Sabrina foi à cozinha beber água e encontrou uma mulher de cabelos longos e grisalhos, vestida no jeans e batinha indiana, cheia de colares. Era alta e, quando se virou para trás, deu pra notar que era bonita, passava dos quarenta anos e lembrava muito aquele tipo de pessoa espiritualizada, mística meio hippie. ― Olá, Regina. Ouvi falar de você. Parece que conquistou a peonada. ― disse ela, toda sorrisos e, ao estender-lhe a mão, continuou: ― Meu nome é Tamara, sou a cozinheira que não arruma direito as louças nos armários. ― Esticou um canto da boca num esgar de zombaria. Sabrina lhe apertou a mão e deu uma farejada no ar, o cheiro da comida era daqueles que a pessoa engordava antes de comer. ― Prazer, Tamara. Hmm, tô salivando! O que tem dentro dessas panelas? ― Foi até o fogão e aspi

