capĂ­tulo 4

912 Words
## 📖 Capítulo 4: A Próxima Peça do Tabuleiro ### ♟️ POV: Ares Aquela p***a de sexo mecânico não tinha limpado o meu sistema. Só tinha me deixado com mais raiva. Enquanto Viktor guiava o utilitário blindado pelas ruas escuras e chuvosas da cidade, eu observava o reflexo das luzes nos vidros, girando o meu anel de sinete no dedo mindinho. Eu deveria estar focado no maldito galpão de contêineres na zona portuária, onde um emissário dos russos me esperava para renegociar as rotas que o rato do Carter quase estragou. Mas tudo o que eu conseguia ver, projetada no vidro escuro, era a imagem de Elena encolhida contra a coluna de mármore da minha sala. Os olhos azuis dela, arregalados, brilhando com uma mistura deliciosa de pânico e um t***o involuntário que ela tentou com todas as forças esconder. *Aquela v***a da Tiffany.* O cheiro do perfume barato dela ainda parecia impregnado na minha pele, e me causava náuseas. Eu a usei da forma mais crua que consegui justamente para chocar a minha prisioneira, para cravar na mente daquela loira simples que eu sou o monstro que ela pensa que eu sou. Mas o tiro saiu pela culatra. Olhar para a boca de Tiffany enquanto eu a possuía não me deu prazer nenhum; eu passei o ato inteiro imaginando como seria arrancar um choro real, de puro desespero e entrega, dos lábios de Elena. — Senhor? — A voz grossa de Viktor me trouxe de volta à realidade do submundo. O carro havia estacionado nos fundos do píer deserto. — O russo já está no galpão três. Ele trouxe quatro seguranças com fuzis. Quer que eu chame o restante dos nossos homens? Ajeitei as mangas da minha camisa social, abrindo um sorriso sarcástico que não alcançava meus olhos gélidos. — Não precisa, Viktor. Deixe que eles pensem que têm alguma vantagem. Homens com fuzis são fáceis de comprar. Homens com medo são mais fáceis de controlar. Saí do carro sob a garoa fina. O vento do porto estava frio, mas meu sangue fervia com uma energia violenta. Entramos no galpão m*l iluminado, onde o cheiro de ferrugem, salmoura e óleo diesel era sufocante. No centro do espaço, cercado por engradados de madeira que escondiam rifles de assalto contrabandeados, estava Grigori, um brutamontes russo com o rosto cortado por cicatrizes. — Vanderbilt — Grigori sibilou, com seu sotaque pesado, dando um passo à frente enquanto seus homens mantinham as mãos nas armas. — Soubemos do sumiço de Carter. Meus chefes em Moscou não gostam quando os intermediários desaparecem com o nosso dinheiro. — Carter cometeu um erro de cálculo, Grigori — respondi, caminhando devagar ao redor dele, os meus sapatos de couro ecoando no chão de concreto úmido. Parei diante de uma das caixas e passei o dedo pela madeira. — Ele achou que o sobrenome Vanderbilt significava apenas ações na bolsa de valores e fundos imobiliários. Ele esqueceu que o aço que constrói os prédios da minha família também serve para cravar na garganta de quem tenta me roubar. — Não temos tempo para a sua arrogância de herdeiro mimado — o russo rosnou, dando um passo intimidador na minha direção. Em um piscar de olhos, a minha frieza evaporou, dando lugar à crueldade que corria nas minhas veias. Peguei uma faca tática que Viktor mantinha no cinto e, antes que o segurança mais próximo de Grigori pudesse levantar o cano do fuzil, cravei a lâmina com força total no dorso da mão do russo, prendendo-a na mesa de madeira do engradado. O grito de dor dele cortou o galpão. Os outros homens engatilharam as armas, mas Viktor e os três atiradores que eu tinha posicionado nas vigas do teto antes de chegarmos acenderam as miras laser vermelhas direto nas testas deles. O silêncio voltou a reinar, quebrado apenas pelos gemidos sufocados do homem sangrando na mesa. — Nunca mais — sussurrei, aproximando-me de Grigori, segurando-o pelo colarinho do casaco pesado com uma força que o fez empalidecer — use a palavra "mimado" para falar comigo. As rotas agora são minhas. Vocês vão pagar trinta por cento a mais de pedágio para passar pelo meu porto. E se reclamarem, eu envio a cabeça do chefe de vocês de volta para Moscou em uma caixa de gelo. Fui claro? Grigori olhou para as miras laser em seus homens e engoliu em seco, assentindo com a cabeça. — Ótimo — soltei o casaco dele com desdém e arranquei a faca da mão do homem de uma vez, limpando o sangue na manga do casaco do próprio russo. — Viktor, feche os contratos. Tenho negócios mais urgentes para resolver em casa. Caminhei de volta para o carro, o coração batendo no ritmo da adrenalina. Eu tinha acabado de subjugar uma célula da máfia russa sem piscar, mas a única coisa que me dava uma descarga real de dopamina era pensar no que me esperava na cobertura. Eu tinha tentado usar outra mulher para tirar o fantasma de Elena da minha mente, e tinha falhado. Agora, a brincadeira psicológica tinha acabado. Eu passei o caminho de volta inteiro pensando em como o corpo dela reagiria quando eu a tocasse. Eu queria aquela loira na minha cama. Queria que ela sentisse o peso total da minha possessividade. Ela ia aprender que pertencer a Ares Vanderbilt era um caminho sem volta. E eu não ia esperar nem mais um segundo para tomar o que era meu. .
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