Polly Quatro dias depois, meu celular toca de manhã cedo, enquanto eu ainda estou com cara amassada e cabelo em guerra com o travesseiro. Número desconhecido. Minha regra é simples, número que não está na agenda, eu não atendo. Quem me conhece manda mensagem ou sinal de fumaça antes. Mas, por algum motivo, a curiosidade cutuca. Eu deslizo o dedo e levo o celular à orelha. — Alô? — Polly? A voz atravessa o fio e desarma qualquer pose de indiferença que eu pretendia ter. Eu sei quem é antes mesmo de registrar o conteúdo. — Kaius? — escapa da minha boca. Do outro lado, ele ri, surpreso. — Como você sabe que sou eu? — pergunta. Eu me encosto na cabeceira da cama, mordendo um sorriso. — Sua voz é difícil de esquecer. Silêncio rápido, depois outro riso, um pouco mais baixo. — Fico

