Isabelly Narrando O dia amanheceu abafado, aquele calor que parece grudar na pele. O Sombra tinha saído cedo pra resolver uns negócios lá na boca, e eu fiquei em casa, deitada, com a cabeça cheia. Já era a terceira manhã seguida que eu acordava enjoada. Não conseguia nem sentir o cheiro do café sem embrulhar o estômago. Foi aí que o medo virou certeza de que eu precisava falar com alguém. Peguei o celular e fiquei encarando o nome da Alê na tela por um tempo. Respirei fundo e apertei pra ligar. Ligação on Ale: Alô – ela atendeu com aquela voz sonolenta. Isabelly: Amiga... – minha voz saiu baixa – eu tô achando que... que posso tá grávida. Ficou um silêncio do outro lado. Ale: Como assim, Isabelly? Cê tá falando sério? Isabelly: Tô. Já faz uns dias que eu tô passando mal... e minha

