Isabela narrando O dia inteiro parecia um filme rodando em câmera lenta, com o peso da tensão esmagando tudo ao redor. Eu não tinha mais paciência pra ninguém. Nem pra conversa fiada, nem pra tentativa de acalmar meu coração. Eu só queria me trancar em algum canto, esconder minha cabeça entre os travesseiros e fingir que nada disso tava acontecendo. Fingir que eu não tava desesperada por dentro, que o medo não tava corroendo meu juízo, que eu não tava apavorada com a ideia de que algo podia dar errado e meu pai não voltasse. O morro parecia em luto, mesmo sem um corpo. O silêncio era denso, arrastado. Cada passo que eu dava parecia ecoar com o dobro de peso. Eu tava preocupada, cansada, emocionalmente exaurida. E o pior era o nó na garganta que não saía por nada. O Bin e meu pai estavam

