SENDO DOPADA

1803 Words
Depois de muito tempo de silêncio Anne falou: — Como você chegou a ele? —Eu não cheguei a ele! Ele chegou a mim! Você está pronta para saber tudo como foi? —Sim, quero saber de tudo! Principalmente, porque eles não me quiseram! —Meu amor, eles sempre te quiseram! Só te perderam, e só agora ele te encontrou! Senta eu vou te contar como foi, e o que ele me contou, mas fica tranquila você não pode ficar nervosa, promete! Eles se sentam um de frente do outro, Anne fica olhando-o atenta, que logo começa a contar: —Então, na hora que você estava na sala de cirurgia, seu tipo sanguíneo que tinha no hospital não era suficiente pois você já tinha perdido muito sangue no local e veio perdendo pelo caminho ninguém conseguia estancar, então na sala de cirurgia a última bolsa já estava chegando ao fim, todos estávamos desesperados sua família não era compatível os funcionários do hospital que doaram, também não eram! Nos hospitais locais não tinha. Eu estava cada vez mais desesperado imaginando o pior, imaginando como ia ser a minha vida sem vocês! Mas, em um momento, um dos médicos do laboratório de colheita de sangue, chegou perto de mim na sala de espera do centro cirúrgico, ele me disse que tinha chegado um doador compatível com você, mas que ele antes de doar queria falar comigo primeiro. Eu não queria sair dali pois Analu, iria nascer a qualquer momento já que a doutora tinha vindo me falar que ia fazer uma cesariana de emergência para retirá-la! Então, eu não podia sair dali, contudo, o homem estava irredutível só doaria depois que falasse comigo. Eu não sabia o que fazer, mas graças a Deus naquele exato momento, a doutora saiu com Analu nos braços, e me chamou e depois que ela me fez me higienizar eu puder pegar minha filha nos braços, chorando muito levei a cabecinha dela no meu nariz e cheirei aquele cheirinho que só dela tem, no momento que eu estava perdidamente com ela nos braços a doutora me falou que se você não recebesse mais sangue logo… Nesse momento, Marcos não teve coragem de terminar a frase, mas deu continuidade na conversa. —Então, naquele momento, foi que me lembrei do tal doador que estava querendo falar comigo, então, eu entreguei e bebe a doutora e corri até o médico que veio falar sobre o doador, chamei meu pai pra ir comigo caso o homem quisesse dinheiro, meu pai iria buscar. Porque na minha cabeça, pra ele querer falar comigo antes de doar, era porque queria dinheiro! E eu estava disposto a dar a o que ele quisesse, se fosse pra te salvar eu daria o que eu tivesse! Então corremos pro meu consultório onde o homem estava, entrei e dei de cara com um senhor muito bem vestido, de um porte que não parecia um qualquer, então, não entendi, porque dinheiro com certeza não era, então o perguntei: em que posso lhe ajudar? Foi quando ele me falou: eu não estou aqui pedindo ajuda, pelo contrário eu estou aqui pra ajudar, Eu e o meu pai ficamos pasmos, pois não estávamos entendendo nada, já que ele estava lá pra ajudar então porque não fez? Foi aí que ele disse: doutor Marcos, eu me chamo Evans Lewis e sou o verdadeiro pai da Anne Quikis que agora também leva Vallério por ser sua esposa! Eu fiquei mais abismado ainda por aquele homem dizer que era seu verdadeiro pai e saber tanto de nós, foi aí que ele me contou que passou a vida toda lhe procurando e desde que te encontrou passou a viver onde você vivia, mas não se aproximou com medo de ser rejeitado, pois ele estava ciente que você não sabia da sua verdadeira identidade e história. Na qual essa parte só sua mãe pode lhe contar, mas eu vou logo lhe dizer que esse homem sofreu muito desde que tudo aconteceu e praticamente ele parou de viver a vida dele pra se dedicar só em te encontrar! Ele te encontrou quando você tinha vinte quatro para vinte cinco anos, e morava lá em Nova York, ele foi pra lá e ficou te seguindo e lhe vigiando onde quer que você fosse, alguns momentos da nossa vida ele estava presente de longe, mas estava, como no nosso primeiro jantar, No restaurante que você sumiu, na galeria de artes onde você foi depois de sair do restaurante! Ah no shopping também quando você desmaiou e nós nos conhecemos! —Caramba Marcos, por que ele não se aproximou e me disse nada! —Você teria acreditado! Em uma pessoa que chegasse perto de você lhe dissesse: Oi Anne, eu sou seu verdadeiro pai? —Eh, não mesmo! —Então, ele ficou te curtindo de longe pois ele não queria perder mais nem um momento da sua vida mesmo que fosse de longe. Anne você se lembra dele na clínica? Nesse momento, ela puxou na memória, e depois de um tempinho falou: —Isso! Sim, agora eu sei de onde que eu já o tinha visto, da clínica, ele se sentou do meu lado e puxou assunto e ficamos conversando, lembra Marcos que eu disse que tinha a sensação de já conhecê-lo! —Sim meu amor, pois ele me falou que foi lá! Ele sabia de todos os seus passos. Anne, ele é muito, muito, muito rico. Você é a única filha dele portanto você é a única herdeira de toda a fortuna dele, na qual ninguém pode saber, ninguém mesmo, tá ouvindo meu amor, você está me entendendo Anne? Eu temo por você e a nossa filha, existem pessoas ao nosso redor que são ruins, principalmente nesse mundo, inclusive dentro da sua família! Me desculpe, mas seu pai e a sua meia irmã, não são confiáveis. Então, não vamos falar pra ninguém essa história, tudo bem pra você amor! Eh agora que você já sabe quem ele é! Você vai permitir que ele se aproxime de vocês duas? —Marcos, o que você acha dele? Anne, ele é um homem íntegro, trabalhou duro para formar sua fortuna! E não descansou enquanto não te encontrou! E tá morrendo de vontade de lhe abraçar e pegar a neta nos braços. —Uau! pelo jeito você já andou se encontrando com ele! —Sim, meu amor, sabe a reunião de hoje cedo, então, foi na casa dele, eu e o meu pai queríamos saber qual era as verdadeiras intenções dele, agora que te encontrou. Então eu liguei pra ele e marquei ele mandou o motorista vir nos buscar e nos levar até a casa dele, que você já, já, vai conhecer e se prepare e uma baita de uma mansão! Anne Quikis Vallério, você é trilionária! Ele fala baixinho no ouvido dela, Ela riu jogando a cabeça para trás, Os dois se abraçam e cai na cama e se beijam, Marcos fica muito feliz, da sua mulher ter aceitado tudo muito bem, e de está feliz ao invés de transtornada. Ele se sente aliviado, mas com um pensar, que isso ainda não acabou o lado n***o dessa história ainda está por vir! Quando aquela louca da dona Cleyde, conta a pior parte, é quando a sua amada souber como a verdadeira mãe morreu. Mas por hora vou curtir esse momento de alívio para nós. Depois dos dois se beijarem apaixonadamente Marcos diz: —Agora vamos jantar, já são vinte e uma horas. —Tá vamos, eu estou com fome! —Ela responde. Os dois saíram do quarto mais antes de seguirem para a sala entraram no quarto da filha, Anne pegou ela mesmo dormindo e cheirou sua cabecinha, e depois que Marcos também cheirou a cabecinha da filha, ela a colocou de volta no berço dizendo: — Dorme com os anjinhos meu amor. Os dois saíram do quarto e seguiram para a sala, depois que jantaram, Anne do nada disse: —Marcos eu quero ir na minha mãe agora! —O que! Não Anne, hoje não, já está tarde! —Marcos, se você não me levar lá agora, eu vou sozinha! Eu não vou conseguir dormir se não conversar com ela. Eu quero saber como eu fui parar nos braços dela. Como ela me criou sendo dela! E porque ela sabendo que tinha alguém me procurando não me devolveu? Eu não vou conseguir dormir com tantas perguntas sem respostas. Eu preciso ir falar com ela agora Marcos. —Mas Anne, quando você conversar com ela também não vai conseguir dormir, vai ficar como eu fiquei! Não Anne, você não vai lá hoje, mas não vai mesmo! —Marcos, o que você teme que eu descubra? Tem mais sujeira por trás dessa história, não tem? —Anne, vamos descansar depois você vê isso, lembra você ainda está cheia de pontos vamos esperar. —Não Marcos, você me conhece, eu não vou ter sossego enquanto tiver algo mais nessa história pra eu descobrir! Então porque não descobri logo de uma vez. Então, você vai me levar? Ou eu vou ter que ir sozinha! —Tá, tá, eu te levo! Mas antes tome os seus remédios! —Tá, tá bom! Depois que ela toma os seus remédios, Marcos vai no quarto e logo volta segurando um remédio na mão, se aproxima dela e fala, faltou esse aqui! Ela olha pra ele e fala, Como assim eu tomei todos! Não Anne, esse estava na outra mesa do lado da cama eu coloquei lá da última vez que te dei, por isso você não viu! —Hum! Tá bom me dá logo então. Pra que, fui me casar com um doutor, heim! — Ela fala pagando o remédio da mão dele e levanta a boca. Depois que viu ela tomar o remédio, ele falou: —Agora senta aí no sofá e me espera eu vou no banheiro e já volto! Depois de falar seguiu pro quarto e ficou lá sentado na cama por uns minutos, depois de um tempo voltou caminhando em passos leves e olhando com cuidado. Quando chegou na sala viu que ela pegou no sono jogada no sofá, se aproximou pegando em uma das mãos dela e solta depois que ver que realmente ela adormeceu, a pegou nos braços e a levou para o quarto colocando-a com cuidado na cama. Depois de trocar a roupa dela colocando uma camisola confortável a ajeitou na cama, contou-lhe, beijou sua testa e a deixa dormir, apagou a luz do abajur da sua cabeça, dizendo: —Amanhã você faz o que tiver que fazer, mas por hoje já chega de tantas emoções, e hora de descansar desculpe-me meu amor, mas você nunca sabe a hora de parar, então me obrigou tomar essa decisão. Me perdoe mas é pro seu bem!
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