E L E N A A caixa revirada em minha frente era o motivo da minha confusão. O diário de Luna estava em minhas mãos, mas suas palavras em minha mente. Quando eu tinha quatro anos eu perguntei a minha mãe o porquê de nossa família ser tão compacta. As outras famílias eram compostas por papai, mamãe, vovó e vovô, enquanto a minha se resumia em mamãe e tia Amelia. Claro que o tio Tom e Nathan também faziam parte disso, mas eu só me via nelas duas. As irmãs Vetter eram como meu reflexo em frente ao espelho olhando de volta para mim. A resposta da mamãe foi simples, mas me bastou naquela época. “Somos diferentes, Elena. Merecemos coisas diferentes.” Durante um tempo eu cresci achando incrível ser diferente. Eu usava essa desculpa para tudo. Mas depois, quando eu já conseguia ver a maldade no

