📘 O Campeão de Seul
CapÃtulo 18 — Um Primeiro Passo
Três dias tinham passado desde a luta.
Para surpresa de todos, a r*****o entre Jun-woo e Daichi tornara-se... menos hostil.
Não eram amigos.
Nem perto disso.
Mas já não eram apenas rivais.
Era mais uma trégua silenciosa.
Embora Daichi continuasse a mandar seguranças vigiarem discretamente a irmã.
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Numa manhã ensolarada em Seul, Jun-woo encontrava-se no ginásio a terminar uma sessão de treino quando o telemóvel vibrou.
Ao olhar para o ecrã, ficou imóvel.
Ha-yun: "Estás ocupado hoje à tarde?"
Min-jae, que estava ao lado, percebeu imediatamente a mudança de expressão.
— Quem é?
Jun-woo guardou rapidamente o telemóvel.
— Ninguém.
— Ah, claro. O famoso "ninguém".
Jun-woo ignorou-o e respondeu:
Jun-woo: "Depende. Porquê?"
Poucos segundos depois:
Ha-yun: "Gostava de sair contigo. Sem seguranças, sem irmãos possessivos e sem lutas."
Jun-woo não conseguiu evitar sorrir.
Min-jae arregalou os olhos.
— Ele sorriu! Pessoal, ele sorriu!
Todo o ginásio começou imediatamente a rir.
Jun-woo lançou um olhar ameaçador para todos.
— Treinem.
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Na mansão Nakamura, Ha-yun esperava ansiosamente pela resposta.
Quando viu a mensagem, sorriu.
Jun-woo: "Parece perfeito. Onde?"
Ela pensou durante alguns segundos antes de responder.
Ha-yun: "Surpresa."
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Algumas horas depois.
Jun-woo estacionou o carro no local indicado.
Era um pequeno parque junto ao rio Han.
Calmo.
Tranquilo.
Muito diferente dos locais movimentados onde costumava estar.
Ha-yun já estava lá.
Usava roupas simples: umas calças claras, uma camisola larga e o cabelo solto.
Quando o viu aproximar-se, sorriu imediatamente.
— Chegaste.
Jun-woo aproximou-se.
— Não podia faltar.
Ela observou-o durante alguns segundos.
— Ainda estás magoado pela derrota?
Jun-woo soltou uma pequena gargalhada.
— Um pouco.
— O meu irmão é assustador no octógono.
— Fora dele também.
Ha-yun começou a rir.
— Tens razão.
Os dois começaram a caminhar ao longo do rio.
Pela primeira vez desde que se conheceram, não havia tensão.
Não havia seguranças visÃveis.
Não havia rivalidade.
Apenas eles.
— Sabes — começou Ha-yun — quando acordei do coma, achei que nunca voltaria a viver normalmente.
Jun-woo ouviu em silêncio.
— Tinha medo de tudo. Lugares cheios. Pessoas desconhecidas. Até atravessar uma rua parecia assustador.
Ela baixou ligeiramente o olhar.
— O meu irmão fez tudo para me proteger.
— Eu sei.
— E sou grata por isso.
Pausa.
— Mas às vezes... acho que ele se esqueceu que eu sobrevivi.
Jun-woo parou.
Ha-yun também.
— O que queres dizer?
Ela olhou diretamente para ele.
— Ele continua a agir como se eu ainda estivesse naquela cama de hospital.
O silêncio instalou-se.
Então Jun-woo falou:
— Talvez porque ele nunca saiu daquele hospital.
Ha-yun ficou surpresa.
Jun-woo continuou:
— Acho que uma parte dele ainda está lá, à espera que acordes.
Os olhos dela ficaram ligeiramente húmidos.
— Nunca tinha pensado nisso.
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Ao longe, dentro de um carro preto estacionado discretamente.
Daichi observava os dois.
Ao lado dele, um segurança falou:
— Senhor, devemos aproximar-nos?
Daichi permaneceu em silêncio.
Observou a irmã rir.
Um riso genuÃno.
Algo raro nos últimos anos.
Depois respondeu:
— Não.
O segurança ficou surpreendido.
Daichi desviou o olhar.
— Apenas mantenham distância.
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Já perto do final da tarde, Jun-woo e Ha-yun sentaram-se num banco junto ao rio.
O pôr do sol refletia-se na água.
— Obrigada por vires — disse Ha-yun.
— Obrigado por me convidares.
Ela sorriu.
— Ainda não desisti de ser tua fisioterapeuta.
Jun-woo sorriu.
— O teu irmão vai adorar ouvir isso.
Ha-yun revirou os olhos.
— Não o provoques.
— Não prometo nada.
Ela começou novamente a rir.
Mas, naquele instante, o telemóvel dela tocou.
No ecrã aparecia apenas:
Oppa.
Ha-yun suspirou.
— Fala-se do diabo...
Jun-woo riu.
Ela atendeu.
— Sim, Oppa?
Do outro lado, a voz calma de Daichi:
— Onde estás?
— A passear.
Silêncio.
— Com ele?
Ha-yun olhou discretamente para Jun-woo.
— Sim.
Nova pausa.
— Volta para casa antes de escurecer.
Ela sorriu involuntariamente.
— Está bem.
Desligou.
Jun-woo arqueou uma sobrancelha.
— Ainda muito protetor?
— Muito.
— E irritante?
Ha-yun sorriu.
— Extremamente.
Os dois levantaram-se e continuaram a caminhar lentamente.
Sem saberem que, nas sombras, alguém os observava.
Alguém que não fazia parte dos homens de Daichi.
Alguém do passado.
E esse reencontro mudaria tudo.
Continua...