o conselho de guerra

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📖 Almas de Fera Capítulo 51 – O Conselho de Guerra A viagem de regresso ao Reino dos Leões foi silenciosa. Ninguém falava. Todos ainda estavam abalados pela gigantesca sombra que tinham visto cruzar os céus das Montanhas Sombrias. Zaira cavalgava ao lado de Kael. Pela primeira vez desde que o conhecia, ela conseguia ver preocupação no rosto do rei leão. — Kael — disse ela suavemente. — Vamos encontrar uma solução. Kael olhou para ela e assentiu. — Vamos. Dois dias depois, o g***o finalmente chegou ao palácio. Mal entraram, Kael convocou imediatamente um Conselho de Guerra. Mensageiros foram enviados para todas as grandes tribos do continente. A situação era séria demais para ser ignorada. Na manhã seguinte, representantes de várias tribos começaram a chegar. Entre eles estavam a princesa dragão Elyra, o príncipe lobo Orion, chefes dos Tigres, Águias e Cavalos. O grande salão do conselho ficou lotado. Kael levantou-se diante de todos. — Obrigado por terem vindo tão rapidamente. Ele explicou tudo o que tinham encontrado: as aldeias abandonadas, o híbrido urso ferido, as pegadas gigantescas e a criatura alada. Quando terminou, vários murmúrios espalharam-se pelo salão. — Isso é impossível. — O Dragão Sombrio é apenas uma lenda. — Talvez seja apenas uma fera desconhecida. Foi então que Elyra se levantou. Todos olharam para ela. A princesa dragão parecia mais séria do que nunca. — Não é uma lenda. O salão inteiro ficou em silêncio. Kael estreitou os olhos. — O que queres dizer? Elyra respirou fundo. — Há séculos, os dragões guardam um segredo. Nas profundezas das Montanhas Sombrias encontra-se uma antiga prisão mágica. Os murmúrios aumentaram. — Os nossos ancestrais selaram uma criatura conhecida como Vharok, o Dragão das Sombras. Zaira sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. — Então ele existe mesmo? Elyra assentiu lentamente. — Sim. Orion cruzou os braços. — E estás a dizer-nos isto só agora? — Porque acreditávamos que o selo duraria para sempre. Kael ficou em silêncio. — Mas não durou. Elyra baixou ligeiramente a cabeça. — Não. Subitamente, um estrondo ecoou por todo o palácio. As janelas tremeram violentamente. Os guardas desembainharam as armas. Outro rugido ensurdecedor ecoou pelos céus. Muito mais próximo desta vez. Todos correram para a varanda principal. Quando olharam para o céu, ficaram imóveis. Sobre as nuvens, enormes asas negras cobriam o sol. Vharok tinha chegado. Continua...
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