Um Namoro Conturbado

988 Words
Algumas horas depois, apareceu um médico nos informando que haviam medicado a criança e a febre já estava sob controle, Will e eu respiramos aliviados ao saber disso. Assim que soubemos que Mel não corria risco nenhum, Will pediu para que eu fosse para casa descansar, e como já era quase 8h, resolvi fazer isso e assim poder liberar a dona Gesi. - Internada? - Ela perguntou assim que falei sobre a Mel. - Sim, ela vai ficar hoje no hospital. Ah, estou me sentindo tão culpada. - Comecei a chorar. - Ah, não, minha filha… - Me abraçou. - Não se sinta assim, você não tem culpa de nada, as crianças ficam doente mesmo. - Desfez o abraço. - Ela vai ficar boa, viu? - Sorriu docemente. - Vai, sim. - Limpei algumas lágrimas. - E o meu pai? - Está dormindo, custou para dormir, reclamou muito de dor. - Tadinho… Bom, pode ir descansar, obrigada por tudo. - Que isso, minha filha… Eu vou lá, mas qualquer coisa você me liga. - Pode deixar. A mulher me abraçou e me deu um beijo no rosto, e logo se retirou. Fui até o banheiro e lavei meu rosto para que o meu pai não visse que eu havia chorado. Em seguida fui até o quarto dele e fiquei vendo-o dormir, mas pouco depois ele acordou. - Filha? Você chegou… - Sim, paizinho. - O abracei. - Como o senhor está? - Um pouco melhor. - Sorriu. Olhei as horas no relógio, e logo falei: - Está na hora do remédio. Vou pegar a água. - Quando eu vou parar com os remédios? Tomo uns 1000 comprimidos por dia. - Reclamou.. - Só quando o senhor estiver bom. Dei um beijo na testa dele e fui até a cozinha, servi um copo d’água e peguei o vidro dos remédios para dar para o meu pai, peguei um comprimido e notei que havia sobrado somente dois no vidro. - d***a, só dá para mais dois dias e ainda vai demorar pra eu receber. Ai, o que faço? Levei o comprimido e a água para meu pai, que após reclamar como sempre, tomou o remédio. - Pai, eu estou morta, não dormi a noite inteira, vou dormir um pouquinho, mas qualquer coisa, já sabe, só tocar o sininho, que eu venho correndo. - Está bem, filha, vai lá descansar. Fui para meu quarto, e m*l deitei, e já peguei no sono. (...) À tarde, Philippe foi à minha casa, ele queria me levar para sair, mas eu não podia deixar meu pai sozinho e depois da dona Gesi ficar a noite toda com meu pai, eu não pediria pra ela ficar com ele em pleno domingo pra eu sair, então Philippe resolveu ficar na minha casa comigo. - Oi, bebê. - Ele disse ao me dar um selinho. - Oi. Ele se dirigiu até a sala, sentou no sofá, esticou as pernas, colocando os pés na mesinha de centro e apoiou os braços no braço do sofá. - Eu deixei alguma cerveja aqui? - Perguntou. - Sim, ficou 4 latinhas. - Beleza! Traz uma latinha pra mim enquanto eu escolho um filme pra gente ver. - Ok! Fiz o que o homem pediu, e depois me sentei no sofá ao lado dele. Entreguei a latinha pra ele, que se pôs a beber. O homem colocou um filme chato de guerra e soldados lutando, o que fez eu dormir. Quando acordei, o filme já havia acabado e Philippe estava sentado ao meu lado com os braços cruzados e cara de b***a. - O filme já acabou? - Perguntei. - Acabou faz meia hora, você dormiu o filme todo. - Falou aborrecido. - Desculpa, estava cansada, passei a noite no hospital… - Hospital? Estava doente? - Eu não, mas sim a menina que eu cuido e resolvi ficar lá. - E o pai da criança? Ele não pôde ficar no hospital? - Claro que ele também estava lá, mas eu quis ficar para dar uma força. - Quê? - Me olhou enfurecido. - Você passou a noite com esse cara? - No hospital, a filha dele estava ardendo em febre. - Sei… Me diz, já foi pra cama com ele? - Quê? - Perguntei ofendida. - Claro que não! - Ai de você se estiver mentindo pra mim, você sabe que eu aceito tudo menos ser corno. - Eu sei, e eu jamais faria isso. - Acho bom mesmo. O homem acariciou o meu rosto, e eu me esquivei. Detestava quando ele agia assim. - Vem, vamos pro seu quarto. - Falou ao se levantar do sofá. - Eu não estou a fim. - Quê? Eu não perguntei nada. Vem, logo, p***a! O olhei indignada e fui com ele até o meu quarto. Odiava quando Philippe me obrigava a ter relação com ele. (...) Era 20h. Philippe já havia ido embora e eu estava em meu quarto. Deitada em minha cama, comecei a chorar, pois lembrei do meu inicio de namoro, lembrei de quando eu me apaixonei por Philippe, ele não era assim, alguns meses depois que começamos a namorar que ele se transformou nesse cara que ele é hoje, eu já havia terminado com ele antes, mas depois ele veio todo arrependido, pedindo perdão, agindo como um perfeito cavalheiro e eu acabei voltando. Escutei meu celular vibrar e peguei ele, que estava na escrivaninha ao meu lado. Era Will. - Alô. - Steph? - Sim. - O que houve? Está chorando? - Não. - Pela voz não parece. - Ah, é só um filme que eu estava vendo. - Menti. - E a Mel? Como está? - Ah, sim… Liguei para avisar que ela está melhor, a febre já baixou e ela deve receber alta amanhã. - Sério? Que maravilha! Manda um beijo pra ela. - Mando, sim, pode deixar. Bom, só queria dizer isso mesmo. Boa noite. - Boa noite!
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