A REVELAÇÃO UM PESO A MENOS NOS SEUS OMBROS

1291 Words
Perdida em seus pensamentos, Anne fica ali sentada por muito tempo. Já se passavam das dezoito horas quando Marcos acordou e foi procurá-la ao chegar na sala avistou sentada na varanda olhando pro nada perdida em pensamento. Anne estava tão distraída, que nem notou o marido parado na porta a algum tempo observando-a. Depois de um tempo ali observando-a ele provocou uma tosse para que assim chamasse a atenção dela sem assustá-la, Assim que ouviu tossi, olhou em sua direção, ao vê-lo levantou-se e o abraçou apertado, Ele correspondeu o abraço dizendo: —O que aconteceu? Porque você está assim? —Amor, eu quero fazer um teste de DNA… —Como assim! De quem? Porque? —Meu, um testa meu e dos meus pais! —Porque isso agora Anne? —Porque eu estou achando que eu não sou filha deles! Depois de pensar em silêncio por um tempo Marcos então falou: —Não precisa, já foi feito! —O QUE! Como assim! Marcos porque fizeram? Nesse momento um estava de frente pro outro, olhando nos olhos dela sério ele falou: —Anne, foi preciso! com tudo que estava acontecendo naquele dia, não tinha como não fazer, tudo estava acontecendo ao mesmo tempo, o sangue que não combinavam, entre outras coisas que sua mãe deixou escapar. Anne senta aqui. Eu preciso conversar com você sobre um assunto muito sério! Só não sabia como fazer isso, mas agora não dá mais pra adiar. Eu só estava esperando você terminar o resguardo, mas diante do que você falou agora! Não tem como eu omitir mais nada de você, Mas, antes eu quero saber porque você tomou essa decisão de fazer este teste? — Então, hoje a tarde quando minha mãe e a Cláudia estavam aqui, eu toquei no assunto de ninguém da minha família ter o mesmo tipo sanguíneo compatível com o meu, Sendo que, quando criança eu caí da bicicleta e me feri muito sério a ponto de precisar de transfusão eu lembro que a minha mãe doou sangue, mas hoje quando eu a lembrei do acontecido, ela ficou nervosa, vendo o estado que ela ficou, eu perguntei se eu era adotada! Ela ficou mais nervosa ainda, e disse que não era pra eu falar o que eu não sabia, isso me pareceu suspeito e me deixou ainda mais curiosa, e você sabe que. "Onde tem fumaça tem fogo!" Marcos falou essa frase junto com ela, em um uníssono. —Marcos, agora me conta que assunto é esse que você tem pra conversar comigo? Eu quero saber seja lá o quê for não me esconda nada! —Anne, primeiro você me promete que aconteça o que acontecer você vai ficar calma e não vai esquecer de respirar, lembra sempre de respirar tá bom, promete pra mim meu amor! Eu estou aqui com você e estarei ao seu lado sempre —ele fala apertando as mãos dela com mais firmeza pra ela sentir sua presença ali com ela e não se sentir só. —Tá, Marcos, desse jeito você está me assustando! Seja lá o que você descobriu e tá um passo de me contar eu prometo a você que vou ser forte e não vou esquecer de respirar tá bom! Agora por favor me diga logo o que eu acho que já sei, mas que preciso ouvir para acreditar! —Anne, realmente você...Você não é filha dos seus pais! Depois que faz a revelação do ele para de falar e fica observando-a que fica paralisada olhando-o sem mover nem um músculo sequer. Se passou, Um minuto, dois minutos, Então ele apertou as mãos dela para ela reagir, foi aí que ela piscou e o abraçou ficando abraçada com ele por um tempo. Joanna veio avisar que o jantar estava pronto, contudo, antes dela se aproximar e falar qualquer coisa, ele fez sinal com uma das mãos pra ela não se aproximar. Ele a abraçou mais apertado alisando suas costas, depois de um tempo falou baixinho encostado ao seu rosto, — Anne, como você está? Depois de um tempinho sem responder, ela falou: —Apesar de eu achar que tinha essa possibilidade, ter a certeza é difícil! Marcos, você me ajuda a descobrir toda a verdade sobre quem eu sou de verdade? —Não precisa meu amor, eu já descobri! —O que! Como assim? Ela se afasta dos braços dele falando: —Como assim você já descobriu? Então você já sabe quem são meus pais biológicos? Depois de coçar a cabeça e abaixar a cabeça olhando para as mãos deles que ainda estão com os dedos entrelaçados, ele fala: —Sim, eu sei! Ela se levanta com uma rapidez surpresa. —E quando você pretendia me contar? Até quando você ia esconder isso de mim, hein! Marcos? —Anne, meu amor, fique calma! Eu não podia te contar, lembra que eu te falei que estava esperando o seu resguardo terminar pra ter uma conversar com você, então...Anne era isso! Como eu ia te contar, você tinha acabado de ser baleada ficou entre a vida e a morte teve que passar por uma cesariana de emergência para ter nossa filha, ficou horas dopada e quando acordou eu só queria assim como você, que tudo ficasse bem, que você se recuperasse e pudesse pegar nossa filha nos braços, sem falar que você ainda não estava fora de perigo pois tinha toda aquelas horas que você precisava ficar em repouso absoluto pra você ficar tranquila e seu leite vir pra você pode amamentar nossa filha. Então, Anne, era certo eu jogar uma bomba dessa em você assim do nada, hein me diz, era certo? Ela segue para grande da varanda, Ficando de costas pra ele, que se aproxima dela e a abraça por trás dizendo: —Meu amor me perdoa, eu só queria que você se recuperasse bem sem nenhum problema, nem estresse, lembra quando você me viu lá no quarto da Analu de pé na janela, você notou que eu não estava bem e me perguntou o que estava me incomodando? Então Anne era isso, eu não sabia como te contar que os seus pais não eram seus verdadeiros pais! —Marcos! — Fala meu amor! Não me esconda mais nada, promete? —Sim, sim, nunca mais! Então me fale, quem são os meus pais? Onde eles estão? Ao ouvi-la ele ficou calado, sem mover nem um músculo. Ela se virou e o olhando nos olhos, falou: —Você falou que já sabia! Então me fala, quem são meus pais Marcos? — Anne, você já o conheceu! Ele que doou sangue pra você, ele esteve no hospital te visitando! Quando ela o ouviu logo ficou pensativa por alguns segundos e espantada com os olhos arregalados olhando pra ele com os olhos lacrimejados falou com a voz trêmula: —E quem eu estou pensando Marcos? E...Ele? Marcos, não falou nada só consentiu com a cabeça! As pernas dela fracassaram, onde ele imediatamente a segurou pegando-a nos braços, e levando-a para o quarto e colocando-a deitada na cama dizendo: —Fique deitada! Você ainda está fraca, vou na cozinha pegar um suco pra você, já volto! Ele sai correndo, e em poucos segundos volta com um copo de suco de laranja nas mãos, ajuda a beber. Depois que ela bebe uma boa parte do suco, ele coloca o copo na mesinha de cabeceira e tira os sapatos, sobe na cama se deitando ao lado dela a abraçando bem apertado e deixando-a digerir aquilo tudo com calma no tempo dela. Fechando os olhos ele não deixa de se sentir aliviado por ter conseguido contar a ela uma boa parte da história, pensando. "O resto acho que vai ser mais fácil, ufa, um peso a menos nos meus ombros!"
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