Getúlio Di’Angelo, o imponente e temido patriarca da família Di’Angelo, estava irreconhecível enquanto descia lentamente do carro preto que o trouxe ao hospital. Vestia um terno impecavelmente alinhado, um tom de cinza que parecia brilhar sob a luz do dia. A bengala em sua mão, de madeira nobre e com uma empunhadura prateada, refletia os raios de sol, lustrosa como uma joia. Ele havia se preparado meticulosamente para aquele papel. Com passos lentos e calculados, Getúlio entrou no hospital, seu corpo curvado apenas o suficiente para parecer frágil, mas ainda assim elegante. Seus olhos, habitualmente duros e calculistas, exibiam agora uma expressão que misturava vulnerabilidade e curiosidade. O meio sorriso em seus lábios parecia tímido, quase inseguro, e o leve tremor de sua mão sobre a b

