Isabelly Narrando A semana tinha passado tranquila, sem grandes acontecimentos. Eu ia trabalhar todos os dias na papelaria, voltava pra casa e tentava manter a rotina normal, sem dar motivos pra minha mãe desconfiar mais do que já estava. Ela tinha notado minhas saídas rápidas e meu jeito diferente, mas não falou nada diretamente além de uns olhares atravessados e perguntas jogadas no ar — aquelas que eu já estava aprendendo a responder sem deixar brechas. Eu também me policiamento: nada de celular desbloqueado por perto dela, nada de sumir por muito tempo. E, mesmo assim, no fundo, sei que ela tá desconfiada. Só que ainda não é nada que possa virar briga ou confusão. Naquela quarta à noite, já deitada na cama com o celular na mão, recebi a mensagem dele. Sombra nunca fala com rodeio, é

