Capítulo 13: O Eco das Cinzas Ponto de vista Ares O sangue secou na sola do sapato, mas a imagem dela no chão, abraçando os joelhos no blackout, não saía da minha cabeça. Tava no escritório da cobertura, mapa do porto aberto na mesa de mogno. Viktor do meu lado, contando gente, munição, ponto de entrada. — Grigori recuou pra refinaria desativada em Queens — Viktor falou, apontando com caneta. — Pelo menos vinte homens com ele. Ele sabe que o senhor vai. Tá esperando. É armadilha. — Eu sei que é armadilha — respondi, limpando a pistola secundária com pano com óleo. Cheiro químico forte, único que tira o cheiro do perfume dela que ficou na minha mão. — Mas erro dele foi achar que eu tenho medo de entrar em fogo. Eu sou o fogo. Larguei a arma na mesa, fui até o vidro. Noite densa lá for

