Hunter acordou naquela manhã já sentindo-se ansioso para a noite que viria. Queria que as horas passassem o mais rápido possível para ter a sensação daquele beijo novamente.
Da primeira vez que beijou Charles não havia ficado com aquela sensação de formigamento, não havia ficado com a sensação do beijo dele sobre seus lábios por minutos após o ocorrido. Mas na noite passada isso aconteceu, até adormecer ficou sentindo os lábios do alfa sobre os seus e desejava sentir de novo e mais, desejava que durasse mais tempo.
Tomou seu café da manhã e agradeceu por estar um dia de tempo seco, apesar do frio, significava que poderiam ir no mesmo cavalo, poderiam ir para a escola abraçado ao corpo do Parker. Não sabia de onde vinha tanta vontade de ficar próximo dele, mas parecia que quanto mais se aproximavam, mais necessidade tinha de proximidade.
Esperou ansiosamente pelos minutos até ser anunciado que Charles já estava lhe esperando do lado de fora da casa. Abriu a porta o vendo sobre Fênix, sorrindo feliz quando percebeu que eles pareciam ter o mesmo pensamento.
— Acordou de bom humor hoje? — perguntou debochado, estendendo a mão para Hunter subir no cavalo.
— Na verdade não. Um pensamento me ocorreu e me fez sorrir. — deu de ombros, segurando na mão do Parker e subindo no cavalo, colocando seus braços em volta dele. — Você ficou pensando sobre ontem? — sussurrou próximo ao ouvido de Charles, que sorriu, começando a guiar Fênix pelo caminho da escola.
— Sim, eu não consegui parar de pensar na noite de ontem. — sua mão foi de encontro a do Baynes em sua cintura, acariciando-o sutilmente. — Eu quase não dormi na verdade. E se o seu pai nos pegar? Ele vai me matar.
— Vai nada. — riu. — Não dê pra trás sobre nossos planos. Eu tenho ideias de fazer isso mais vezes.
— Não vou. Eu enfrento o rei de novo sem problemas.
— Em troca dos meus beijos? — perguntou risonho.
— Em troca de qualquer minuto com você.
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Já era a terceira vez naquela semana que faziam aquilo e cada vez parecia melhor. Após as dez horas da noite, Hunter saiu do seu quarto rapidamente, descendo as escadas até o quarto de Charles, que o esperava com ansiedade para que ficassem sentados em sua cama trocando um beijo após o outro até as bocas ficarem dormentes.
— Você sente alguma coisa quando nos beijamos? — Hunter perguntou timidamente, um tanto ofegante pelos beijos trocados.
— Sinto. Você sabe que eu sinto. — respondeu baixo, beijando o garoto novamente.
— E não quer tentar nada diferente? Só beijinhos? — instigou, mordendo o lábio inferior.
— O que você quer? — perguntou curioso.
— Não sei. — respondeu tímido e deu de ombros.
Charles sabia que o príncipe tinha certeza do que queria, mas não queria ordenar sobre a i********e deles.
Levou sua mão até a cintura do Baynes, acariciando o local e descendo sua mão até o meio das pernas dele, acariciando ali.
— Está duro como o meu. — constatou. — Posso tocar você aqui?
— Sim. — concordou com ansiedade e puxou o alfa para perto novamente, o beijando. — E me beija mais. Me beija e me toca.
Hunter pediu, sua vontade era de tirar os tecidos de seu corpo e sentir a mão do alfa mais diretamente, mas talvez estivesse indo rápido demais com todas aquelas atitudes. No entanto, estava começando a suar devido ao pijama que usava somado ao calor do corpo de Charles.
Aproveitou o tempo que pode, cada beijo e cada toque, como estava fazendo em todos os dias que descia até o quarto do Parker.
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Aquela era uma manhã de sábado fria, havia um pouco de sol, mas logo voltaria a nevar.
Hunter vestiu roupas quentes e deixou avisado aos empregados que Charles deveria lhe encontrar no estábulo, indo até lá e começando a selar Abissal, esperando o Parker chegar.
— Por que quer cavalgar por aí com um dia tão gelado? — perguntou o Parker, entrando no estábulo. — Não poderia ficar em casa estudando como seus amigos?
O alfa revirou os olhos, pegando a sela de Fênix para poder sair ao lado do Baynes.
— Não, o que eu tenho desejo de fazer não posso fazer em casa, então prefiro sair no frio do que ficar preso com meus pensamentos não me deixando em paz.
— Parece que está tentando fazer algo imoral desse jeito. — sorriu, terminando de selar Fênix, vendo Hunter já sobre Abissal.
— Talvez eu esteja. — deu um sorriso ladino, balançando os pés e comandando Abissal rumo ao lago.
Charles seguiu o garoto, ainda que um pouco a contragosto, era como se em seu interior algo lhe dissesse que era uma má ideia. Ter o Baynes entre seus braços dentro do palácio parecia menos arriscado, perigoso, do que fazer isso em algum canto do reino.
Tinha certeza que haviam olhos por todo aquele lugar.
Hunter desceu do Abissal ao chegar perto do lago, amarrando-o na árvore e esperando o Parker.
— Está frio, o lago está com a superfície congelada, não tem onde sentar, não tem por onde andar, mas você quer ficar aqui? — questionou com certo deboche, descendo de Fênix e o amarrando na árvore próxima a Abissal.
— Sim, eu quero. — sorriu, esperando o Parker se aproximar para puxar e beijá-lo. — Você é quente o bastante.
— A gente está se arriscando muito, acredite que dentro do palácio é menos perigoso. Vamos para praça, ficar com seus amigos, é melhor.
Hunter se afastou, soltando o corpo do alfa e cruzando os braços.
— Tá, vai lá. Eu gosto de vir aqui e vou ficar aqui por enquanto. — deu as costas ao alfa, andando em direção ao lago.
— Hunter, não anda aí. Você pode cair. — suspirou frustrado.
— Vai lá, Charles. Eu estou com Abissal, eu volto sozinho.
— Eu vim com você e só volto com você. Só acho que… — fez uma pequena pausa, suspirando. — …Eu tenho medo do seu pai. Não quero desafiá-lo, entende? Meu pai também ficaria muito irritado com isso.
— E eu quero namorar você. — virou em direção ao alfa. — Eu disse isso, quero ser mais que um amigo seu, quero mais que alguns beijos. Eu achei que era isso que você queria também. Achei que queria sentir mais do que alguns beijos.
— Aqui? No frio? Na neve? Por que agora? — metralhou as perguntas, fazendo o príncipe revirar os olhos.
— Esquece, vai lá e me deixa aqui. Quero ficar sozinho.
— Hunter, não vou deixar você. — suspirou e puxou-o para perto, segurando seu braço. — Eu também quero. Eu quero mais que isso, mas não precisamos ser tão provocativos com seu pai.
— Você disse que enfrentaria ele só por alguns minutos comigo. E agora? Mudou de ideia?
O alfa ficou em silêncio por alguns segundos antes de beijar o Baynes.
— Você tem razão. Tem razão. Eu também quero ser seu namorado e prometi isso pra você. Então vou cumprir o que prometi. — acariciou o rosto do príncipe, dando um beijo na testa dele. — Tá bom? Mas enquanto estiver frio, nada de sair de casa. Eu sou quente, mas você ainda sente frio, então vamos esperar o inverno passar.
— Tá, eu aceito. E somos namorados.
— Agora somos namorados. — sorriu e beijou o Baynes novamente.
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Era início da primavera e as temperaturas eram amenas, aquele era um dia agradável de sol e Charles tinha planos de ir para a praça após as aulas. Gostava de sentar na grama e sentir o sol na pele, sentir o calor confortável.
Estava na hora da educação física, por isso foi se trocar. Assim como Hunter, esperava os colegas trocarem de roupa antes de fazer o mesmo, sempre cuidando do príncipe.
Se aproximou por trás dele quando estavam sozinhos no vestiário, apoiando a mão no armário e sussurrando em seu ouvido:
— Espero que continue de calças, não quer me deixar nervoso na aula. — sua voz era sedutora e o fez se arrepiar, encostando mais seu corpo no alfa.
— Não, está um pouco quente, eu vou fazer aula de short. — sussurrou de volta, mordendo o lábio inferior e esfregando mais seu corpo contra o dele.
Charles pressionou o príncipe contra o armário, o deixando sentir o que ele realmente queria, esfregando sua pelve contra o Baynes.
— Se me obedecer uma vez na vida, Hunter, eu deixo você sentir o que tento quer hoje a noite.
— Pode deixar, Charlie, vou colocar minha calça agora mesmo. — sorriu todo bobo, fazendo o alfa revirar os olhos.
Depois de trocar de roupa, Charles olhou bem ao redor antes de dar um selinho no namorado e seguir para a quadra. Como sempre, o Parker foi jogar basquete com os amigos enquanto Hunter sentava na arquibancada com os seus. Não importava o tempo que passasse, sempre detestaria educação física.
— Demorou pra trocar de roupa, achei que tinha ido até em casa e voltado. — zombou Kayne, que estava sentado com Luna e Luen.
O príncipe sentou ao lado dos amigos e torceu os lábios.
— Estava procurando minha calça, eu ia fazer de short, mas não queria tirar a concentração de um certo alguém. — riu.
— Você vai contar que estão namorando? A gente sente a tensão daqui. — provocou Luen, gesticulando em direção aos alfas do outro lado da quadra.
— Meu pai nos mataria se estivéssemos namorando. Ele disse pro Charles que jamais aceitaria. — sorriu ladino para os amigos, encolhendo os ombros.
Luna riu e balançou a cabeça em negativa.
— Que bom que você sempre obedeceu o rei, não é?!
— Você está se esforçando bastante pra ser discreto né? — Kayne debochou.
— Você não sabe como... Se meu pai permitisse nosso namoro eu faria muito mais. Eu teria ido muito além — sorriu, seus olhos fixados no alfa jogando basquete.
Hunter suspirou para limpar a mente de seus pensamentos impuros e seguiu conversando sobre como era ter um namorado, já que naquele momento até mesmo Luen estava saindo com alguém: Sehun. A única sem namorado era Luna, mas aos quinze anos ainda poderia esperar um pouco mais.
Vez ou outra Hunter espiava Charles de canto de olho, vendo seu alfa jogando com os amigos, o corpo suado marcado na camiseta. Sua mente enchia-se de vontade e ansiedade para a noite que viria.
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Assim que o relógio marcou dez horas da noite, Hunter saiu de seu quarto, indo em direção ao porão do palácio com seus silenciosos pés descalços, descendo rapidamente pela escada de serviço.
Não demorou a chegar no quarto do alfa, um pouco ofegante e muito animado. Abriu a porta e entrou, a fechando atrás de si e trancando com chave.
— Cheguei. — disse animado.
— Eu tô vendo. — Charles respondeu com um sorriso brincalhão em seus lábios, largando o livro que estava lendo de lado na cama onde estava sentado.
Seus treinamentos não eram mais tão constantes, nos dias que sabia que o namorado desceria até seu quarto apenas procurava algo para ocupar sua mente enquanto o aguardava.
O príncipe mordeu o lábios inferior, desamarrando o laço do quimono de seda que vestia, ficando apenas com suas vestes íntimas ao ir até Charles. Desta vez não sentou ao lado do Parker como estavam fazendo, decidiu ser mais provocativo, sentando em seu colo.
— Um pouco mais que beijos hoje, certo?
— Sim, um pouco mais. — o alfa concordou, engolindo em seco.
Hunter não demorou a beijá-lo com todo o seu desejo, movimentando o corpo lentamente sobre o dele. Apenas alguns beijos eram o suficiente para deixá-los excitados, com a fricção dos corpos isso não demorou a acontecer.
O príncipe estava com a intenção de provocar, fez questão de passar a língua com leveza sobre o lábio inferior de Charles e então mordiscá-lo em seguida, iniciando um beijo ainda mais quente. As mãos habilidosas rumaram para a blusa de linho do alfa, a retirando do corpo dele, podendo sentir sob seu toque a pele quente e os músculos definidos pelo exercício.
— Estou no seu colo, beijando você desse jeito. Não há nada que você tenha vontade de fazer? Tem medo? — perguntou um pouco triste, era verdade, por um momento sentiu que não era desejado.
— E se eu me descontrolar e machucar você? E se eu queimar você de novo?
— É por isso que fica tão tenso quando eu quero mais? Acha que pode me machucar? — viu o alfa concordar silenciosamente enquanto acariciava seu rosto. — Não se preocupe com isso, Charlie, eu garanto que não vai me machucar. Vamos ir devagar.
— Eu só não quero machucar você de novo. Mas eu quero você. Eu quero muito você. — seu tom era quase ofegante, demonstrando seu desejo.
Hunter sorriu, voltando a beijar o namorado, que dessa vez levou as mãos até a b***a do ômega, apertando ali, o pressionando ainda mais contra seu corpo.
Seus beijos desceram pelo pescoço do Baynes, raspando seus lábios pela clavícula do garoto.
— p***a, por que não me beijou assim antes? É muito gostoso. — sorriu, continuando a beijar o namorado, esfregando mais seu corpo no dele. — Droga, isso é tão bom que sinto uma vontade… eu não sei como dizer isso pra você…
O príncipe gemeu, rebolando mais rápido no colo de Charles. Abraçou o corpo do alfa, esfregando-se contra ele, sentindo seu corpo cada vez mais quente.
— Eu sei o que você quer. — mordeu o lábio inferior, levando sua mão para dentro das vestes do príncipe, tocando-o.
— Isso, eu queria demais isso. — gemeu, apertando os ombros do Parker.
O príncipe sentia uma mistura de sensações que pareciam ansiedade e prazer misturados. Seus dedos do pé se contorcem enquanto olhava para o rosto do namorado, tendo o desejo de beijá-lo, mas não conseguindo fazer nada além de sentir a mão dele em seu p*u e gemer baixinho até alcançar o limite daquela sensação, gozando na mão dele.
Hunter olhou ofegante para o alfa, respirando pesadamente após sentir algo que era indescritível para si. Finalmente conseguiu puxar o namorado para perto e beijá-lo novamente, com o mesmo desejo e um pouco mais de calma.
— Era isso que eu precisava. É muito bom. — sorriu. — Mas eu queria mais. Quero que saiba que quero fazer isso antes do meu primeiro cio. Eu quero mais, quero sentir você de um jeito que eu fico com vontade mesmo assim tendo sido bom, entende?
Charles respirou fundo, seu coração batendo forte contra o peito. Estava ansioso, estava com o desejo nublado seus pensamentos. Seu p*u ainda estava duro nas vestes e Hunter estava lhe fazendo uma proposta irrecusável, apesar de seu temor.
— Você quer sentir tudo?
— Sim, eu quero muito. Eu quero tudo com você. Podemos tentar?