Emily estava exultante. Todos aqueles dias que passaram em Paris foram os melhores da sua vida. A cada instante, Perseu se mostrava apaixonado e carinhoso. E sempre que podia, roubava um beijo, uma caricia, até mesmo em lugares públicos, mas sempre tentando ser o mais discreto possível. E a levava ao Museu, que era algo que ela amava fazer, para analisar pinturas e ver o traço de cada pintor, anotando em seu caderno o que era perceptível. Se o pintor usou tinta óleo, tinta aquarela, se usou espátula, pincel, o cabo do pincel, tipos de lápis usados, os gestos que foram feitos para imprimir cada desenho ou pintura. Se o quadro exprimia intensidade, movimento, duração, imprecisão, ou precisão, ritmo, espessura e direção. E a cada anotação, ela se maravilhava. - O que está anotando tanto, Emi

