Renascendo das cinzas

3537 Words
Capítulo 7 Renascendo das cinzas A dor é uma coisa curiosa, tanto a física quanto a emocional. Ao mesmo tempo que me colocou para baixo, me impulsionou a buscar uma solução. E foi isso que fiz de manhã. Ainda com o coração aos pedaços. Nenhuma mulher se casa para viver em um inferno. E nenhuma situação financeira excelente é suficiente para valer humilhação e agressões físicas e verbais. Se uma mulher suporta isso, eu desconfio de sua sanidade mental. Eu suportei por tanto tempo que perdi as contas. No começo Carlos era um cordeiro manso, um homem amável, sincero, familiar. Embora tenha herdado uma quantia indecente da família e algumas empresas, ele continuou durante anos sendo uma boa pessoa. Acredito que com o passar dos anos o poder o corrompeu. Nem todos estão prontos para o poder. Algumas pessoas passam incólumes por ele, sem se deixarem afetar mantendo seus corações e mentes ainda humildes. Outras pessoas se deixam consumir pela vontade de possuir mais e mais, permitindo que o pequeno diabinho do ombro sussurre em seu ouvido sobre como deve agir para manter seu status e dominar quem existe em volta. Refletindo sobre tudo aquilo, eu não consegui dormir mais do que 4 horas naquela noite. Estava na hora de ir a delegacia de proteção a mulher. Tomei café e arrumei meus filhos para levá-los para a casa da avó. Carlos sequer acordou. Eu sabia que Mateus queria me levar a delegacia, mas como ter seu nome como testemunha trabalhando para o agressor? Preferi não incomodá-lo. Mas não houve jeito, ele me ligou já dentro do carro. Meus filhos já estavam um pouco assustados e eu não quis assustá-los ainda mais. Caio era muito inteligente e não deixava passar uma informação sequer. Eu tive que ser bem cuidadosa ao atender o telefone. — Sim? — Eu disse que ia te levar. — Estou levando meus filhos para a casa da minha mãe. Assim que chegar lá onde vamos, eu te aviso. — Assim espero, Meg. Jamais poderia imaginar que Mateus ia querer se envolver em meus problemas com Carlos. Jamais poderia imaginar inclusive pela forma como nos conhecemos. Não sabia que um dominador se envolvia, até que lembrei de sua frase “Eu vou cuidar de suas coisas como se fossem minhas”. Fiquei pensando o quanto de verdade existiu naquela frase. Agora ela me soava como uma afronta e uma premonição. E não gostar de Carlos era muito fácil já que era um homem arrogante, machista, com soberba transbordando pelos poros. Não era mesmo de se admirar. Deixei meus filhos com minha mãe, sem explicar nada, afinal meus pais poderiam ficar nervosos. Tentei esconder o canto do lábio cortado com um cigarro na boca. Minha mãe olhou bem meu rosto e me disse uma frase que jamais esquecerei. —O que quer que você esteja enfrentando, minha filha, a mãe sempre estará aqui, nunca esqueça disso na sua vida. Beijei sua testa já com vontade de chorar e saí dali rapidamente para não desabar. Já dentro do carro, não consegui mais impedir meus sentimentos de aflorarem. O choro foi intenso. As lágrimas desciam como cascatas. Eu soluçava. Ouvi o celular tocar. Era Mateus. — Oi? — Está chorando? Onde você está? Vou aí agora! — Vou estar na porta da delegacia, vou mandar a localização. — Mande logo, estou preocupado. De certa forma sua preocupação me aliviava, porém também me deixava apreensiva. Afinal eu não queria outro homem me dando ordens sem sentido. Estava com medo de tudo, estava machucada por dentro e por fora. Em vinte minutos cheguei na delegacia e o carro de Mateus já estava lá. Eu não sabia onde ele morava, mas naquele momento tive certeza de que era mais perto da delegacia do que minha casa. Fiquei um tempo parada no carro, indecisa. Ele se aproximou e bateu na porta. — Terra chamando Meg? Abri a porta para ele. Mateus entrou e se sentou, calado a princípio. Eu o olhei devagar. — Eu estou aqui. Pra você. Quero cuidar de você, se me permitir. Se não me permitir, eu quero ser seu melhor amigo. Sem que ele esperasse e até eu mesma, me joguei sobre ele chorando. Segurei sua camisa como quem se segura para não cair de um abismo. Ouvi suas batidas do coração, senti sua respiração descompassada. — Margareth... Porque não dividiu isso com ninguém? Olhei para ele e para aqueles olhos lindos. Não eram azuis ou verdes, eram castanhos, como todos acham ordinário e comum. Mas não existiam olhos castanhos como os dele, com aquela intensidade no olhar. Era como se o mundo parasse de girar em seu eixo quando ele olhava qualquer coisa, principalmente para mim. Não existia mais nada ao meu redor quando aquele olhar intenso pousava no meu. —Dividir com quem? As amigas não podem ajudar, estão ajudando Roberta, o marido morreu essa noite. Meus pais? Eles tem um troço se souberem que apanhei do marido. — Eu sei, eu sei, vem cá... — Ele segurou minha cabeça e me aninhou em seu peito. — Eu não posso entrar lá, não posso ser testemunha, ele pode alegar que você o traiu, mas eu vou te esperar aqui, está bem? Eu não vou sair daqui. Não vou sair de perto de você nem um minuto. Olhei para ele novamente. — Por que? —Por que eu gosto de você, porque acho um absurdo como ele te trata e porque a minha natureza é cuidar. — Ele sorriu, com carinho. Ainda vacilei um pouco, mas enfim tomei coragem. — Está bem, eu vou lá. Joguei-me sobre ele e o beijei nos lábios tão rapidamente que ele ficou paralisado tentando entender. Imediatamente percebi que não devia ter feito aquilo. — Me desculpa, eu estou... —Está tudo bem, você está triste e desorientada. Vamos deixar essa conversa para depois, vá fazer o que precisa fazer, seja forte. Abri a porta do carro e somente andei. Cada passo parecia levar dez minutos. Às vezes parecia estar andando para trás tamanho meu pavor. Mas eu não podia permitir que Carlos fizesse aquilo de novo. Eu sabia que não podia perdoar. Via inúmeras notícias de feminicídio na tv somente porque a mulher perdoou além da conta. Quando entrei na delegacia estava tímida. Alguns homens me olharam. Então caminhei até uma mesa, onde estava escrito delegada e minha voz quase nem saiu de tão baixa. Era uma mulher que aparentava 30 anos, loira e bonita. — Eu preciso fazer uma denúncia. A mulher ergueu o olhar e assim que viu o corte nos meus lábios, abriu um sorriso carinhoso. — Bom dia, sou a delegada Márcia. Já vi porque precisa fazer uma denúncia. Vamos preencher uns papéis e conversar. — Certo. Ela me encaminhou a outra mesa e conversamos. Entreguei meus documentos e preenchi um extenso formulário. —A senhora tem para onde ir? Não deve ficar sob o mesmo teto do agressor, até mesmo porque vou pedir uma medida protetiva. — Ele é um homem muito rico. — Respondi. —E nós somos a polícia. O dinheiro dele não vale nada aqui dentro, a menos que ele contrate o melhor advogado do mundo. Aí já não é conosco. A senhora precisa de um advogado sendo assim, pode ser designado pela defensoria pública ou seu próprio advogado. — Vou falar com ela. Eu tenho fotos e gravações. — Melhor ainda. Pode adicionar o que tiver a seu favor. Aqui terminamos, vamos chamá-la em alguns dias, mas peço que não volte a falar com ele, não atenda telefone e peça alguém para buscar suas coisas básicas em casa. — Certo. — Está liberada. Levantei-me daquela cadeira com uma sensação de desmaio iminente. Segui em frente e fui para o carro onde Mateus estava. — Não estou me sentindo bem... — Calma, calma. Foi tudo bem? — Sim, eu acho que vou desma... Tudo ficou preto. Pisquei bem os olhos, aturando uma forte luz que vinha do teto. m*l conseguia enxergar. Levei as mãos ao rosto e vi um acesso de soro em minha mão. Olhei em volta. Mateus estava me olhando do lado de fora de uma porta pelo vidro redondo que havia nela. Assim que me viu erguer a cabeça, ele entrou vindo em minha direção. — Meg, está bem? A enfermeira se aproximou e examinou meu rosto. — Eu desmaiei? — Finalmente consegui perguntar alguma coisa. — Desmaiou, senhora, eu vou verificar sua pressão e chamar o médico. Mateus ficou ao meu lado. Senti quando segurou minha mão. — Você sofreu uma forte emoção. — Disse ele — Vai ficar tudo bem. Não foi mais possível conter a emoção, então comecei a chorar. — Vou precisar dizer aos meus pais, pedir que fiquem com meus filhos. Mateus balançou a cabeça negativamente. Ele trazia um olhar caridoso agora, bem diferente do olhar voraz com que me olhava sempre. — Eu acho que não vai dar certo, talvez o Carlos tenha direito a brigar pelos filhos com você. — Que?! Ele me bate e ainda vai ter direito a ficar com meus filhos? —Não foi o que eu disse, eu disse que ele pode brigar pela guarda dos filhos e você deve se preparar para uma longa briga na justiça. — Mateus baixou a cabeça — Não pode ser... Eu estava desolada. Como isso pode ser justo em qualquer lugar do mundo? Me senti a pessoa mais azarada do planeta mesmo sabendo que existiam milhares de mulheres em situações muito piores que a minha naquele momento. O médico finalmente chegou. — Como está a senhora? Se sentindo melhor? — Acho que sim, doutor, posso ir embora? Ele examinou o corte no canto do meu lábio e olhou para Mateus. — Vamos ter que pedir a polícia para vir até aqui, senhor? Mateus franziu o cenho e em seguida arqueou as sobrancelhas. —Ah não, eu não sou o marido, sou um amigo, ela foi a delegacia. Meg, mostre o boletim de ocorrência ao doutor. Logo ao dizer isso, Mateus piscou o olho para mim. Olhei para o lado e vi minha bolsa sobre uma mesinha. A enfermeira se esticou e pegou a bolsa para mim. Não demorou muito para que eu achasse o papel da polícia com o nome do agressor, meu marido Carlos. Mateus retirou a carteira do bolso de trás da calça e mostrou sua identidade. — Perfeito, então está liberada, apenas tente controlar as emoções. Precisa de um calmante? — Eu acho que sim. — Respondi ainda tensa. O médico prescreveu uma receita de ansiolítico e me entregou. Em seguida despediu-se e saiu. Não demorou para a enfermeira se aproximar com seus aparatos médicos para tirar o acesso da minha veia. Aquilo doeu. Olhei para Mateus que sorria. Aposto que ele pensou que existiam coisas na vida que doíam bem mais que aquilo. Sem muitas opções, aceitei ir para a casa dele. Durante o trajeto até a casa de Mateus, pensei sobre tudo que estava prestes a acontecer comigo, em profundo silêncio, com a cabeça recostada a porta. Senti-me profundamente triste, como nunca tinha sentido igual na vida. Não fosse por ele, o diretor da empresa, eu não teria conseguido passar por aquilo. Eu jamais passaria por situação semelhante sozinha ou com a ajuda de uma amiga. O curioso no meu caso é que eu estava justamente com o homem a quem eu mais admirava. Ao chegarmos à sua casa, reparei que o apartamento era situado em um edifício residencial em Pinheiros. Notei que ele apertou o botão da cobertura no elevador. O edifício era luxuoso como poucos que eu vi. O elevador era espaçoso também e durante todo o tempo de subida senti seus olhos em mim. Esfreguei os braços com ambas as mãos e ergui meu olhar lentamente até chegar aos olhos de Mateus. Ele estava de braços cruzados me observando. — O que eu faço com você? — Ele perguntou. Levantei os ombros. — Me manda embora. — Sugeri com empatia. — Jamais. Eu disse que cuidaria de você desde aquele jantar e sei que entendeu muito bem o que eu disse. — Mas tudo mudou... e muito. —Verdade, eu não contava com isso, mas não sou homem de faltar com a minha palavra e nem de fugir. A porta do elevador se abriu para um longo corredor e uma enorme porta. Mateus apontou com a mão como se eu devesse sair primeiro, em um gesto cavalheiresco. Eu sai. Ele foi até a porta. Sorri baixo lembrando de algo que ele disse. — Eu não deveria andar um passo atrás de você? Mateus abriu a porta e me lançou um sorriso safado. — Não estou trazendo uma submissa a minha casa, mas uma amiga. Submissas nunca vieram aqui. Ao abrir a porta comecei a notar o luxo de seu apartamento. Não entendi porque ele trabalhava para Carlos se aparentava ter tanto dinheiro quanto ele. Tudo era preto. Sofás pretos, tapetes pretos, móveis pretos, poucas coisas eram de cor prata. Apenas maçanetas e puxadores de gavetas e portas de armários. Havia um bar isolado a um canto da sala de jantar. O ambiente era bem masculino, próprio de um homem que morava sozinho. — Por favor, sente-se Meg. Olhei para ambos os sofás pretos que haviam no ambiente e me sentei em um deles. Olhei para o tapete por segundos e depois enterrei o rosto nas mãos sentindo todo o peso daquela decisão. Mateus não se aproximou. Apenas senti sua presença rumar para longe e se demorar em algum canto da sala enquanto eu chorava. Quando ele se aproximou tocou meu ombro com um algo frio. Quando abri os olhos e me virei para o lado, ele segurava um copo de uísque. — Toma. Vai te relaxar. Segurei o copo de sua mão e derrubei o líquido quente e ardido que desceu por minha garganta como se a estivesse rasgando. — Arrggg... Ele riu-se e sentou ao meu lado. — Você é do tipo vinho, estou certo? — Com certeza, mas vai me relaxar não é? Olhei para o bonito rosto dele e nos encaramos. Mateus ficou sério. Ele parecia preocupado. Porém nem mesmo a minha preocupação e tristeza me tiraram o desejo por aquele homem. Ele tinha estado comigo na pior situação da minha vida. Ele tinha sido protetor no meu pior momento. Eu era grata por aquilo. — Então, Dom Maximus, é assim que um dominador conquista confiança? Ele pareceu muito aborrecido. —É assim que um amigo conquista confiança, um dominador conquista devoção. — Ele me repreendeu. Minha voz estava carregada de pesar. — Como sempre você me ensinando alguma coisa nova. Mateus enfiou a mão direita sobre meus cabelos e acariciou meu pescoço. Aquilo me fez encará-lo novamente. A mão quente deslizou para a minha nuca. — Meg, eu nunca me aproveitaria de uma situação complicada como a sua. Isso deve ficar bem claro para você. Aquela boca carnuda falava e os olhos hipnotizantes me fitavam, mas eu só conseguia pensar na vantagem de estar ali com ele, sem mais nenhuma louca para me ameaçar, sem medo de alguém aparecer. — Me desculpa mas... — Hesitei — Eu não quero pensar sobre nada disso agora. A minha iniciativa foi repentina. Em fração de segundos eu estava sobre o corpo dele. Queria esquecer por uns momentos a tormenta que me esperava no mundo real, queria esquecer Carlos, o mundo todo por, pelo menos, algumas horas. Porém quando tentei beijá-lo, ele me segurou pelos ombros. Afastei meu rosto alguns centímetros para o observar. — O que foi? Algo que eu fiz? — Eu não quero um namoro, Meg. Eu não tenho esse tipo de relação. Ainda mais com risco de me aproveitar da sua carência. Mateus me encarou, sincero e objetivo. Afastei-me ainda mais, franzindo a testa, sem compreender. — Você não pode me beijar? — Eu não posso te dar o que você quer. Eu não sou assim. — E o que eu quero, Mateus? — Respondi contrariada. — Quer romance, eu já disse isso e achei que tivesse entendido — Ele respondeu e em seguida apertou os lábios formando uma linha reta quase perfeita. — Isso é o que você acha. — Isso é o que eu sei, você está com raiva do Carlos, acha que precisa de um novo sentimento. Precisa ser validada como mulher. — Não entendi. Afastei-me ainda mais me sentando na outra ponta do sofá. Ainda mantinha a esperança de poder atacar aqueles lábios lindos. — Você quer saber que é sexy, que é desejável de novo. Mas eu te mostrei isso. Eu te mostrei o quanto você é linda e sexy e capaz de me deixar de p*u duro em instantes. Mas você não precisa de um romance agora e mesmo que precisasse, eu sou o último cara do mundo que pode te dar isso. — Ah.... porque você é um dominador. Mateus, eu não quero um romance, eu só quero esquecer por algumas horas. Ele ficou me olhando até sorrir achando graça de mim. — Bem eloquente. Mas tem que ser nos meus termos. Coloquei as mãos no sofá ao lado da cabeça, fazendo com que meus cabelos escorregassem para a frente. A tristeza deu lugar a outro sentimento: A vontade de esquecer toda a droga da minha vida. — Me mostre seus termos. Ele levou a mão a boca e deslizou o polegar e o indicador pelo cantos dos próprios lábios, enquanto me encarava. — Certo... Vi as mãos dele seguirem para a barra do meu vestido e o senti erguendo. m*l podia imaginar no tapa forte que viria em seguida em minhas nádegas. Mateus usou ambas as mãos. Gritei de susto e ardor. Ele não riu da minha expressão, muito pelo contrário, ficou mais sério ainda. Era como se aquilo virasse uma chave em sua cabeça e o excitasse tanto que mais nada existia ao redor. Nós nos encarávamos quando ele levou uma das mãos até o meio das minhas pernas para acariciar. Mateus mordeu o lábio, se mostrando incrivelmente e******o. As expressões daquele rosto lindo e daquele olhar intimidador me deixaram muito excitada. Mais do que eu já estava somente de estar na presença dele. De repente, ele me segurou pelas coxas e se levantou, me levantando em seus braços. Mateus começou a caminhar comigo em seu colo até outro cômodo. E quando olhei ao redor me vendo dentro daquele local, notei que era quase igual ao do clube. Era simplesmente uma masmorra b**m. O quarto era inteiramente preto e vermelho. Não podia mais negar que aquilo me excitava. Deveras. Logo eu! Logo eu que disse a ele que só seria uma submissa nos sonhos dele... Logo eu que jamais pensei em acatar as ordens de um homem que não fosse meu marido. E por força das aparências. Mas parecia que ali eu me sentia incrivelmente mais livre do que em um quarto com Carlos. Era como se a submissão que eu estava experimentando me libertasse. O que era bem contraditório. Ali eu podia ser eu mesma. Uma mulher que experimentava, que assumia gostar dos seus fetiches, que assumia a paixão por um homem que m*l conhecia, mas que ansiava chamar de dono. — Red. — Disse ele me tirando dos devaneios. — Lembra? — Sim, senhor. Ambos viramos as chaves em nossas mentes naquele momento. E por que não dizer em meu coração também? Meu dom me largou na cama e eu me deitei. Depois disso, virei a cabeça para ver o que ele fazia. Mateus tirou a camisa, ficando apenas de calça jeans. Em seguida tirou os tênis. Quando se aproximou novamente, trazia uma açoite e algemas. — Fique nua. — Ordenou. Não pensei duas vezes, tirei tudo. Larguei o vestido, a calcinha e o sutiã ao lado da cama. Ele me observou durante aquele tempo, impassível. Assim que eu estava completamente nua, ele me contemplou. — Linda demais... venha, se ajoelhe. Hoje vai me dar outro tipo de prazer. — Sim, senhor. — Mas lembre-se, se sentir algum desconforto, qualquer coisa, diga a palavra e eu vou parar, não importa o momento. — Certo. Então me ajoelhei e ergui a cabeça sentindo profundo prazer em apreciar aquele tórax forte, de músculos sobressaltados e durinhos. Tão diferente do meu marido que só bebia e comia e era um relaxado com seu corpo e sua saúde. — Me dá as mãos. — Mais uma ordem. Estendi as mãos para que ele colocasse as algemas. Assim que eu estava devidamente contida, ele pegou o açoite para me mostrar. — Está vendo essa peça? — Sim, senhor. — Seja uma boa menina e não terei que usar. Maximus passou o polegar em meus lábios. E de repente me abandonou como se tivesse tido uma ideia. Ele saiu do quarto e demorou pouco para voltar. Quando voltou trouxe um pote de doce em calda. O Dom abriu a tampa do pote e mergulhou os dedos na calda de pêssego. Em seguida ele me olhou e sorriu com a típica cara de safado que fazia na maior parte do tempo e que eu amava. — Abra a boca. Hoje vai experimentar algo bem diferente.
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