Capítulo 12: Sangue no Asfalto Ponto de vista Ares Terceira Avenida, duas e quarenta da tarde. Asfalto molhado, trânsito parado, buzina. Viktor dirigia. Eu no banco de trás, lendo relatório do advogado do porto no celular. Terno preto limpo, gravata folgada. Ainda pensando na loira que deixei trancada no blackout hoje cedo, com remédio da mãe entregue, segurança na porta. O primeiro impacto veio seco. Vidro blindado do utilitário estalou. — Emboscada! — Viktor gritou, girando o volante. Três SUVs pretos fecharam o cruzamento. Porta abrindo, gente encapuzada descendo com fuzil. Tiro no blindado, vidro rachando em teia branca, gente na calçada correndo e gritando. Minha cabeça ficou fria na hora. Sempre fica. É por isso que eu ainda tô vivo. — Rompe, Viktor — mandei, já puxando a pis

