O pânico não vem como nos filmes. Ele não grita. Não faz barulho. Ele paralisa. Por alguns segundos, eu fiquei ali, ajoelhado no asfalto, olhando para aquela mulher desacordada, sentindo o coração bater tão forte que parecia doer fisicamente. Minhas mãos tremiam, minhas pernas estavam fracas, e a minha cabeça girava num turbilhão caótico de pensamentos que não conseguiam se organizar. Meu Deus, o que eu faço agora? Olhei ao redor. A rua continuava estranhamente vazia. Nenhuma janela se abriu. Nenhuma porta. Nenhum carro se aproximava para ajudar. Era como se aquele trecho da cidade tivesse sido esquecido pelo mundo naquela hora da noite. A luz do poste piscou uma vez, lançando sombras tortas sobre o corpo dela. Ela respirava. Esse detalhe me atingiu como um alívio brutal. A respiraç

