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782 Words
— mó gostosa em delicinha — um garoto mais ou menos da minha idade sussurra assim que descemos do carro de Lucia, descidimos estacionar na entrada da favela por motivos óbvios, mais mesmo assim eu era capaz de escutar de longe o som auto, passava das 21:50 e som fazia o vidro dos outros carros tremerem. — nojento mais e verdade você está linda — Luana diz com um brilho c***l no olhar, ela e Josefa trocam um olhar conspirador, mais eu contínuo ignorando. Dou passo a frente me sentindo desconfortável com a roupa que estou usando. Eu havia deixado elas me arrumarem como queriam, escovaram meu cabelo e fizeram um leve babyliss nas pontas eles ainda batiam no quadril, mais tinham mais movimento, deixei que usassem batom vermelho em min, por mais que a cor forte me incomodasse tinha que admitir combinar com o loiro de meus cabelos, eu vestia um vestidinho curto emprestado por Lucia, por conta da dona ser bem menor que eu o vestido de seda preta abraçava bem minhas curvas, e ficava um pouco depois do meu bumbum. — eu pegaria você assim — Josefa ri com escárnio, me viro para perguntar qual o problema delas, quando 5 rapazes descem o morro. A princípio não é possível ver os revólveres, escondidos nas cinturas.que ficam mais visíveis a medida que eles se aproximam. Meu sangue gela e olho para Lucia em busca de ajuda, seus lábios estão roxos e sua expressão, e assustada assim como a minha. — calma gente eu conheço todos os moleques aqui — Luana diz se jogando nos braços do moreno, a frente ele tem olhos frios e cruéis e não compartilha o sorriso estampado no rosto da garota em nenhum momento! — qual foi tio que são essas daí? — ele diz para ela impaciente, ela faz biquinho e ele bufa visivelmente irritado. — minhas, amigas n**o não te falei que ia trazer elas — ele olha para min e para Lucia desconfiado, seu olhar se demora mais e min. — qual e tá me tirando — Luana ameaça, observando seus olhos em min. ele ri pela primeira vez. — acho melhor nos irmos — Lucia sussurra no meu ouvido aceno e começo a andar de vagar pra trás. — aonde vão — um dos garotos sai da sombra, a maneira como ele me encara deixa claro que eu não sairia daqui.pelo menos não viva. — e que nos — gaguejo. — são da faculdade amor patricinhas sabe qual e né.tem medo de tá! Aqui no morro. — tô ligado, não se preocupa não em novinhas seis tão comigo jacaré prazer, seis tão comigo tão com deus vão subir que o baile, já começou — encaro a arma alojada na cintura dele seria uma péssima ideia, discorda dele troco um olhar com Lucia que assente e assim seguimos o grupo para dentro da favela. Josefa não fala nada o caminho inteiro, ela nem olha pra nós passamos por várias casas humildes no caminho. Algumas pintadas de forma precária a uma grande concentração de pessoas a frente, reconheço a música baile de favela, nada mais clichê a vários homens portando fuzis no meio da festa dançando com suas armas apontada para o céu, jacaré não parecia estar brincando quando disse que era respeitado, todas as pessoas abrem espaço para que ele passe . Alguns olhares curiosos são dirigidos a min e Lucia que está acuada atrás de min, continuo com uma reza mental para que possamos sair bem dessa. — tá afim de rebola novinha? — um cara de com um fuzil no ombro me aborda, sinto minha alma saindo do meu corpo.ele agarra meu pulso e me puxa de junto dele guincho de pavor, jacaré aparece e sussurra algo no ouvido dele. Os dois homens riem, eles parecem bons amigos, me viro e a saio de fininho voltando de junto a Lucia.Josefa me observa. — para de graça loira — ela rosna. — graça? — gaguejo as palavras — você viu que está todo mundo armado aqui sua doente — sussurro pra não ser ouvida. — tá achando que todo mundo aqui e bandido — ela diz alto o suficiente para todo mundo em redor, várias pessoas se viram pra nós, suspiro devagar se eu corresse com certeza atirariam em min.mais como contorna a situação quando estavam todos me olhando como se fossem atirar do mesmo jeito, descido por agir agarro o copo da mão de uma desconhecida que passa por min e sorvo a bebida em um só gole, algumas pessoas riem e viram a cara. Outros olhares permanecem em min mais não tinha como eu terminar aquela noite sóbria ou viva
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