Isabelly Narrando O tempo perdeu o sentido. Entre uma contração e outra, eu já não sabia dizer quanto tinha passado. Só sabia que o corpo tava fazendo algo que eu não controlava mais. Cada dor vinha mais forte, mais certa, como se não tivesse mais volta. Dra: Tá indo bem – Respira... isso. Mas era a voz do Sombra que me mantinha ali. Sombra: Isso amor, pode me apertar – Fala pegando minha outra mão. Eu segurava a mão dele com toda a força que tinha. Não lembrava de já ter doído assim, mas também nunca tinha sentido tanta vontade de continuar. Isabelly: Eu não vou aguentar... – falei em algum momento, chorando. Ele balançou a cabeça na hora. Sombra: Vai sim. Tu é mais forte do que imagina. Outra veio. Fechei os olhos, respirei como dava, sentindo o corpo inteiro trabalhar. Entre

