Capítulo 11: O Preço de Ser Ponto Fraco Ponto de vista Ares O cheiro de café frio e perfume barato ainda tava no quarto de hóspedes quando eu saí. Ela dormia. De vestido preto, por cima do lençol, descalça, cabelo loiro espalhado no travesseiro. Tinha dito "eu fico" ontem. Um sim pequeno, mas foi sim. E eu cumpri minha parte. Saí e deixei a porta aberta. Não encostei. Fui pra varanda do 40º. Nova York lá embaixo, uma da manhã, fria, cheia de luz. O porto queimado já tava sendo limpo pelos meus homens. Grigori recuou. Mas recuo de russo não é paz. É intervalo. Meu celular corporativo vibrou no bolso do paletó jogado na cadeira. Linha segura. — Fala, Viktor — atendi baixo pra não acordar ela. — Senhor, problema. Pegamos um informante dos russos duas quadras daqui. Tava fotografando a

