino.

O que os três não imaginam é que Hades interfere na vida dos três mortais, principalmente de Emily, a qual ele acredita ser sua esposa perdida, Perséfone.

Ao decorrer da jornada da jovem Emily, ela tem sonhos estranhos, desde a morte do seu pai. Em seus sonhos, atravessa o vale da morte e anda entre os mortos, sendo perseguida por um homem que parece um deus. O que ela não imagina é que esta mais ligada com o deus da morte, do que poderia imaginar e terá que lutar por sua liberdade.

O romance é do início do século XX, entre meados de 1900 e 1910.

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Parte I
Era uma manhã ensolarada em Londres. Parecia que tudo estava transcorrendo bem na vida daqueles londrinos, alheios, em seus afazeres. Damas iam a lojas comprar vestidos para a temporada, enquanto empregadas já tinham acordado muito cedo para preparar o café da manhã de uma alta sociedade, apenas voltada para o próximo escândalo social. Emily Leblanc, alheia a todos esses pequenos acontecimentos, se ateve aquela amanhã para colher flores em seu jardim. Adorava as violetas, pelo tom vibrante de azul a roxo. Iria fazer um belo vaso para enfeitar a mesa do café da manhã. Sem notar que estava sendo observada em seu trabalho meticuloso de retirar as flores do canteiro próximo as grades que delimitavam a propriedade, do lado de fora, um cavaleiro a fitava e estava embevecido por sua beleza. Estava encantado por seus cabelos escuros e olhos castanhos, pela sua boca pequena, de lábios cheios em tom rosado e por seu rosto em formato de coração. Ela parece etérea, mas não era representação dos anjos, talvez a representação do anjo da morte, mesmo assim, muito bela. O cavaleiro era questão Adam Harris. Teve o ímpeto de conversar com ela, mas temia assustá-la, pois não se conheciam e nem haviam sido apresentados para tal coisa. Ele não era um homem que apreciava galanteios ou usar de artifícios para encantar uma dama, mas sentia dentro de si o desejo de encantar aquela jovem. Logo, ela percebeu que estava sendo observada e mirou os olhos no visitante. Por ser muito jovem e inocente, logo se viu extasiada ao ver aquele par de olhos grandes e verdes, a encarando com tal intensidade, que a deixava desconcertada, mas isso não e fez desviar o olhar. Notou que ele tinha cabelos castanhos claros, que caindo de forma rebelde sobre sua testa. Emily, interessada em conhecer o misterioso visitante, se aproximou da grade do portão e sorriu castamente. Sem perceber, estava segurando o ramalhete de violetas, como se fosse uma noiva. O que era de fato irônico, ou talvez, fosse o destino desejando unir duas almas puras em um mundo cheio de tristezas e desencontros, onde os apaixonados nem sempre tem uma história feliz e bem-aventurada. - Olá, meu senhor – ela o saudou. Depois, ficou um pouco constrangida por seu atrevimento, mas se manteve firme, esperando que ele retribui-se seu cumprimento. Era o que ditava a etiqueta. Se alguém o cumprimenta na rua, ou em um elevador, é educado dizer bom dia e seguir seu caminho, em seguida. O que não seria o caso. Ele estava ali, observando com muita atenção e ela percebia isso. Mas, ele não havia anunciado suas intenções e era isso que o tornava tão intrigante. E muito interessante em uma vida monótona como a de Emily. Fora o único que a tirou do torpor que sua vida estava mergulhada, de fato. Depois da morte de seu pai, nada a interessava tanto. Nem a pintura, música ou as pessoas ao redor. Nem sua própria família, mas aquele homem diante de si havia fisgado sua atenção e a retirado da nevoa que estava mergulhada. Como o sol que sai por entre nuvens, aparecendo para aqueles que tiverem que enfrentar muitas tempestades e dias chuvosos. - Olá, senhorita – ele retribuiu, com recato. Suas bochechas ruborizaram e ela se sentia da mesma maneira, com as faces afogueadas. Nunca estivera tão perto de um homem. Talvez, somente de Mikael. E estar perto de um homem que não fosse da família ou amigo a deixava desconfortável e com o coração acelerado. - Está procurando algo? – ela perguntou, tentando quebrar o silêncio que se fez presente, ao ver que ele não diria mais nada – Posso ajudá-lo? Era comum que ela sempre tentasse ser prestativa. Outro dia mesmo, havia saído a Hyde Park e ajudou uma senhora a chegar em sua casa, em Mayfair. A senhora adorou a companhia de Emily e queria rete-la para mais chá e bolinhos, por tempo indefinido. Ela precisou se resgatada por Mikael, pois acabaria ficando muito mais do que o necessário e era falta de etiqueta ficar na casa de uma pessoa que não era parte de sua família ou conhecido. Ela m*l conhecia a senhora e nem ao menos guardou o nome dela. Talvez, fosse uma duquesa. Ela não se recordava, de fato. - Não, eu apenas passei e vi seu belo jardim...realmente são flores muito bem cuidadas – ele contemporizou, olhando para o jardim em seguida, parecendo ainda mais desconfortável. Ele era muito sério, altivo, com as mãos entrelaçadas as costas. Talvez, fosse um professor, pelas roupas de classe média. E pela forma como a olhava e estudava o ambiente ao redor, mas sempre que lhe dirigia o olhar, ela se sentia envolvida de uma maneira diferente. Já vira aquele olhar de interesse em outros homens, mas nenhum despertou seu interesse. Mas, aquele homem parecia ter tido o poder de despertá-la da indiferença. - Realmente são belíssimas. Eu cuido delas todos os dias. Era isso que fazia com meu pai, quando ele era vivo – Seu tom se tornou melancólico ao lembrar-se do pai falecido. Martin era sua vida e era um bom pai. Sempre a compreendera, em qualquer situação que fosse. Logo, ao ouvi-la falar de forma tão triste, ele se compadeceu. Era visível em seu rosto. Sempre que ela tocava no assunto, as pessoas pareciam se compadecer ou lhe dar os pêsames, como se realmente pudessem entender sua dor. Mas, não. Ninguém poderia mensurá-la. A dor era sua e somente ela iria sentir. Assim como a dor do outro, ela nunca poderia compreender. Por isso, apenas aceitava as condolências e não se delongava mais no assunto. Somente iria deixá-la ainda mais triste e isso traria lágrimas indesejadas. Ela não desejava chorar novamente. Era tempo de seguir adiante, como sua mãe, Flora, havia dito. Já fazia um ano da partida de Martin. Era necessário que família Leblanc seguisse em frente. Ela pigarreou, tentando não transparecer sua dor e deu seu melhor sorriso meigo. - Eu sinto muito pela sua perda, senhorita – ele disse, parecendo sincero. Ela agradeceu, apenas assentindo – Qual é seu nome, se me permite a ousadia de perguntar? - Meu nome é Emily – ela respondeu, feliz por poder mudar de assunto – E não é nenhuma ousadia, meu senhor. Me atrevo a perguntar o seu – Ele riu baixinho e pareceu agradado da resposta dela. - Adam – ele disse – Ao seu inteiro dispor, senhorita. Ela riu em seguida, pelo galanteio dele. Estava acostumada a ter alguns galanteios como esse. Eram poucos, mas da forma como ele fez, parecia forçado e ele sorria de forma constrangida, o que era muito adorável de se ver. - O senhor é verdadeiro cavalheiro – ela brincou, para encorajá-lo, o que o fez sorrir de forma ampla. Parecia tímido e era isso o que o tornava tão interessante para ela – Gostaria de entrar? Estamos preparando o café da manhã. Tenho certeza de que minha mãe adoraria conhecê-lo. Ele pareceu desconfortável com o convite repentino dela. Emily, é claro, notou isso. Sabia que sempre era muito generosa em suas relações. E as vezes muito inocente, confiando rapidamente em estranhos. Mas, era da sua natureza. Sempre via o melhor nos outros. Algo que seu pai sempre dizia para ter cuidado e avaliar com atenção as pessoas que viriam a se relacionar com ela. - Senhorita Emily, não devia convidar os outros para entrar em sua casa, logo que as conhece – ele advertiu, um pouco empertigado. Ela deu de ombros, sem se importar. Sabia julgar. Não era uma tola. Via que ele não tinha nenhuma intenção maliciosa com ela. - Eu não deveria, eu sei que não – ela concordou, mas logo se lembrou do que seu pai dizia sobre seu comportamento quanto as pessoas ao redor distante. E isso lhe deu uma certa nostalgia. Sentia muita falta dele – Mas é o como sou assim, meu senhor. Quando vejo alguém que é bom de coração, quero fazer amizade. Papai ficava terrivelmente preocupado, mas nada de m*l me acontecia. O senhor não me faria m*l, faria? Ele negou prontamente com a cabeça. - De modo algum – ele respondeu, com veemência. - Então, vê? Parece que vai ser bom nos conhecermos. Afinal, o senhor não me fará m*l. Então gostaria de entrar?

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