Prólogo
Avisos:
- Eu não quis recontar o filme da Bela e a Fera, e sim mostrar um pouquinho da visão de Nela e a última e mais “importante” briga que elas tiveram.
- Recomendo você assistir o filme “A Bela e a Fera” antes de ler.
- Se divirta!
Ao ver que a sua nova invenção funcionava, o pai de Bela logo arrumou sua carroça e colocou sua nova invenção em cima. Ele iria o mais rápido possível a aldeia. Ele também aproveitou e chamou sua filha mais velha, Nela, para ficar com sua irmã por enquanto. Nela estava na Escola de princesas, estudando muito.
- Até logo, papai, boa sorte! – grita Bela ao se despedir de seu pai.
- Até logo, Bela, e cuide-se bem na minha ausência! – responde seu pai, muito alegre - Não se esqueça de cuidar de sua irmã, Nela! – ele também se despediu da outra irmã.
As irmãs ainda olharam seu pai sumir entre as montanhas, mas logo entraram para dentro de casa.
- Tenho certeza que o papai vai se dar muito bem. – suspira Bela ao se sentar no sofá de casa.
- Concordo plenamente, minha irmã. – diz Nela.
- Faz tempo que não nos vemos, como está indo seus estudos? – pergunta a irmã mais nova, enquanto Nela se sentava ao seu lado.
- Está indo muito bem. Você tem que ver, a escola é gigantesca! – ri a mais velha, enquanto observava os pensamentos de Bela. – Em que estás pensando?
- Seria tão legal ir para uma escola dessas ... eu queria ir, mas não recebi nenhuma carta. – resmunga a sonhadora Bela.
- Tem certeza que não recebeu? Chega tantas cartas aqui em casa ... deve ter chegado alguma da Escola e você não observou. – naquele momento Nela começa a observar o livro que a irmã estava lendo. Viu alguma coisa sair do livro, achou estranho então puxou o papel para verificar.
- Como eu pensei. – respira a jovem, orgulhosa. – Você recebeu a carta, Bela, mas ela acabou se perdendo no seu livro. – afirma a irmã.
Bela naquele mesmo momento deu um belo sorriso.
- Assim que o papai voltar eu te levarei a escola. – sorri Nela, as duas irmãs então se abraçam.
Algumas horas depois ...
Bela ficou em uma cadeira lendo seu livro, já Nela subiu a seu quarto.
De repente a irmã mais velha ouviu uma canção um tanto desafinada, então resolveu olhar a janela e viu várias pessoas em frente de sua casa. Entre elas estava Gaston, que se dirigia rapidamente a porta da casa. Nela logo entendeu o que ele fazia lá. De uma maneira ou de outra ela sabia que o homem tinha um certo sentimento pela irmã, então resolveu não descer e deixar as coisas agirem por si mesmas.
Gaston bate a porta, então Bela que estava tranquila lendo deixa seu livro na mesa e vai olhar quem é, logo ela se decepciona ao ver a cara mais grande do mundo, a de Gaston.
- Gaston? – começa Bela ao abrir a porta. – Mas que bela surpresa! – Bela, sempre educada.
- Gostou ...? – logo Gaston começa a interrogar. – Eu sou sempre cheio de surpresa. Sabe, Bela, não há uma garota na aldeia que não adorasse estar em seu lugar. – introduz chegando mais e mais perto da Bela. – Hoje é o dia ... – ele que estava na frente do espelho da uma olhada em seus dentes e da uma passada neles com a língua. – Hoje é o dia de realizar os seus sonhos. – termina.
- E o que você sabe sobre meus sonhos, Gaston? – pergunta Bela.
- Bastante! – logo ele afirma. – Olha, imagine. – o homem coloca seus pés cheios de lama em cima do livro de Bela, ao mesmo tempo se sentando na cadeira. – Uma cabaninha rústica, minha última casa, minha esposinha masageando os meus pés, os pequeninos brincam no chão com os cães ... teremos seis ou sete!
- Cães?! – Bela não aguentava mais.
- Não, Bela, garotos robustos, como eu! – exclama Gaston, nesse momento Bela aproveita e pega seu livro.
- Imagine só.
- E sabe quem será a esposinha?
- Quem será? – Bela pergunta, assustada, guardando logo seu livro.
- Você, Bela! – afirma ele, fazendo a mesma se afastar até a porta.
- Gaston, estou .... estou sem fala! Eu não sei o que dizer! – fala Bela enquanto ele se aproximava cada vez mais da mesma.
- Diga que casa comigo!
- Lamento muito, Gaston, mas, mas – Bela estava encostada na porta e Gaston estava quase a beijando, ela então abre a porta e saí da frente. – Acho que não mereço você. – Na hora ela saí da frente, fecha a porta rapidamente fazendo ele ficar do lado de fora, caído na lama.
Nela que ainda estava no quarto se assusta com o barulho. Ela desce para ver a irmã.
- O que aconteceu?! – exclama sem entender nada, Bela pega um balde com milho, e saí até a parte das galinhas.
- Já foi? – pergunta a mesma colocando a cabeça para fora.
- Gaston? Sim. – responde a irmã mais velha, indo atrás de Bela.
- Olha, Nela, imagina ele me pediu para casar com ele! – resmunga. – Eu?! Esposa daquele grosseiro? Burro? – resmunga indo até as galinhas para lhe dar grãos de milho. Nela vai atrás.
- Hmmm. – refleti Nela.
Foi quando Bela começa a cantar, se dirigindo até um lindo rio. Nela também foi atrás.
Gaston, casar com ele?
Madam Gaston, ele se engana
Não é pra mim tenho certeza
Eu quero mais que a vida no interior
Quero viver num mundo bem mais amplo
Com coisas lindas para ver
E o que eu mais d****o ter
É alguém pra me entender
Ainda tenho muito o que viver
Bela se senta perto do rio, Nela senta junto com ela.
- Eu te entendo, Bela. Eu mesmo não quero me casar com alguém que não amo. – afirma a irmã, então as duas se abraçam, mas naquele exato momento o cavalo que o pai das irmãs tinha saído com ele chega muito assustado, sem o pai delas, apenas com sua nova invenção.
Bela se levanta rapidamente.
- Philippe! – fala ela tentando segurar o cavalo. – O que está fazendo aqui? Cadê meu pai? Aonde ele está, Philippe? O que aconteceu? – Bela correu apressada para subir em cima do cavalo. – Nós temos que achá-lo, você tem que me levar a ele.
Nela que estava sentada sem entender nada levanta rapidamente.
- Eu também vou! – afirma ela. Bela balança a cabeça negativamente.
- É melhor ficar aqui, quanto menos pessoas melhor. – Bela fala se despedindo o mais rápido possível da irmã, dando um pequeno aceno.
Nela que estava altamente preocupada entra em casa. Estava muito nervosa, e o pior é que não sabia o que fazer. Mas, enfim, o que ela poderia fazer era esperar e mandar energias positivas.
A noite ...
O pai de Bela de repente entra apavorado dentro do bar da aldeia, aonde Gaston e vários outros homens estavam.
- Socorro, alguém me ajude! – foi o que ele falou ao entrar no lugar. – Por favor, por favor, por favor, por favor eu preciso que alguém me ajude! Ele a prendeu no calabouço! – naquele momento ouviu alguém dizer “quem". – Bela! Temos que ir, não podemos perder um minuto!
- Ooo, devagar, quem prendeu Bela afinal de contas? – declarou Gaston diante daquele falatório todo.
- A Fera! Uma fera monstruosa e h******l! – por um momento ainda ouve silêncio, mas isso não durou. Todos caíram na gargalhada. Ninguém levou a sério o que o homem tinha acabado de falar.
Todos começaram a achar engraçado “ele tinha o focinho gigante?” foi uma das falas ouvidas.
- Vão me ajudar? – ainda perguntou o inocente do homem.
- Fica tranquilo, velhote, nós vamos livra-lo disso. – afirmou Gaston enquanto todos os outros homens levavam o pai de Bela para fora do lugar. O homem ainda disse “obrigado”.
Os homens que continuaram dentro do bar ficaram rindo e caçoando dele.
Foi quando Gaston ouviu a seguinte fala: “velho louco morris”. De repente uma grande ideia veio em sua mente. E ele começou a cantar.
Velho louco Maurice?
Velho louco Maurice?
LeFou, eu estive pensando
Cuidado com isso
Eu sei
A cabeça do pai de quem amo
Cada dia se torna mais louca
Minha mente ficou funcionando
Quando olhei pra esse p***e insano
Como eu quero casar com a filha do velho
Então eu armei o meu plano
Bom de trama é o Gaston
Quando ama, o Gaston
Pra explorar um maluco
Só mesmo o Gaston
Muito em breve teremos um casamento
Do nosso herói
Gaston
Enquanto isso o pai de Bela ainda andava pela neve.
- Mas ninguém vai me ajudar?
O homem chegou em sua casa, aonde Nela esperava muito nervosa. Seu coração estava no ponto de explodir para fora.
- Papai! – gritou ela ao ouvir e olhar seu pai entrar na casa. A mesma foi logo abraçar seu pai. – O que houve? Aonde está Bela? – Nela tinha muitas perguntas, mas poucas respostas.
- Uma fera ... ela tinha me deixado no calabouço preso, mas Bela deu sua vida inteira para me tirar dali. – explicou ele meio cabisbaixo.
- Pai, me explique melhor. Eu não estou entendendo. – disse ela ficando cada vez mais preocupada.
- Agora não posso. – ele respirou fundo e seguiu em frente.
- Papai, o senhor quer me m***r do coração? Diga logo o que houve, não me diga que Bela aprontou?
- Ninguém precisa me ajudar! – afirmou ele, pegando algumas coisas e colocando em uma bolsa que acabara de pegar. – Eu vou fazer sozinho! Eee ... eu vou fazer isso! E não importa o que custe, eu vou encontrar aquele castelo! Eu sei que vou, eu vou livrar ela de lá! – disse ele decidido, pegando por último um chapéu – colocando-o em sua cabeça – e uma lamparina para iluminar a noite.
- Pai, me explica! – Nela vai atrás de seu pai até um certo ponto.
- Minha filha, fique em casa! Eu voltarei com sua irmã são e salva! – se estas palavras servissem para que a jovem ficasse calma, mas não servem. Ela ficou ainda por um certo tempo alí. Seu coração já estava saindo pela boca, imagine agora.
Enquanto isso Gaston e LeFou estavam chegando numa carruagem. Ele bate a porta, mas sem resposta entra logo. Ele chama por Bela e seu pai, porém não recebe resposta.
- Ah, eu acho que seu plano não vai funcionar. – fala LeFou, sendo agarrado por Gaston logo depois.
- Eles vão voltar a qualquer momento. – declara Gaston ao sair da casa. – E quando voltarem nós estaremos prontos para eles. LeFou, não saia desse lugar até Bela e seu pai voltarem para casa! – disse jogando o homenzinho no monte de neve que tinha de frente da casa de Bela.
- Espere ... espere! – ainda disse ele, mas Gaston não ouviu e saiu.
Depois de um tempo Nela voltou, mas LeFou não viu já que o mesmo logo adormeceu.
O tempo passou-se e a cada dia Nela permanecia na janela, esperando uma resposta de seu pai. A cada dia ela estava mais e mais preocupada. Já seu pai tentava todos os dias, todas as horas, todos os minutos e todos os segundos encontrar o castelo aonde Bela permaneceu. Mas cada dia tornava-se mais difícil já que ele ficava cada dia mais doente. Neste exato dia aonde a narradora fala, Nela olhou para a janela e se cansou de esperar. Seu coração não aguentava mais.
Ela sabia que a saúde de seu pai era fraca. Por isso precisava acha-lo antes que algo acontecesse. E Bela sempre arrumando confusão. Olha aonde ela foi meter o pai. Isso era o que a irmã mais velha pensava, ela tinha total certeza que tudo isso era culpa da Bela. A mesma saiu pela floresta atrás de seu pai. Era de manhã, o sol nem aparecer ainda tinha aparecido – Então LeFou ainda estava dormindo, mesmo que fosse difícil para o mesmo.
Nela saiu em disparada, ela entrou na floresta chamando pelo pai perdidamente. m*l sabia ela que ele estava muito mais longe do que a mesma imaginava.
Foi um dia inteiro sem resposta. Ela poderia desistir, era fácil fazer isso. Mas a vida de seu pai estava em risco. Tudo por culpa da Bela. Sempre quando ela pensava nisso a raiva subia para cima.
Passou-se dias e nada. Simplesmente nada. Nela pensou em continuar, mas resolveu voltar para casa. Ficar ali talvez não resolvesse nada. Ela se culpava sempre, afinal a mesma talvez tenha desistido cedo demais. Mas, por outro lado, a qualquer momento seu pai poderá voltar para casa. E ela estará a sua espera.
Alguns dias depois...
Nela por mais um dia olhou em sua janela. Ela não aguentava mais. Olhou para o chão, meio cabisbaixa. Foi quando ouviu um barulho de ... de ... d-ee cavalgadas! Ao olhar viu sua irmã no cavalo, ela trazia seu pai. Seu pai! A felicidade foi imensa.
- Papai, Bela! – gritou ela indo abrir a porta rapidamente.
Bela entrou com seu pai, e colocou ele na cama, o esquentando o máximo possível.
Mas teve um pequeno detalhe. LeFou viu eles chegando e foi até a aldeia o mais rápido possível.
Nela vai preparar um chá bem quentinho para seu pai. A raiva já tinha passado fazia um bom e longo tempo. Seu pai estava desacordado, então as irmãs estavam muito preocupadas.
- Bela ... Nela? – de repente elas ouvem o sussurro do pai, que estava abrindo seus olhos. A primeira pessoa que ele vê é Bela.
- Shii, tudo certo, papai. Estou em casa. – diz Bela dando um belo sorriso ao seu pai.
- Eu pensei que não ia mais vê-la outra vez. – declarou a abraçar a filha. Nela olhava muito orgulhosa. Estava feliz com a chegada de sua irmã e de seu pai.
- Senti tanta falta de vocês. – disse Nela, seu pai quanto a irmã estavam sorrindo para a mesma.
- Mas a fera ... como, c-omo você escapou? – pergunta o homem, Nela olha com uma caneta daquelas. Não estava entendendo nada.
- Eu não escapei, papai. – afirma ela, e seu pai fica confuso. - Ele-ele me livrou.
- Aquele mostro h******l? – perguntou novamente.
- Mas ele está diferente! Ele está mudado ... – fala a jovem.
De repente todo o momento para de acontecer quando uma xicarazinha saí da bolsa de Bela. “Oi!” a pequena xícara saiu da bolsa e foi até o colo do pai das irmãs. Aliás, Nela estava sem entender nada. “Como uma xícara pode falar? E andar?” pensou ela.
- Oh, clandestino! – Bela estava surpresa. O engraçado é que parecia que os dois conheciam a xícara.
- Olá, meu amiguinho! Não esperava lhe ver outra vez! – se surpreendeu seu pai novamente.
- Bela, por que você foi embora? Você não gosta mais de nós? – perguntou a pequena xícara.
- Oh, claro que gosto. É que ... – Nessa hora ouviu batidas na porta. Nela se levanta para atender.
- Deixe que eu atendo. – diz Bela indo abrir a porta.
Ela abriu a porta e viu um “senhor" muito estranho.
- O que deseja? – pergunta a jovem.
- Eu vim para internar seu pai. – declara ele.
- Não se preocupe, mademoiselle. Nós cuidaremos bem de seu pai. – diz ele mostrando o carro do hospício, junto com várias pessoas entre ele.
- Meu pai não é louco! – gritou Bela, já Nela ouviu e foi ver o que era.
- Ele delirou como um louco! Nós todos ouvimos, não foi? – gritou LeFou, e todos os moradores concordaram.
- Não! Eu não vou deixar! – Bela disse e Nela concordou. Agora quem veio ver o que acontecera foi o pai de Bela.
- Diga de novo, velhote. Qual era o tamanho da fera? – perguntou LeFou.
- Era uma fera enorme ... tinha mais de 2, não, não mais de 3 metros! – todos riram muito.
- Viram, ninguém pode estar mais louco do que isso! – declarou LeFou.
- É verdade! – exclamou o homem, mas no momento alguém gritou para levar o idoso, e duas pessoas pegaram ele.
- Não! – gritou Nela, ela realmente não entendia mais nada.
- Vocês não podem fazer isso! – dessa vez foi Bela que protestou.
- Ooo, Bela, eu lamento pelo seu pai. - chegou Gaston.
- Gaston, você sabe que meu pai não é louco! – diz Bela, o segurando pela blusa.
- Hmm, eu até que poderia esclarecer esse pequeno m*l entendido, se ...
- Se o que?
- Se você casar comigo, Bela. – disse ele.
- Que?! – Bela se revoltou.
- Uma palavra só, é o que lhe custa. – Gaston logo disse.
- Nunca! – gritou ela, indo correndo para dentro de casa. Nela também começou a se desesperar.
- Você que sabe. – Gaston ainda debochou.
Bela então saiu com um espelho.
- Meu pai não é louco, e eu posso provar. – todos olharam para ela rapidamente. – Me mostre a fera. – disse ela e o espelho obedeceu e lhe mostrou uma fera horrenda.
“Ele é perigoso?” alguém perguntou.
- Oh, não. Nunca machucou ninguém. Eu sei que parece perigoso, mas ele é muito bom, e gentil. Ele é meu amigo. – explicou.
- Se eu não a conhecesse diria que está apaixonadinha por este mostro. – exclama Gaston.
- Ele não é mostro, Gaston, você é. – Bela acabou tirando sua paciência. Ele se revolta.
Nela apenas vê tudo, sem entender nada.
- Ela é tão louca quanto o pai! – gritou Gaston, começando a apavorar todos que estavam lá. Todos então começaram a preparar um ataque a fera. Bela começou a ficar totalmente desesperada. A música então começa.
[Gaston]
A Fera vai apavorar os seus filhos!
Vai persegui-los à noite!
[Bela]
Não!
[Gaston]
Só estaremos seguros quando eu empalhar a cabeça dela!
Nós temos que m***r a Fera!
[Multidão]
Matem!
[Homem]
Ele vivo é uma ameaça!
[Homem]
Poderá nos atacar!
[Mulher]
E vai comer nossas crianças e isso é só pra começar!
[Homem]
O m******e desta aldeia nós iremos assistir
[Gaston]
Quem for homem vai ter que lutar
Terá que me seguir!
Vamos lá, pelo mato
Pelas trevas e a neblina
Na jornada que será um pesadelo
E depois de passar
Pela ponte levadiça
Com certeza cada um de nós vai vê-lo!
É um monstro
De caninos afiados!
Tem bocarra
E tem garra de pantera
Vai urrar, espumar
Mas não vamos voltar
Sem lutar!
Sem m***r essa fera!
[Bela]
Não! Não devem fazer isso!
[Gaston]
Se não está conosco, está contra nós!
Tragam o velhote!
Então eles pegam a Bela, Nela e o pai das irmãs, para prender todos eles, e logo depois saem atrás da fera, continuando a cantar.
Bela, Nela e o pai das duas irmãs, presos ficam totalmente desesperados tentando sair.
- Tenho que avisar a fera! Eu sou a culpada. Oh, papai, o que é que vamos fazer? – pergunta Bela, Nela que estava no fundo do local começa a chorar.
- Calma, calma, meninas, vamos achar uma saída. – consola o pai das mesmas.
Então a xicarazinha que estava do lado de fora percebe o desespero de todos. Então a mesma vai para cima da invenção mais recente do pai da garotas e a**a um plano mirabolante. No final todos saem.
Bela rapidamente sobe no cavalo.
- Vai rápido, Bela! – exclama seu pai.
- Vem comigo, Nela? – ainda pergunta Bela, antes de sair.
- Não, vá e salve o dia, o que eu nunca fiz. – sorri.
Um tempo depois ...
- Fico alegre que agora a Bela esteja feliz. – comenta Nela ao pai, enquanto olhava a linda valsa. Estava simplesmente maravilhoso!
Bela realmente estava muito feliz.
- Agora que sei o que realmente aconteceu não culpo mais minha irmã. Ela não teve culpa de nada, apenas quis ajudar o senhor. Me sinto culpada por ter feito isso ... – refleti a mesma. Seu pai apenas a olha e dá um pequeno sorriso.
- Não se culpe minha filha, tenho certeza que qualquer pessoa em seu lugar tinha feito o mesmo. – consola seu pai.
- A Bela com certeza não teria feito isso. – fala baixando sua cabeça.
- Não se compare a sua irmã. – diz percebendo toda a comparação. – Vocês duas são diferentes, e muito importantes para mim. – termina ele dando um longo sorriso. A sua filha também sorri de volta. Depois de um tempo Bela vai em direção dos seus familiares.
- Estão gostando do baile? – pergunta ela, doce como sempre.
- Muito. – responde os dois a mesma. – Eer ... minha irmã queria lhe pedir desculpas. – diz Nela, sua irmã fica meio confusa.
- Te desculpar de que minha irmã? – pergunta ela, sem entender.
- De ter pensado que tudo que aconteceu era sua culpa. – confessa meio envergonhada.
- Imagina, minha irmã. Claro que está desculpada! – Bela abraça sua irmã que retribue.
- Agora você pode ir para a escola de princesas, não é mesmo? – dá uma pequena risadinha.
- Claro! – Bela responde altamente animada.
30 anos depois ...
Tudo mudou desde o casamento de Bela com a Fera. O pai das irmãs morreu, e a cada dia fez cada vez mais saudade as duas. Nela se casou. A mesma acabou descobrindo que não conseguia engravidar.
A escola de princesas cresceu cada vez mais, Bela conseguiu passar na escola e ter seu próprio conto de fadas, já Nela ... ela não conseguiu passar. E ao menos ser citada no conto da irmã foi citada.
A Bela e seu marido criaram um grande reino muito fluente no mundo dos contos de fadas. E aconteceu uma das melhores coisas na vida de Bela: Ela engravidou!
A mesma estava muito feliz, estava meio triste, já que queria realmente que seu pai estivesse ali para ver isso. Pelo menos sua irmã estava, era o melhor de tudo.
Nela estava dentro de casa, sentada no sofá junto de seu marido. Foi quando ela ouviu algumas batidas na porta.
- Deixa que eu vou abrir, meu amor. – disse Nela ao ver que seu marido iria se levantar para abrir a porta.
Então ela foi e abriu, mas a cara que a mesma fez não foi uma das melhores.
- Quem é? – perguntou seu marido ao ver sua cara.
- Bela. – disse meio desanimada.
Bem, eu acredito que me esqueci de citar uma coisa. Depois que a Bela conseguiu passar na escola de princesas e teve seu próprio conto de fadas, já sua irmã não, as duas acabaram brigando. A briga não foi f**a, as duas se acertaram rapidinho. Mas quando Nela descobriu que nem ao menos ser citada no conto da irmã foi ... a briga realmente foi f**a. Bela nunca se culpou de nada, até porque não é ela que decide essas coisas. Mas Nela não acha isso.
- Mas uma vez aqui? Você não se cansa, não? – Nela debocha ao olhar o barrigão da irmã. Bela estava grávida de 8 meses. Estava pertinho de nascer.
- Minha irmã, essa daqui é a casa de nosso pai. E além disso você é minha irmã. – esclarece, parecendo óbvio o motivo dela estar ali.
- Venha se sentar, Bela. Você está grávida, não deve ficar em pé por um longo tempo. – diz o marido de Nela, oferendo lugar para Bela se sentar.
Nela não gostou da ideia. Olhou com uma cara para o marido.
- Eu acho melhor sair um pouquinho para vocês conversarem. – fala ele, saindo logo depois.
- Venha se sentar. – diz Bela, já sentada no sofá. Nela faz uma careta, mas logo se senta do lado da irmã.
- Estou tão ansiosa para o nascimento de minha filha, quero muito que você esteja junto comigo nesse momento. Você é muito especial para mim. – começa a irmã mais nova, pegando na mão da irmã. Mas Nela rapidamente tira a mão de junto da sua irmã.
- Por que todo esse rancor, minha irmã? – pergunta sem entender.
- Claro. É fácil para você. – Nela levanta a sobrancelha ao falar, indicando desgosto.
- Você me culpa até por não conseguir passar em uma escola?! Na verdade, desde de pequena você me culpa de tudo! – se revolta Bela, se levantando e saindo logo depois. – Eu cansei. Agora só falta você me culpar por não trazer filhos ao mundo. – a mesma fala, fazendo Nela deixar cair uma lágrima.
- Eu nunca irei te perdoar por ter dito isso. – fala, no mesmo instante que Bela escutou isso ela saiu da casa. Bela fechou a porta que a irmã não tinha fechado e se retirou.
A partir em diante tudo realmente mudou entre as irmãs.