Parte XXI

3266 Words
Emily estava nervosa. Olhava para o espelho, com seu vestido de cor clara. E um caso cor creme por cima. Estava se sentindo estranha. Não estava confiante para aquele dia da sua estreia. Estava nervosa, pois nunca se apresentou para um público tão grande. E estava com medo de falhar. Falhar com seus colegas e falhar com Perseu. Pensar nele fez seu corpo inteiro estremecer. Não estava se compreendendo. Seus sentimentos estavam confusos e não queriam sentir aquilo. Colocou seu chapéu e saiu. Sua mãe, naquela noite em especial iria estar presente, no mesmo camarote que Adam. E isso lhe daria forças. Ver suas pessoas que amava lhe apoiando. Tomara uma carruagem até o teatro, mãe e filhos. Ela aguardou no saguão, enquanto eles se organizavam do lado de dentro. Logo que deu o horário, todos já estavam preparados para o grande evento da noite. Perseu estava observando tudo do seu camarote exclusivo, com seu binóculo. Seus pais estavam ao seu lado e não se cansavam em elogiar o trabalho de Perseu. Tudo estava perfeito, cada ator fora escolhido a dedo, além dos músicos que participavam da orquestra. No final da peça, seria tocada a música que Perseu havia composto para o rei, que em pessoa estava em seu camarote. Tudo precisava sair como planejado. Ele precisava que aquela noite fosse perfeita. A ópera era feita em quatro atos. E contava a história de amor entre a princesa etíope, Aida, e o comandante do exército egípcio, Radamés, mostrando o conflito entre amor e o dever. "Aida" foi criada como escrava pela filha do rei egípcio, que também era apaixonada Radamés. E o espetáculo havia começado. A orquestra começou a música e os atores entrarem em cena. Perseu observava de longe Emily, tocar com paixão, sem errar uma nota. Ele ficava admirado pelo talento dela e o quanto ela era esforçada. Sentia que ela fora feita especialmente para ele, mas que foi tomada de si antes de ao menos ter a chance de conhecê-la. Não achava justo que Adam pudesse estar com ela e não ele. Perseu nunca havia se imaginado tendo uma família ou mesmo sendo sério. Sempre fora escandaloso e para seus pais, ele era um peso, em sua juventude. Adam sempre fora o irmão prodigioso, que sempre dera orgulho aos pais. E seu pai não se cansou de dizer isso a Perseu. Que ele deveria ser como Adam e não envergonhar a família. Além de ser ele que portaria o título, não Adam. Havia algumas horas antes, e por ser primogênito, deveria ser sério. Mas, quando tinha vinte anos, não pensava assim. Queria apenas tocar música com seus amigos, se envolver com damas casadas ou viúvas. Era isso que fazia e gostava de causar escândalos. Era isso que fazia, sem ao menos ter pudor. Na casa dos seus amigos, fazia todo tipo de orgia e até mesmo experimentavam substâncias que entorpeciam a mente. E seu fraco era o ópio. Demorou muito tempo para acordar e perceber que aquilo não lhe traria qualquer crescimento. Mas, essa consciência apenas veio devido a quase se deserdado do seu título. E assim, começou a alterar seu comportamento e conheceu William, se tornando inseparáveis. Mas, isso não queria dizer que havia se reformado. Continuava fazendo tudo as escondidas, sem que o olhar da sociedade o julgasse. Seu pai acreditava que estava transformado, o que era uma grande mentira. Ele continuava o mesmo, apenas mais esperto e consciente do que fazia. Se assim, pudesse dizer. - Emily é esplendida, Perseu – disse lady Derby – Veja como ela toca. Tem alma em sua música. Você a ensinou? - Não exatamente, mãe – disse ele, mas sentindo prazer por ser elogiado – Eu estive ajudando-a nos ensaios, mas ela já tem um talento nato. Na verdade, auxiliei todos os músicos contratados. Mas, eu apenas soube escolher bem quem faria parte dessa orquestra. - De fato, filho. Você tem um talento para encontrar bons músicos – comentou lorde Derby – Acho incrível como você conseguiu fazer tudo isso dar certo. - William estava presente, afinal, é meu sócio – ele explica – Sem ele, não iria conseguir essa empreitada. - William é um ótimo rapaz – comentou lady Derby – Sinto falta dele na nossa casa. Por que não frequenta mais nossos jantares? Faz pelo menos dois anos isso, não é Charles? - Sim, de fato. Quando ele virá novamente? – perguntou lorde Derby. - Em breve – respondeu Perseu. Na verdade, William evitava sua presença, desde que fora descoberto por ele e lady Scarbrough, que estava se envolvendo com um diplomata. Ele nem fazia ideia que seu amigo tinha preferências por homens. Nas festas que frequentavam juntos, lugares que somente iam nobres e ricos que queriam prazeres diferentes dos usuais. Eram as mesmas que ele frequentava em seu tempo de faculdade. Não mudava em nada, apenas havia até mulheres casadas e viúvas. Não havia prostitutas no ambiente. Apenas se o convidado quisesse de fato trazer. E ver seu amigo fazer isso não lhe causava espanto. Mas, William estava tão envergonhado, que evitava sua companhia. Perseu havia tentado de tudo, mas William simplesmente o ignorava. E soube que lady Scarbrough o chantageava. Tentou conversar com a dama em questão, mas nada parecia demovê-la de ter seu amigo em sua coleção.  Perseu não tinha qualquer preconceito com isso. E ter seu amigo de volta, o deixava muito feliz. Era o único que se mostrava fiel. Os outros eram parasitas e interesseiros. William era o único que lhe importava. Além da sua família. E, por mais que tentasse negar, Emily lhe era muito importante. E no camarote de Adam, ele fazia companhia para sua sogra. Eles trocavam impressões sobre a ópera e sobre os músicos. Flora estava orgulhosa. Sabia dos talentos dos filhos, mas eles estarem fazendo parte de uma grande orquestra era algo incrível para ela. Viu do outro lado, lady Derby acenando e ela fez o mesmo. Gostava de Leticia. Era uma mulher muito boa. Apenas não havia realmente se entendido com seu primo, Charles. Eles haviam trocado palavras polidas, quando tomou um chá com ela, ao lado da esposa. Ele parecia fingir que nada havia acontecido há vinte dois anos atrás e para Flora, era melhor assim. Nunca amara Charles, não do jeito que ele havia esperado, em sua juventude. E ficava muito feliz por ele ter se casado com uma dama tão boa e diferente. No encerramento do segundo ato, houve um intervalo. Os músicos pararam para descansar. Emily avançava na multidão, que aguardava do lado de fora do anfiteatro, queria muito conversar com Adam e sua mãe. Depois iria abraçar seus sogros. Mas, fora intercepta por Perseu. - Olá, Emily – ele cumprimentou, segurando seu cotovelo – Eu apenas queria dizer que estava magnifica tocando. Ela ruborizou. - Obrigada, Perseu – ela diz, polida – Se me der licença, preciso falar com minha mãe. - Oh, por favor, eu apenas vim resgata-la, pois meus pais querem lhe ver – ele diz, sem tirar o a mão do seu cotovelo. Ela suspirou um pouco irritada, mas assentiu. Queria ver Adam, queria ver sua mãe. Queria abraçá-los, para se sentir segura. Sentia que algo r**m estava prestes a acontecer.  Contudo, Perseu era insistente, parecia envolvê-la. E ela o seguiu no meio da multidão. E do outro lado do corredor, Adam e Flora aguardavam poder ver Emily, mas só virão Mikael chegar. Ele abraçou sua mãe e apertou a mão de Adam. - Parabéns pela apresentação – disse Adam – Não está com Emily? - Não, ela não estava com vocês? Ela disse que viria para cá – comentou Mikael, franzindo o cenho. - De fato, ela ainda não chegou, filho – disse Flora – Adam, vá procura-la, querido. Adam assentiu e começou a passar pelas pessoas. Havia uma recepção com bebidas, alguns garçons passavam com taças de vinhos e quitutes e ele precisou desviar, para não ser acertado por alguma bandeja. Mas, não conseguia avistar sua noiva. Até que alguém segurou seu casaco. Ele olhou para trás, e viu lorde Severn. - Olá, Adam – ele disse – Quanto tempo não nos vemos. Adam tentou conter o enfado. Não gostava do tio do seu pai, mesmo ele sendo cortes. Sentia algo estranho vindo daquele homem. - Olá, milorde – ele disse – Um prazer vê-lo. Estou procurando minha noiva...se me der licença.. - Ah, por favor, só queria trocar uma palavrinha com você, meu jovem – o senhor disse, segurando o cotovelo de Adam – Apenas gostaria agradece-lo, meu rapaz. Adam tentou conter seu nervosismo e tentou soltar seu casaco da mão pegajosa de Severn. E fez isso, tentando manter a paciência. - É claro, mas o que seria? – Adam perguntou, sem lhe dar atenção. Procurava Emily com os olhos, mas ela não parecia estar ali. - Apenas para agradecer sobre um pagamento feito – Severn continua – Sabe, o pai de sua noiva, o senhor Leblanc tinha uma divida para comigo. E ele não conseguia pagar sua hipoteca. Veja, só que tristeza. E seu irmão veio pagar a divida. Eu não queria o dinheiro, pois, bem, eu não preciso disso. Era apenas um empréstimo. Então, vim devolver o cheque. Ele passou o papel para Adam, que segurou e viu a caligrafia de Perseu. Sentiu seu sangue ferver nas veias. O que significava aquilo?, se perguntava. - Diga a Perseu que não precisa se preocupar – Severn diz, com amabilidade – Somente achei estranho que ele veio fazer isso e não você, que é o noivo. Bem, não consegui encontra-lo para entregar. Se puder fazer essa gentileza. Agora vou ir, sobrinho. Mande lembranças a seu pai – ele se afasta, andando devagar. Adam olhava para aquele cheque, sentindo em seu intimo que algo estava errado. Por que Perseu fizera isso? O que de fato havia acontecido? Por que Emily não disse que seu pai tinha dividas? Ele poderia pagar, já que ele era o noivo. E não a encontrou para tirar essas dúvidas. Apenas, voltou ao camarote, com Flora. Não iria incomoda-la com isso. Precisava de um tempo para digerir aquilo. Seu ciúme mais uma vez aflorava dentro de si. Ele via de seu binóculo o camarote de Perseu. Viu seus pais, que lhe acenavam. Ele acenou de volta. E pode ver Emily. O que ela fazia ali? Ela não o via, pois conversava com Perseu. Logo, ela saiu, e seu irmão se sentou ao lado dos seus pais. Adam se controlou para não ir atrás dela. Não entendia o motivo de ela não ter vindo até ele. Não conseguia compreender isso. E passou a noite inteira remoendo isso. Quando o último ato findou, Adam estava quase ficando em pé, mas teve que se sentar, pois Perseu havia aparecido no palco. Pediu atenção ao público, pois seria tocada uma composição, feita especialmente para o rei e homenageando a ópera Aida. E Perseu se juntou a orquestra, tocando seu violino. Era algo esplendido e envolvente. Parecia remeter a tragédia dos dois apaixonados. Até mesmo Adam ficou deslumbrando pela competência do seu irmão em saber compor algo tão profundo. Mas, logo seu sentimento de admiração pelo irmão passou a ser ira. Via com seu binóculo que Perseu tocava olhando para Emily, que estava a algumas fileiras à frente. Ele tinha certeza de que seu irmão estava olhando. Mas, tentou ser racional. Poderia ser uma peça sendo pregada por sua mente desconfiada. Prometera para Emily não ser possessivo e precisava de uma vez por todas para com seu ciúme doentio do irmão. Talvez, não fosse nada. E quando a música se encerrou, todos aplaudiram em pé. Todos pareciam envolvidos pela música mágica de Perseu. Até mesmo o rei, estava exultante por algo tão bem executado. Era isso que esperava de um homem como ele. Já Adam, estava fervendo de raiva, mesmo tentando ser racional. Pediu licença a Flora e fora de encontro aos bastidores. Iria conversar com Emily e confrontar Perseu. Precisava de respostas. E ao chegar ao corredor dos bastidores, encontrou Emily, que correu para abraça-lo. Ele deixou que ela o envolvesse, mas não conseguia controlar sua ira. Estava retesado. - Amor, tudo bem? – ela perguntou. - Emily, precisamos conversar. Há alguma sala disponível para isso? – ele pergunta. - Sim, sim. Venha – ela pede, segurando sua mão. Eles passam por entre os atores e músicos. Entram em uma sala onde guardavam os produtos de limpeza e Adam fecha a porta, acendendo a luz. Emily notou que seu noivo segurava um papel e seu maxilar estava retesado. - O que houve? – ela pergunta, sem entender. Ele entregue o cheque para ela. Emily analisa e sente seu estomago afundar. Sua boca estava seca e sentia sua respiração acelerada. Como ele havia conseguido aquilo? Era um valor muito alto, assinado por Perseu, endereçado ao seu avô. Perseu havia prometido não contar, a não ser que Adam tivesse aquele cheque por outra pessoa. - Então...- ele diz, esperando alguma resposta dela. Emily fita os olhos duros de Adam, sem saber o que dizer. - Como isso aconteceu? O que está havendo Emily?  - ele pergunta, magoado – Severn me parou do corredor. Seu avô veio me falar de uma divida que era do seu pai. Ele disse que não precisava do pagamento. E quem fez esse pagamento não fui eu. Foi meu irmão. Por que recorreu a ele e não a mim? Não sou digno para isso, Emily? Emily sente seu corpo estremecer. Era palpável a raiva de Adam. E seu avô havia mentindo, mas com qual finalidade? Era para atormenta-la? - Adam...deixe-me explicar – ela pede. Ele respira fundo, apertando os punhos. - Acho que não quero ouvir isso hoje – ele disse, abrindo a porta – Nos falamos outro momento. Ele se afasta e ela o acompanha. Adam não conseguia pensar, apenas queria um momento para se recuperar. - Por favor, Adam, vamos conversar – ela pede, segurando-o pelo casaco. Ele afasta a mão, a deixando magoada. Perseu que vinha na direção contrária cumprimentou Adam, mas o mesmo o agarrou pelo pescoço e prensou-o na parede. Perseu foi pego de surpresa, mas não fez nada. Era algo novo ver seu irmão perdendo a compostura desse jeito. Algumas atrizes deram gritinhos de horror ao ver aquilo. Emily pedia para que Adam o soltasse, mas Adam apertava a garganta de Perseu com força. - Cal...ma – Perseu tentou dizer e deu uma cotovelada no estomago de Adam, que se afastou . Perseu massageou o pescoço e riu - Primeiro me diga do que sou acusado. Não posso sofrer a represália sem saber o que está havendo. - Me poupe do seu humor, Perseu – vociferou Adam – O que você quer com a minha noiva? Perseu arqueou a sobrancelha. Todos as pessoas olhavam aquela cena. William, que saia da sala de instrumentos, ouviu tudo e puxou Emily, que estava próxima a Adam. - Fique aqui – ele disse, em seu ouvido. Ficou-a segurando pela mão, pois Emily queria separar os dois irmãos. Mikael ficou parado, ouvindo tudo, mas já compreendendo que era uma briga entre Perseu e Adam. O restante dos músicos e atores apenas observavam e comentavam entre si aquela cena estranha. - Eu? – Perseu perguntou, se fazendo de desentendido – Eu não quero nada, Adam. O que lhe faz pensar que quero algo? Ela é sua, não minha. Adam apertou os punhos e tentava controlar seu ímpeto de acerta-lo. Perseu o olhava com cinismo. Do mesmo jeito que sempre ele fazia, desde que eram crianças. Ele amava Perseu, admirava seu irmão, mas com o tempo, percebeu que Perseu lhe ignorava ou destratava. E isso o magoava profundamente. E agora, ele sabia que seu irmão cobiçava sua noiva, tinha certeza. - Eu sei que você fez, Perseu – ele diz, entredentes – Eu sei que você quer conquista-la, mas escute bem, você não vai. Ela é minha, minha noiva. E não merece alguém como você. Perseu bateu palmas, provocando. - Bravo, meu irmão – Perseu diz, em deboche – E me diga do que sou acusado? Eu insisto. Não me lembro de ter tocado em fio de cabelo dela. - Eu explico para você – disse Adam, com raiva – Severn me disse que você pagou a divida de Leblanc. E por que você fez isso? Aliás, eu não entendo por que eu não sei disso! Ele olhou Emily, com dureza. A mesma se encolheu, mas se manteve firme, ao lado de William, que olhava Adam com reprovação. - Ah, isso – Perseu disse – Bem, caro irmão, você e Emily brigam por demais. E ela veio me procurar, pendido socorro. Apenas isso. O resto ela terá que explicar a você. - Adam, por favor, chega disso – pediu William – Veja a que ponto está chegando. Não se deixe levar. Adam mirou William, com raiva e saiu dos bastidores, intempestivo. Emily chorava nos braços de William, que tentava consolar a amiga. - Perseu, você foi longe demais dessa vez – repreendeu William – O que você fez? - Nada, eu juro – respondeu Perseu. E realmente, não havia feito. Alguém fez para ele antes, pensou, rindo por dentro – Eu nem imaginava que ajudar Emily acabaria assim. - Eu sinto muito, Perseu – ela disse, soluçando – Eu não sabia que isso iria acontecer. - Oh, Emily, não fique assim – disse William, acariciando seus cabelos – Então, você estava apenas ajudando Perseu? Quem diria que você tem um coração. - Isso, vamos me difamar – Perseu provocou – Eu tenho sim. Emily, não se sinta m*l. Você não fez nada errado. Quando Adam racionalizar, eu mesmo irei falar com ele. Mikael se aproximou, tentando entender o que tudo aquilo significava. - O que foi tudo isso? Por que estavam falando de uma divida da minha família? – perguntou ele – Emily? - Ah, Mika. Eu explico para você depois – ela disse, se soltando de William – Houve algo h******l. Eu sei quem escreveu a carta para papai. Mikael assente. - Foi Severn, então? – ele deduziu. - Sim, ele. Mikael e Emily saíram dos bastidores, conversando em voz baixa sobre tudo que Severn havia dito a ela e sua mãe. William acompanhava e multidão logo se dispersou. Perseu ficou no teatro, para não levantar duvidas sobre sua pessoa. - Então é verdade, agora meu avô quer saber da minha existência? – perguntou Mikael, quando embarcaram na carruagem. Flora abraçava a filha, que chorava em seus braços. Ela sabia que isso iria acontecer cedo ou tarde. Havia pedido para que Emily contasse a Adam o que ela havia feito. - Sim, querido – disse Flora – Ele o quer como seu herdeiro. Está morrendo. E não quer passar o título para ninguém. Mesmo me odiando por ter me casado com um simples advogado, você é o neto dele. Sangue dele e mais indicado para seguir com o título dos Severn. - Mas, eu não desejo isso – Mikael disse, resoluto – Eu tenho outros propósitos. Não quero chegar perto desse homem. - Eu sei, querido. Ele não poderá fazer isso. Perseu nos ajudou. - Ou, nos atrapalhou. Veja como está Emily – contrapôs Mikael. - Isso não é culpa do rapaz, Mikael. Adam precisa também saber conversar – replicou Flora – Oh, não chore querida. Emily fungava, sentindo seu peito doer. Sabia que era culpada e que não deveria ter escondido a verdade de Adam. Só não imaginava vê-lo assim. Talvez, agora, seu noivado fosse rompido e isso por tentar proteger a quem amava tanto.
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