no dia seguinte, ainda bem cedo. a neve ainda caía lá fora. o reino estava coberto por neve.
Josefina estava no quarto, escrevendo no seu diário de capa preta e detalhes roxo.
_“ hoje faz sete dias"
ela parou e respirou fundo antes de continuar escrevendo.
_ “ faz sete dias que você se foi. sete dias que tiraram você de mim sem nenhuma piedade. eu juro que estou tentando seguir em frente e ser forte, mas... você não me ensinou a viver sem você, Daniel."
uma lágrima escorre dos seus olhos.
Josefina respira fundo
e continua.
_ “o nosso casamento seria logo após a coroação. nós estávamos tão felizes... você me fazia sentir completa. talvez fosse a única pessoa que conseguisse fazer isso. agora eu estou sozinha...e estou sendo presssionada a escolher um noivo o mais rápido possível."
ela parou de escrever novamente e olha para a neve caindo lá fora.
_ “ está tudo tão frio... e eu nem estou falando da neve que está caindo lá fora, desde o dia do seu velório. eles são tão cruel."
toc toc toc
Josefina fechou o seu diário e deixou na mesa.
_ pode entrar. _ disse com firmeza na voz.
Aurora sua dama de companhia real entrou. ela faz uma pequena reverência.
_ majestade.
_ pois não? _ disse Josefina com a voz fria.
_ o café da manhã já está pronto. todos estão esperando vossa majestade.
_ já estou indo.
ao descer para tomar o café da manhã com seus pais (rei Inácio e rainha Ariela) e suas irmãs (Catarina, Helena e Isabella) todos olharam para ela ao atravessar a porta, com a postura impecável, fria e imponente que carregava principalmente após a morte de Daniel.
Josefina sentou-se a mesa.
_ que bom que resolveu descer para tomar café com sua família, querida. _ disse a rainha _ sentimos a sua falta nesses últimos dias.
_ eu estava aqui esse tempo todo. _ disse Josefina pegando a xícara delicadamente e levando até a boca.
_ sim. más... estava trancada no seu quarto. _ responde a rainha.
Josefina não responde nada, os ignora, sequer olha para todos alí na mesa.
_ e você, Catarina? _ disse a rainha encarando a outra filha.
_ o que tem eu? _ pergunta Catarina tentando manter-se natural, mesmo tremendo.
_ onde estava ontem a noite? _ pergunta a rainha Ariela ainda encarando fixamente a filha _ suas irmãs disseram que estava na biblioteca, e você... disse outra coisa.
o rei Inácio franzio o cenho, intrigado.
_ Catarina..._ disse o rei como se ordenasse uma explicação.
_ eu só fui tomar um pouco de ar. _ responde Catarina tentando parecer convincente.
Josefina ergueu uma das sobrancelhas.
_ está muito frio lá fora para está tomando ar, principalmente a noite, irmã. _ disse ela.
_ está tão frio quanto você. _ responde Catarina imediatamente.
_ onde estava ontem a noite? _ pergunta a rainha Ariela, impaciente porém com a voz calma.
_ eu estava no jardim tomando um pouco de ar. eu não suportei ficar dentro de casa nem na biblioteca. _ responde Catarina.
a rainha a encarou por mais alguns segundos. depois desviou que olhar.
Josefina se levantou da mesa e saiu sem dizer uma palavra. todos lá presentes se entreolham.
_ estou preocupada com nossa filha. _ disse rainha Ariela olhando para seu marido.
_ não se preocupa, minha querida. _ responde o rei segurando uma das mãos de sua esposa. _ Josefina só está muito magoada pelo o que aconteceu com Daniel. más, logo passa. é só uma fase difícil.
_ Josefina não vai se casar? _ pergunta Catarina.
_ ela acabou de enterrar o noivo, Catarina. _ disse o rei Inácio. _ eu também quero que Josefina se case, más... isso requer tempo.
_ e se ela não se casar nunca? _ pergunta Catarina temendo a resposta, mesmo já sabendo.
o rei Inácio ficou em silêncio.
a rainha Ariela respirou fundo e disse;
_ você já conhece a tradição. nenhuma de vocês podem se casar enquanto a sua primogênita não se casar primeiro.
_ isso é injusto. _ disse Catarina.
_ olha o tom. _ diz a rainha.
_ e como vai ficar o meu noivado com o príncipe Álvaro? _ pergunta Catarina.
_ o seu noivado não vai continuar caso a sua irmã não se case. _ responde a rainha Ariela.