Polly A presença dele vai se infiltrando na minha rotina como quem vai movendo móveis de lugar sem fazer barulho. Todo fim de semana a gente sai. Jantar. Cinema. Barzinho com música boa. Às vezes só um passeio de carro pela cidade. Ele sempre vem me buscar. Sempre abre a porta. Sempre espera eu entrar no prédio. Sempre manda mensagem quando chega em casa. O namoro é perfeito. Perfeito demais. Porque tem uma coisa que não muda, não importa quantos encontros passem: o beijo. Sempre o mesmo selinho. Dois segundos, no máximo. Boca fechada, sem língua, sem aprofundar, sem mão escorregando, sem corpo realmente colando no meu. E não é só isso. Ele não fala nada com teor s****l. Não faz insinuações. Não pede foto ousada. Não pede nude. Não faz comentário sobre o meu corpo que saia do campo do

