acordei antes do alarme tocar e fiquei encarando o teto, como se ele tivesse respostas pra minha vida.
Spoiler: não tinha.
Suspirei e desliguei o alarme antes que ele começasse a gritar comigo. Me espreguicei devagar, sentindo aquele friozinho típico da manhã que faz a gente querer desistir de tudo e voltar a dormir.
Mas eu sou uma mulher de responsabilidades.
(Infelizmente.)
Levantei ainda meio sonolenta e fui direto pro banheiro. Escovei os dentes, lavei o rosto e prendi o cabelo em um coque tomei um banho rápido
Kamilly = Vamos lá… mais um dia.—falei pra mim, mesmo
Troquei de roupa, colocando um conjunto de exercícios confortável uma legging preta e uma blusa leve. azul Calcei meu tênis e peguei o celular. e meus fones
Antes de sair, dei uma olhada no quarto da Ana.
Ela estava dormindo profundamente.
(Sorte a dela.)
Saí de casa devagar e comecei a caminhar. O ar da manhã era diferente… mais leve, mais calmo, como se o mundo ainda não tivesse acordado ainda
Comecei a andar sem pressa,
Continuei andando por alguns minutos, sentindo meu corpo despertar aos poucos, até decidir voltar pra casa.
Assim que cheguei, fui direto pro banheiro novamente. Sim… eu sou dessas.
Tomei um banho relaxante levei meus cabelos, só pra me sentir renovada, e vesti uma roupa confortável pra trabalhar.
Fui pra cozinha e comecei a preparar o café da manhã. Coloquei o café pra passar, cortei algumas frutas, preparei pão com ovos e organizei tudo na mesa com carinho.
Pouco tempo depois, ouvi passos arrastados vindo do quarto.
Ana apareceu na cozinha com o cabelo todo bagunçado imã cara de sono ainda
Ana = Aí o cheiro tá tão bom
Ela olhou pra mesa… depois olhou pra mim.
Ana = Aí que delicia tava com saudade dos seus café da manhã
Ri baixinho.
Kamilly = Senta e come antes que começe a esfriar
Ela sentou na mesma hora.
Ana = Eu amo você.
Kamilly = Eu sei.
Começamos a comer, e o silêncio durou exatamente dez segundos.
Ana = Sonhei com ele.
Claro…
Kamilly = Bom ou r**m?
Ana suspirou, apoiando o queixo na mão.
Ana = Perfeito demais pra ser real.
Fiz uma careta.
Kamilly = Aí complica.
Ela riu de leve.
Ana = E você? como tá indo lá no restaurante e com seus livros
Kamilly = tá indo bem até agora
Ana levantou uma sobrancelha, desconfiada.
Ana = que bom amiga quando eu terminar lá no trabalho vou passar pra comer a lasanha da Dona Teresa e buscar você tá
Parei por um segundo…
…ela não estava errada.
Kamilly = tá.
Ana = então quando você vai solta os capítulos daquele livro eu tô adorando cada linha escrita
Kamilly = acho que essa semana eu termino e vou postar todos na plataforma-falei animada
Ela riu, e eu também.
Continuamos conversando sobre coisas aleatórias: trabalho, clientes, roupas, comida… e por alguns minutos,
Depois que terminamos, levantei pra arrumar a mesa.
Ana = Eu ajudo!
Kamilly = Milagre.
Ana = mim, Respeita. que sou trabalhadora _ela falou rindo
Rimos juntas enquanto organizávamos tudo.
Depois, ela foi se arrumar. Peguei minha bolsa, conferi tudo e fui até a porta.
Ana apareceu logo atrás de mim.
Ana = Boa sorte hoje.
Kamilly = Pra você também.
Ela sorriu,
Saímos juntas e, logo depois, seguimos caminhos diferentes.
chego no trabalho como todos os dias dona Teresa já está abrindo o restaurante
dona Teresa = bom dia kamilly
kamilly = Bom dia dona Teresa A Ana disse que vem hoje comer da sua lasanha _ falei rindo
Dona Teresa = Aí que bom que ela chegou já tava com saudade da quela tagarela vou começar agora a fazer a lasanha arruma aí as mesas_ falou já saindo pra cozinha rindo
ela gosta muito de kamilly junta as duas só da fofoca na certa eu arrumei todas as mesas e fui pra cozinha quando tava colocando a massa no forno as meninas começaram a chegar
conversamos bastante como sempre depois de tudo pronto os crientes começaram a chegar
eu resolvi ajudar as meninas a ser as mesas e foi muito divertido nunca mais tinha feito isso o dia foi bastante corrido agente rendeu bastante hoje Ana ligou e disse que não ia poder vim e mim, pediu pra levar a lasanha vê se pode só a Ana mesmo
Quando já estávamos quase encerrando o expediente, a porta do restaurante se abriu novamente. Três adolescentes entraram — dois meninos e uma menina — acompanhados de um homem que devia ter uns quarenta e oito anos. Confesso que, quando bati os olhos nele, pensei na mesma hora: que coroa bonito. Ele era bem arrumado, elegante, daqueles que parecem saídos de um comercial de perfume. Dona Teresa, que estava ao meu lado, chegou até a comentar baixinho que ele parecia “um pão quentinho saído do forno”.
Quando percebi que eles estavam um pouco sem jeito por chegarem tão tarde, resolvi atendê-los antes de fecharmos de vez.
kamilly = Oi, meu nome é Kamilly. Boa noite, sejam bem-vindos. O que vão querer? — falei, sorrindo e tentando passar tranquilidade.
A menina, que parecia ser a mais comunicativa, respondeu primeiro:
Ruby = Oi, boa noite, Kamilly. Meu nome é Ruby. Esses são Carlos e Willian, e aquele ali é o nosso motorista e amigo, Teodoro. Desculpa pelo horário, eu vi que vocês já iam fechar, mas estamos com muita fome. Estamos viajando há mais de seis horas direto. — Ela sorriu de um jeito simpático, meio envergonhada.
Eu sorri de volta, compreendendo perfeitamente.
Kamilly = Tudo bem, Ruby. Vai ser um prazer servir vocês. O que vão querer pedir?
Um dos meninos, que Ruby tinha apresentado como Carlos, pegou o cardápio e começou a falar:
Carlos = vou querer uma lasanha, uma bandeja de fritas com frango recheado e um suco de laranja.
Anotei tudo com cuidado no bloquinho e depois olhei para os outros.
kamilly = vocês?
Ruby disse que ia querer exatamente o mesmo que ele. O outro rapaz, Willian, apenas deu de ombros e confirmou:
Willian = Pra mim pode ser igual também.
Por último, olhei para o senhor Teodoro, que continuava sentado de forma elegante, analisando o cardápio com calma.
kamilly = E o senhor, vai querer o quê? — perguntei, tentando não demonstrar que estava um pouco nervosa com aquele olhar sério dele.
Ele levantou os olhos e respondeu com voz tranquila:
Teodoro = Eu vou querer um suco de limão e um sanduíche de peru.
Anotei e assenti com a cabeça.
kamilly = Só um momento, já já eu trago os pedidos de vocês.
Fui direto para a cozinha, onde Dona Teresa já me esperava com aquele olhar curioso.
dona Teresa = “E então, menina, já atendeu o galã?”, ela cochichou, rindo.
Revirei os olhos, mas acabei rindo também enquanto começávamos a preparar os pratos. Como as outras meninas já tinham ido embora, nós duas ficamos responsáveis por tudo. Apesar do cansaço, fizemos cada prato com capricho.
Quando tudo ficou pronto, eu e Dona Teresa levamos as travessas até a mesa. O cheiro da comida parecia fazer os três adolescentes quase babarem.
Ruby = Muito obrigada, moça, disse Ruby, educada.
kamilly = Imagina, qualquer coisa é só chamar, respondi.
Eles começaram a comer com tanta vontade que dava até gosto de ver. Fiquei alguns segundos observando de longe, sentindo aquela satisfação boa de quem sabe que fez um bom trabalho, antes de voltar para terminar de organizar o restaurante.