14 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Nem é necessário falar do quão silencioso foi aquele almoço. Patrícia ficou quieta, ainda parecendo assustada pelo ocorrido; Miguel seguiu revoltado. Eu até tinha uma penca de discursos em mente, um monte de coisas ‘pra falar, um monte de repreenda ‘pra cuspir em cima dele, mas eu não fiz isso. Uma voz no cantinho da minha mente me dava certeza que, naquele momento de sangue quente, ele simplesmente ficaria ainda mais revoltado. Na real, eu fiquei muito preocupado sobre aquilo: se seria certo ou errado, mas eu ainda tomei minha decisão — mesmo pesando tanto no meu ombro. — Estudar e descansar! — Foi só o que falei quando terminamos a refeição. — Isso serve ‘pros dois! — Sim, senhor, tio. — Patrícia assentiu. — ‘Bença, pai! — Miguel disse

