Ficamos em silêncio por um longo tempo depois que Ruby mencionou os imãos. Eu tentava organizar tudo na minha cabeça, mas nada fazia sentido completo ainda. Empresário, ameaças, sequestro… parecia coisa de filme, não da minha vida.
De repente, passos pesados voltaram a ecoar do lado de fora. Dessa vez, não era apenas um homem. Eu podia ouvir mais vozes, mais movimento. Meu coração começou a bater mais rápido, como se meu corpo já soubesse que algo pior estava por vir.
A porta se abriu novamente, e a luz forte do corredor invadiu o quarto. Um homem diferente entrou. Ele não estava encapuzado. Era alto, tinha barba por fazer e um olhar frio que me fez arrepiar dos pés à cabeça.
Ele nos observou como se fôssemos objetos.
homem 2 = Então… esses são os herdeiros da família Rossi — disse ele, com um sorriso torto.
Ruby enrijeceu ao meu lado.
Ruby = Quem é você? — ela perguntou, tentando parecer corajosa, mesmo com a voz trêmula.
O homem riu baixo.
homem 2= Você não precisa saber meu nome. Só precisa saber que está aqui por causa do seus irmãos … principalmente Matteo Rossi.
Quando ele falou aquele nome, o silêncio no quarto ficou ainda mais pesado. Eu virei lentamente o rosto para Ruby. não é possível Que esse nome tá mim, perseguindo só pode
kamilly = Don … o quê? — perguntei, confusa.
Ruby fechou os olhos por um instante, como se estivesse cansada de esconder aquilo.
Ruby = Meus irmãos…… eles não é só empresário.
O homem interrompeu, com um tom debochado:
homem 1= Empresário é o que vocês contam pra polícia e pra gente inocente como essa garçonete aí — ele apontou para mim. — Na verdade, seus irmãos são os maiores chefes da máfia da região.
Meu estômago afundou. Senti como se o chão tivesse desaparecido debaixo dos meus pés.
Kamilly = Isso… isso não é verdade… — sussurrei, olhando para Ruby, esperando que ela negasse.
Mas ela não negou.
Ruby = É verdade, ela disse, com lágrimas nos olhos. — Meus irmãos comandam vários negócios… alguns legais… outros nem tanto.
um dos homem começou a andar pelo quarto, devagar, como um predador.
homem 2= Esse sequestro não é sobre dinheiro. Não é sobre vocês pessoalmente. É sobre território. Seus irmãos tem uma rota de transporte de cargas que passa por áreas que meu chefe quer muito. E eles se recusam a negociar.
Ele parou bem na nossa frente.
homem1= Então decidimos dar um… incentivo.
lucas= Vocês são loucos! A gente não tem nada a ver com isso!
O homem apenas deu de ombros.
homem 2= Na guerra, garoto, quem sofre primeiro é a família.
Eu senti meu corpo gelar. Eu não fazia parte daquela família. Eu não fazia parte daquela guerra.
kamilly = moço eles não tem culpa porque vocês não se resovem entre si esses adolescentes não tem nada aver com os negócios de suas famílias e, eu muito menos Eu só trabalho em um restaurante… — falei, quase implorando. — Eu nem conhecia eles antes de hoje.
Ele me olhou por alguns segundos, como se estivesse decidindo se eu valia alguma coisa ou não.
homem 2 = azar o seu. Lugar errado, hora errada. Agora você é só… dano colateral.
Essas palavras doeram mais do que o golpe que eu tinha levado na cabeça. Eu não era ninguém para eles. Apenas um erro no plano.
Ruby começou a chorar de verdade dessa vez.
— Por favor… solta eles… fala comigo, fala com o Matteo… ele vai negociar…
O homem se abaixou na altura dela, segurando seu queixo com força.
— É exatamente isso que nós queremos, princesinha. Seu irmão vai negociar. E quando ele souber que você está aqui… ele vai implorar pra fazer isso.
Ele a soltou com desprezo e se levantou.
— Amanhã de manhã, vamos gravar um vídeo. Você vai mandar um recado bem bonito pro Don Matteo Rossi, pedindo pra ele entregar a rota de transporte. Se ele recusar…
Ele fez uma pausa, olhando para cada um de nós.
— A gente começa a mandar pedaços.
Senti o ar sumir dos meus pulmões. Willian começou a chorar alto. Carlos xingou, tremendo de raiva. Ruby simplesmente ficou paralisada, olhando para o chão.
Eu abracei meus joelhos, tentando impedir meu corpo de tremer. Minha mente gritava o nome de Dona Teresa, da minha casa, da minha vida simples que parecia tão distante agora.
Eu só queria estar servindo café… só queria reclamar do cansaço no fim do expediente…
Mas, em vez disso, eu estava presa em uma fazenda desconhecida, no meio de uma guerra entre mafiosos que eu nem sabia que existia. 😰
Antes de sair, o homem ainda olhou para mim uma última vez.
— E você, garçonete… reza pra esse tal de Matteo amar mesmo a irmãzinha dele. Porque sua vida agora depende disso.
A porta se fechou novamente, e a escuridão voltou.
No silêncio, Ruby começou a soluçar.
— Ele vai vir… — ela repetia, como um mantra. — Meu irmão vai vir salvar a gente… o Matteo sempre resolve tudo…
Eu não sabia se aquilo me trazia esperança… ou ainda mais medo.
Porque, pela forma como aqueles homens falavam dele, Don Matteo Rossi não era o tipo de homem que resolvia as coisas com conversa — e sim com sangue