15 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo — ‘Bença, pai. — Foi mais uma manhã onde um zumbi ‘tava aos pés da minha cama. — Bom dia. — Dia. — Eu me sentei. — Como ‘tá hoje? Eu me sentia estupidamente cansado. Acabei me dedicando inteiramente ao trabalho naquele dia. Teve festinha na endolação, mas eu nem participei de nada. Não consegui pregar os olhos direito pela noite. Um maldito pesadelo me mostrou meu filho atirando em Helena e isso perturbou os meus sonhos. Conseguindo cochilar às quatro e meia, eu me peguei voltando a acordar ao ver um vulto no quarto. Pronto, lá se foi embora o sono. — Bem, eu acho... e-eu... — Ele abaixou a cabeça. — Seu pai não sabe o que fazer. — Eu me ajeitei na cama. — Devia te repreender ou te dar uma putä lição de moral, mas eu não sei como fazer i

