Era ainda madrugada quando as primeiras equipes de imprensa chegaram à porta do Fórum Criminal Central. Câmeras eram posicionadas, repórteres disputavam os melhores lugares e os curiosos começavam a se aglomerar do lado de fora. O julgamento de Alex Gibson prometia parar a cidade — e, de certo modo, o país. As faixas com frases como "Justiça por Alice" e "Chega de impunidade" tremulavam nas mãos de ativistas e entidades de defesa das mulheres. Do outro lado da calçada, um pequeno grupo de apoiadores do réu segurava cartazes em sua defesa. A divisão era evidente. A tensão, quase palpável. Alex chegou sob escolta reforçada. Vestia um terno bem cortado, mas os pulsos algemados denunciavam o momento. Ainda assim, sustentava o queixo alto, como se fosse vítima de uma conspiração. Seu advogado

