Não pude retornar a forma humana. Pois estou ferida demais e a transformação não foi perfeita. Me mudar assim pode trazer graves riscos, dentre eles a morte. Foi fácil entrar dentro do carro. Difícil foi não dormir no banco de trás. Quando acordei estava no pequeno hospital de Heaven Wood. Fiquei feliz pela familiaridade. Assisto o gotejador pingar o soro, gota por gota, até terminar em minha pata direita. Me sinto melhor, aliás, as dores diminuíram muito. Ou talvez seja só algum medicamento correndo pelas minhas veias. Observo as máquinas biparem ao lado da cama. Observo por tempo demais. As portas duplas da sala de atendimento se abre e a enfermeira Luiza entra. Ela sorri ao me ver acordada. — Posso dizer a eles que acordou? Dizer a eles? Quem? Mãe e pai, talvez Liz, talvez Sa

