A loucura pode levar um homem ao desespero. E era assim que Perseu estava. Era visível sua mudança. O quanto estava magro e abatido, sem dormir e trabalhar. Sonhos confusos o atormentavam e mesmo com o conforto de Emily ao seu lado, parecia que nada o livra da consciência culpada. Ele via Adam correr até ele, ensanguentando, gritando que ele era um assassino, mas não agora mergulha nas brumas dos sonhos, mas o via diante de si. - Cale-se! – ele gritou, jogando a primeira coisa que conseguiu alcançar, na sala. Ele atirou um objeto de porcelana. Era um vaso decorado com flores. Emily havia pintado há algum tempo e tinha deixado sobre uma mesinha. E Perseu se sentiu culpado por isso, mas estava sendo ameaçado pela visão do irmão morto. Definitivamente, precisava se proteger. Procurou sua

