M A L I G N A
Eu estava mais poderosa e visivelmente mais encorpada. Fico me perguntando se Thanos sabe das crias em meu ventre e se sabe quem as colocou aqui. É um tanto óbvio, não? Se ele sabe, quais são os planos dele para esses pequenos seres? Bom, eu não sei.
Meu traje de batalha era totalmente especial. Eu tinha dois chicotes que funcionavam de acordo com meus poderes elétricos, uma lança para luta corpo a corpo que eu também posso canalizar energia, um escudo que eu tenho certeza que nem sempre irei usar, uma espada e uma adaga. Eu me sentia poderosa naqueles trajes. Bem melhor do que aquela roupa simplisinha que usava quando despertei.
Fauce havia mexido em minha mente por mando de Thanos. Segundo eles, era para me deixar mais forte, mas eu também me sinto mais destemida, mais fria, mais c***l.
— Maligna, vamos parar perto da nave do asgardiano. — Fauce me diz enquanto estou me encarando no espelho
— Ótimo. Estarei com vocês.
Quando a saída da nave se abriu, eu estava ao lado de Thanos, à frente de sua tropa. Eles avançaram e começaram a golpear e m***r todos. Thanos e eu apenas olhávamos tudo, até que todos estavam no chão. Ou mortos ou agonizando, prestes a morrer. Eu sorri e passei por cima de vários corpos até chegar onde Loki estava cercado pela Ordem n***a e por Thanos. Quando o titã pega o deus do trovão pela cabeça, seu único olho para em mim e eu vejo surpresa, espanto, saudade, afeto. Franzo o cenho. De onde ele me conhece?
— Elena? — ele pergunta
— Eu não sou essa Elena. — rosno
— Ela é a midgardiana que você disse? — Loki perguntou — Ela é filha daquele boçal?
— Calado. — Thanos ruge
Eu fico confusa. Tá na cara que eles sabem mais sobre a vida que habitava meu corpo antes de eu despertar. Mas eu fico em silêncio vendo Thanos chantagear o deus da trapaça. Quando o Tesseract lhe é entregue, Thor é preso numa armadilha de ferro e uma b***a verde vem com tudo pra cima de Thanos. Um dos capangas da Ordem n***a até tenta impedir, mas Fauce garante que tudo ficará bem. E ficou, pois Thanos nocauteou a fera verde. Heimdall, um asgardiano prestes a morrer, abre uma ponte e então o grandão some rumo a algum planeta. Provavelmente, a Terra.
— Você tá atrapalhando. — reviro os olhos e enfio minha lança no peito dele, terminando de matá-lo
— Não! — Thor grita — Por que faz isso, Elena? Por que está com ele? Por... — Fauce tampa sua boca com uma placa metálica
Fico em silêncio por um tempo. Eu fui chamada de Elena quando fui à Terra e estou sendo chamada assim agora. Quem é Elena? De onde ela veio? Por que estão me chamando assim?
Meus questionamentos internos são interrompidos quando ouço o barulho do pescoço do Loki sendo quebrado por Thanos. O titã o joga no chão e então eu vejo seus olhos vidrados. Não tenho tempo de pensar em como me sinto vendo isso.
— Vamos, querida. Ainda temos muito o que reinar. — Thanos sorri sombrio
T O N Y
— Sabe quando a gente sonha que precisa muito fazer xixi? — pergunto pra Pepper enquanto caminhamos no parque
— E quando você acorda, você realmente precisa ir ao banheiro. Tá, o que tem?
— Eu, meio que, sonhei que tínhamos um filho.
— Sim, nós temos. Dois filhos. Dois filhos lindos.
— Sonhei que tínhamos outro.
— Tá. — ela franze o cenho — Agora você acha que estamos... — ela parece procurar a palavra certa
— Grávidos? — ajudo
— É.
— Sim, eu queria que fosse.
— Tony, fala sério, nós já somos avós, Elena está grávida e desaparecida. Temos muito o que fazer.
— Podemos conversar sobre isso quando ela voltar?
— Não, Tony. Eu não vou engravidar de novo. Além do mais, você ainda é o Homem de Ferro.
— Ah, qual é, Pepper!
— Ai, meu Deus! — ela se assusta
Na nossa frente, um buraco se abre e um cara usando uma capa surge. Eu fico um pouco incrédulo, apenas esperando que a notícia venha. Impressionante como os anos passam e eu continuo me surpreendendo.
— Senhor Stark, senhora Stark. — ele nos cumprimenta — Eu sou Stephen Strange e precisamos da sua ajuda. Aliás, desculpe atrapalhar o passeio.
— Não, tudo bem. Estou acostumada. — Pepps revira os olhos
— Precisa da minha ajuda, senhor Strange? Você e mais quem? — ergo uma sobrancelha
— Oi, Tony.
De dentro do buraco, meu amigo nerd cientista Bruce Banner surge para minha total surpresa.
— Bruce...
***
— O nome dele é Thanos. — Bruce diz — Ele é louco. Furioso. E está atrás dessas jóias.
— Ok. Aí, Estranho, destrói essa pedra no seu pescoço. — digo
— Nem pensar. — ele se opõe
— Como assim? Você precisa destruir isso.
— Eu não vou destruir isso.
— Espera! — Bruce diz
— Ouviram isso? — pergunto
Estrondos são ouvidos e uma ventania atinge a cidade. Sou o primeiro a correr lá pra fora e vejo uma grande argola voando no céu. Dr. Strange faz sua mágica e a ventania passa, mas logo criaturas estranhas aparecem e decidem começar a nos atacar.
— Uma bela hora pra você se esverdear. — digo a Bruce
— Ok, não é tão simples assim. Ele e eu temos nos estranhado, ultimamente.
— O que? Se transforme agora! — digo mais alto
— Não vai dar não.
— Se não vai ajudar, melhor ficar seguro. — Strange diz fazendo outro buraco no tempo e o jogando lá
— O Lula Molusco parece bravo. — comento
— Me chamou do que? — a criatura rosnou
— O-oh! — murmuro
— Você tinha que irritar mais ele, né? — Wong resmunga
— Desculpa aí. — foi só o que eu disse antes do quebra p*u começar
T H O R
Era ela. Elena. Minha grande amiga Elena. Thanos a dominou, brincou com sua mente. Ele assassinou o meu povo, meu irmão, meu melhor amigo.
— Você parece cansado e triste. — Rocky diz tentando conversar comigo
— Na verdade, estou com raiva. Thanos assassinou todo o meu povo.
— Você não tem família?
— Meu pai morreu, minha mãe também. E Thanos matou meu irmão.
— Melhor amigo?
— Foi assassinado pela minha melhor amiga.
— Cara, todo mundo que você conhece morre? — ele me olha
— Minha melhor amiga ainda está viva.
— Menos m*l.
— Mas está sendo manipulada por Thanos.
— Ah, qual é!
— Eu sou Groot. — a árvore fala
— É, eu sei. É complicado. — digo
— Você fala a língua do Groot? — Rocky pergunta surpreso
— Eu tenho mil e quinhentos anos. Falo muitas línguas. — dou de ombros
— Tá legal, precisamos ir. — ele diz
— Onde vocês vão? — Senhor das Estrelas pergunta
— A um lugar. — dou de ombros — Vocês vão tentar impedir o Thanos. — digo me levantando
— Eu sou Groot.
— Tá, você tem razão. Pode ir conosco também. Vai ser bom. — sorrio
— Trio parada dura na área. — Rocky diz
— Vamos nessa, Capitão Lebre. — digo sorrindo
— Lebre? — ele se questiona
W A N D A
Nós prometemos que nunca iríamos nos deixar, mas precisamos deixar Elena pra trás. Pelo bem de Elliot, era uma escolha difícil, mas optamos por deixá-los seguros e vivos. Não havia um único dia em que Nat e eu não pensávamos em Elena e em sua difícil relação com o álcool. Será que ela estava sóbria? Será que Tony sabia do problema dela?
Ok, agora o caos se instalou. Eu não sei o que está acontecendo, mas Nova York foi atacada e Visão está correndo perigo. Não sei se consigo protegê-lo sozinho, mas não é como se eu precisasse. Steve, Natasha e Sam apareceram para dar cobertura. Mas foi aí que a surpresa veio... Quando eu lancei meus poderes contra a mulher alienígena, outra mulher pousou com um escudo, fazendo o golpe se dissipar.
Usando uma roupa de batalha, uma lança e um escudo ela surgiu deixando todos boquiabertos. Quando ela baixou o escudo e ficou de pé, seus olhos azuis safira se encontraram com os meus. Eu não vi aquela amiga de antes. Eu vi frieza, escuridão, vazio.
— Elena? — minha voz sai num sussurro
— Elena! — Steve diz firme, tentando se aproximar de nós — Elena você está...
— Arg! — ela revira os olhos com frieza — Nem pegar uma jóia vocês sabem. — resmunga com os colegas
— Elena, pára! — Steve diz parando na frente dela
— Eu não sou essa Elena. — ela rosna sem olhá-lo
— Elena! — Natasha diz
Junto com o ser que atingimos gravemente, eles partem numa luz azul intensa. Como num portal. Eu corro para o lado de Visão e o vejo ofegante.
— O que ela estava fazendo com eles? — pergunto
— A mente dela. — Visão me olha — Você sentiu?
— O que tem a mente dela? — Steve pergunta
— Não é óbvio? — Sam pergunta — Ela tá fora da casinha.
— Reparou na barriguinha dela? — Nat pergunta
— Ela está sob controle mental. — Visão responde a pergunta de Steve
— Precisamos resolver isso. — digo
— Pra onde vamos, Capitão? — Sam pergunta
— Vamos para casa.