Vicitoria Savoia
Ele subiu de volta, os olhos escuros, famintos. Sentou sobre meu abdômen, o p*u duro e latejante encostando entre meus s***s.
— Segura. — ordenou.
E eu segurei. Obediente. Submissa. Quase implorando.
Ele escorregou as mãos pela minha garganta. Apertou de leve. Deixou marcas com os dedos. O olhar dele era febre.
— Quem é seu dono, Vic?
— Você... — sussurrei, a voz fraca.
— De novo.
— Você... Benjamim... — minha voz falhou.
Ele me vira de bruços.
Meus pulsos são presos contra o colchão com uma das mãos dele, grandes, firmes. Sinto os músculos dos meus braços tensionarem.
Um joelho dele força minhas pernas a se afastarem e, antes mesmo de penetrar, meu quadril já se ergue por instinto.
Quando ele me invade, meu corpo arqueia como se quisesse mais.
Meus dedos se cravam nos lençóis, puxam, arranham, como se precisassem de algo pra me manter ancorada.
A cada estocada, meu peito pressiona contra a cama, e minha boca se abre, gemendo, tremendo, oferecendo tudo.
Eu sou um corpo em colapso.
E ele é o estopim.
Bruto.
Fundo.
Sem piedade.
Eu gritei.
E ele mordeu minha nuca.
— Isso, porra... Grita mesmo. Deixa a casa inteira saber quem te faz gemer.
Cada estocada era uma sentença.
Rápido, ritmado, c***l.
Ele me puxava pelos cabelos, me jogava pra frente, batia com a mão espalmada na minha b***a enquanto gemia rouco no meu ouvido.
— Você é minha p*****a agora, não é?
— Sou... — chorei de prazer. — Sou a sua.
— Então me implora. Implora pra eu gozar dentro de você.
— Por favor... Ben... Por favor... — eu soluçava, descontrolada.
Ele cravou os dedos na minha cintura e estocou mais fundo, mais rápido, até que eu me desfiz. Um orgasmo violento. Um arrepio nos ossos.
E então ele gozou.
Dentro.
Fundo.
Gritando meu nome como uma possessão.
Os dois ofegantes. Suados. Marcados.
Ele caiu ao meu lado, puxando meu corpo nu contra o dele. Minhas costas coladas no peito suado. Sua mão ainda no meu pescoço, com os dedos deslizando devagar. Um toque carinhoso depois do caos.
— Tá viva? — ele perguntou, rindo rouco.
— Mais do que nunca.
— Boa menina.
Ele beijou minha nuca. E eu senti uma gota escorrer pela minha coxa.
Uma mistura de g**o, dor e pertencimento.
Eu era dele.
E agora não tinha mais volta.
O quarto estava escuro, silencioso.
O cheiro do sexo ainda impregnado nos lençóis. O som da respiração dele... forte, grave... como um tambor tribal no meu ouvido.
Deitada ao lado de Benjamim, nua, marcada, fodida e completa, eu sentia a pulsação entre as pernas como se o corpo ainda implorasse por mais. E implorava. Mesmo depois do orgasmo que me rasgou por dentro, algo em mim queria tomar o controle.
Por um segundo.
Por um instante.
Me virei devagar, apoiando o cotovelo no colchão. Ele estava de olhos fechados, o maxilar relaxado, o peito subindo e descendo devagar. Lindo como um pecado mortal. Como um demônio satisfeito depois de devorar a alma da virgem.
E talvez tivesse mesmo feito isso comigo.
Sorri sozinha.
E subi.
Literalmente.
Escalei aquele corpo como quem escala o vício. Montei sobre o quadril dele, sentindo o p*u ainda duro, latejando, acordado como o próprio inferno pronto pra recomeçar o caos.
Me inclinei e deixei um beijo lento nos lábios dele.
Benjamim não se moveu.
Só sorriu de canto, ainda de olhos fechados.
Desci para o pescoço, mordendo de leve, lambendo a curva quente que eu já conhecia de cor. A barba rala arranhando meus lábios.
Depois fui mais abaixo.
Pelo peitoral suado e definido, até o abdômen de pecado, com aquelas linhas torturantes que desciam até o caminho da perdição.
E lá estava ele.
O amigo dele.
Acordado. Erguido. Com fome.
Olhei pra cima e encontrei o olhar de Benjamim agora aberto, sombrio, cravado em mim.
Ele ergueu uma sobrancelha. Um desafio.
— Vai mesmo brincar com fogo, Vic?
Em vez de responder, levei a boca até o p*u dele, com a língua deslizando lenta pela base, subindo como uma adoração suja, até abocanhar por completo.
Ele gemeu rouco.
— Caralho... — rosnou, os dedos afundando no lençol.
Continuei o boquete com ritmo de tortura. A boca quente, a língua ágil. Chupava com vontade, como se quisesse consumir cada maldito suspiro dele.
Benjamim puxou meus cabelos com força e me fez olhar pra cima com a boca cheia.
— Tá se achando no controle, é?
Tirei devagar, provocando. E sorri com os lábios molhados.
— Por um segundo... — sussurrei.
Ele riu. Mas não era um riso doce.
Era uma ameaça.
Em um movimento ágil, me virou de costas na cama, prendendo meus braços acima da cabeça com uma das mãos.
— Não tem segundo comigo, princesa. Aqui, só quem manda sou eu.
E entrou.
De novo.
Fundo. Bruto. Incontrolável.
Meus olhos reviraram e um grito escapou da minha garganta.
Ele me segurava como se fosse propriedade. As estocadas firmes, ritmadas, com o quadril batendo contra a minha b***a e o som dos nossos corpos se chocando preenchendo o quarto.
— Você é minha. Só minha. — ele rosnava no meu ouvido, mordendo minha orelha. — Minha p*****a particular. Fala.
— Sou sua... — gemi, arquejando. — Sua, Ben... sempre sua.
Ele chupou meu pescoço com força, o suficiente pra deixar marca.
Depois me virou de frente e jogou minhas pernas sobre os ombros, entrando mais fundo ainda. Eu já nem sabia onde terminava e ele começava.
Era só dor e prazer.
Só suor e saliva.
Só a p***a da loucura dos nossos corpos.
Benjamim me olhou nos olhos enquanto gozava.
Dentro de mim.
De novo.
O rosto contorcido. A boca aberta. O som gutural do prazer escapando de dentro do peito.
Caiu por cima de mim, mas com cuidado, protegendo o peso com os braços.
O suor escorria dos nossos corpos.
As respirações misturadas.
— Você vai me matar... — sussurrei, perdida, marcada, fodida de novo.
— Não... — ele respondeu com a voz rouca, os lábios nos meus. — Eu só vou te destruir. Até você implorar pra ser só minha.
E naquele momento?
Eu já era.