Clara sentou-se no banco de trás da viatura policial, as mãos algemadas e o coração pesado. O som das portas se fechando ecoou em sua mente, um som que simbolizava a prisão de todos os seus sonhos e conquistas. Ela olhou pela janela, observando as luzes da cidade passando rapidamente, mas nada parecia brilhar para ela agora. As lágrimas começaram a escorregar pelo seu rosto, uma cascata de dor que não conseguia conter. Havia lutado tanto para chegar onde estava. Desde a infância, Clara enfrentara mais desafios do que qualquer pessoa deveria suportar. Crescera em lares adotivos e orfanatos, onde as promessas de um futuro melhor eram frequentemente desfeitas por descaso e abuso. Ela se lembrava das noites solitárias, do medo e da insegurança que a acompanhavam a cada passo. Mas, ao invés de

