Depois que todos foram embora, uma enfermeira veio até o quarto e chamou o Marcos dizendo:
—Doutor Marcos, tem uma pessoa que quer falar com o senhor, ele está esperando aqui fora! Ele disse que se chama Evans Lewis.
Na mesma hora que ouviu o nome, ele ficou apreensivo, mas se afastou para que a esposa não percebesse.
—Tá obrigado, diz a ele que já estou indo!
E assim que a enfermeira saiu, Anne percebeu que o marido ficou apreensivo e o perguntou:
—Quem é esse homem, Marcos?
—Um parente distante que a muito tempo não vejo, ele deve ter ficado sabendo do que aconteceu e veio fazer uma visita, se ele quiser entrar você o receberá? — Ele fala se aproximando dela.
—Mas Anne, por favor, não faça perguntas. Depois quando estivermos em casa eu te explico a situação dele, tá.
Mesmo curiosa, ela consente com a cabeça,
ele beija sua testa, dizendo:
—Eu vou lá ver oque ele quer
Ela o olha se afastando, fica ali com a filha nos braços, pensativa!
Já lá fora, quando Marcos sai do quarto ele se depara com o senhor Evans, de pé no corredor de costas conversando com o seu advogado. Marcos se aproxima:
—Oi, boa tarde senhor Lewis.
—Oi, doutor Marcos, pode me chamar de Evans!
—Boa tarde — disse o advogado
— O senhor Evans logo fala:
—Então, doutor Marcos, eu posso vê-las?
—Sim, o senhor pode! Mais eu ainda não conversei com ela, eu falei que o senhor é um parente distante que não deixa de ser verdade, então, se ela lhe perguntar, por favor fale alguma coisa dentro do contexto, ok.
—Ok, tudo bem, pra mim está tudo bem desde que eu posso estar perto delas, eu concordo!
—Tá, bom então, vem comigo.
E assim os três seguiram, Marcos abriu a porta, e falou assim que entrou no quarto,
—Meu amor, eles podem entrar para vê-las?
—Sim! — Respondeu, Anne segurando e cheirando a cabecinha da sua bebê.
Marcos foi até a porta, abrindo, os permitindo entrar, os dois senhores entraram, senhor Evans, se aproximou da cama se tremendo todo, seu amigo colocou a mão no seu ombro, sinalizando que se acalmasse.
—Oi, Anne, boa tarde, eu sou Evans Lewis, eu estou de passagem pela cidade e soube do acontecido, então, aproveitei pra fazer uma visita a vocês duas. Ah aqui está uma lembrancinha uma pra você e outra para a menina.
Anne esticou a mão, pegando o pequeno embrulho, depois de agradecer, colocou no canto da cama, mas ele então falou:
—Por favor abra!
Ela então pegou novamente o embrulho, abriu e logo viu que dentro, havia duas caixas de jóias que abriu em seguida, ao ver duas pulseiras de ouro escrito na dela —Amo minha filha.
Na da bebê, estava escrito:
—Amo minha mãezinha.
Ao pegar aquelas pulseiras ela ficou maravilhada e falou:
—Nossa é muito linda! Obrigada senhor Evans!
—Anne, pode me chamar só de Evans, nada de senhor, afinal fazemos parte da mesma família né!
—Sim, claro!
O senhor Evans se aproximou mais um pouco para olhar de mais perto a bebê no colo da filha, Anne, ficou desconfortável com aproximação dele, mas naquele momento, ela ficou com a impressão de que já o tinha visto antes, ela ficou olhando pra ele sem parar, ele percebeu então,falou:
—Bom acho melhor eu ir embora pois você precisa descansar para ter uma boa recuperação e ir logo pra casa.
—Sim, obrigada pela visita!
—Obrigado a você, por...por estar tão bem e segurando sua bebê, nos braços!
Dito isso, ele saiu imediatamente do quarto pois não estava mais aguentando de vontade de abraçá-la e dizer quem ele era. Ao sair, se encostou na parede do corredor e levou as mãos no rosto, pois as lágrimas não paravam de cair. O amigo que saiu apressadamente atrás dele, colocou a mão no seu ombro dizendo:
—E meu amigo eu reconheço tudo isso é demais pra mim, imagino pra você! Mas agora temos que sair daqui antes que alguém da família nos veja.
E assim os dois seguiram pro estacionamento do hospital e entraram no carro que o motorista assim que os viu já foi abrindo a porta, depois que os dois senhores se acomodaram no banco de trás do luxuoso carro, o motorista perguntou:
—Para onde vamos senhor?
—Pra casa, hoje eu só quero descansar em casa! —Falou esfregando os olhos, pois se sentia cansado, já que o susto e o medo, de perder sua preciosa filha, o esgotou.
—Mais qual casa senhor? — Perguntou o motorista confuso.
—Daqui da cidade! —Respondeu encostando a cabeça no encosto do banco.
Já lá no quarto Marcos, vendo Anne, pensativa se aproximou e perguntou:
—O que houve, meu amor?
Por que você está com esse olhar tão distante?
—Marcos eu tenho a impressão, que já conheço o senhor Evans Lewis! Só não consigo me lembrar de onde, mas eu já o vi, com certeza, eu já o vi antes!
—Será meu amor, ele é um homem bem ocupado, mas também pode ser possível, já que ele viaja muito a negócios! —Ele fala se aproximando e esticando os braços, falando:
—Amor, deixe-me colocar essa nossa princesa no berço dela pra você poder se ajeitar e descansar um pouquinho antes do seu jantar!
Depois que Marcos colocou a filha no berço ele pegou álcool gel e colocou um pouco nas mãos da Anne dizendo:
—Tome, limpe as suas mãos!
Depois que ela passou, ela se lembrou das pulseiras que o senhor Evans lhe deu, ela falou pegando a caixinha da mesinha de cabeceira:
—Meu amor, coloque aqui em mim, eu amei e quero começar a usá-la, desde já!
Marcos ficou um pouco enciumado e logo falou:
—Se eu soubesse que você gostava dessas coisas, teria encomendado pra vocês.
—Por isso não, manda fazer o cordão! Que tal!
—Boa ideia! Vou mandar!
—Não se preocupe meu amor, não é a pulseira, e sim, as palavras que está escrito nelas, eu nunca pensaria em mandar escrever, isso nunca passou pela minha cabeça.