Capítulo Oito — Sem Volta

1084 Words
Guilherme Sampaio Eu a levei para dentro como quem carrega um saco de batata. Não havia gentileza em meus atos. O apartamento era frio, impessoal, exatamente como eu gostava. Ainda estava incomodado com o beijo que dei nele depois do sim. Foi um beijo cru, sem romantismo. Seria apenas aparência. Mas o meu corpo não entendeu o recado da minha mente. Sua boca desajeita, tinha um sabor que nunca provei. Ela tem um jeito atrevido, mas ali parecia tão... inocente. Pensar em despi-la e conhecer o que havia embaixo daquele tecido barato que ela vestia, me deixava duro. — Este é o seu novo teto — anunciei, soltando o pulso dela. — O quarto de hóspedes é o seu, por enquanto. Não saia de lá até o consultor de moda chegar. Eu precisava de distância. A proximidade com ela, o cheiro cítrico e pele quente, estava começando a turvar meu julgamento. Fui para o meu escritório, tentando me concentrar nos relatórios da holding, mas a imagem dela no altar não saía da minha mente. Aquela boca atrevida, o olhar de fogo... ela era um osso duro de roer, e eu estava ansioso para ver até onde ela aguentaria antes de quebrar. Horas depois, vi o consultor sair. Deixei ordens claras para que ela fosse deixada em paz após a maratona de medidas e tecidos. Saí da sala para pegar um uísque na cozinha. O apartamento estava na penumbra, apenas com as luzes da cidade entrando pelas enormes vidraças. Passei pelo corredor e a porta do quarto dela estava entreaberta. O instinto possessivo e controlador que desenvolvi após a traição falou mais alto. Eu queria ver se ela estava tramando algo. Empurrei a porta silenciosamente. Daniella estava de costas para mim, de pé diante da janela, observando as luzes de São Paulo. Ela tinha tirado o vestido azul detestável. Estava apenas de lingerie. Uma peça simples de renda branca, não havia artifícios. O tecido fino delineava perfeitamente o arco das suas costas, a curva generosa do quadril e as pernas longas e torneadas de quem trabalhava duro. Senti meu sangue ferver instantaneamente. O desejo me atingiu forte. Senti meu p*u reagir e diante daquele corpo fora dos padrões. De alguma maneira aquela mulher de aparência sem graça me atraiu. Ela levantou os braços para prender o cabelo em um coque desajeitado, expondo a nuca e a linha suave do pescoço. Era uma visão de pureza e pecado ao mesmo tempo. Eu a desprezava por sua origem, por sua fraqueza em aceitar o trato, mas meu corpo... meu corpo não recebia ordens da minha mente. Meu p*u pulsou sob as calças, uma ereção dolorosa e imediata que me fez rosnar baixinho na escuridão do corredor. Eu queria entrar ali. Queria jogá-la naquela cama e mostrar a ela que o contrato incluía cada centímetro daquela pele que ela jurou que eu nunca tocaria. Daniella se vira e percebe minha presença. — O que faz aqui? — tenta pegar um algo pra cobrir-se. O rubor em seu rosto mostrando o o seu constrangimento em me ver ali. Ou melhor por eu estar ali vendo-a praticamente nua. Algo me passou pela cabeça. Serpa que ela é virgem? — A porta estava aberta. Por que não a fechou? — falo, com voz baixa e rouca. O desejo aumentando ainda mais ao vê-la corar. Ela consegue pegar um dos travesseiros da dama e protege a frente do corpo com ele escondendo suas curvas dos meus olhos e corpo faminto. — Por favor, senhor. Saia do meu quarto — ela está muito tensa e nervosa. Uma virgem! — E por que eu sairia? Eu sou seu esposo. Tenho direito de estar aqui. — Isso não é um casamento de verdade. Não... Não vou fazer nada com um estranho. — É bom se acostumar com o estranho. Vamos conviver por vinte e quatro meses. Podemos deixar isso mais... divertido. — Eu não quero diversão coisa nenhuma. Por favor saia do meu quarto. Vejo lágrimas em seus olhos e sua voz sai quase como um desespero. Será que ela é mesmo uma virgem? Isso torna tudo mais interessante e complicado. — Fique calma. Somos marido e mulher — me aproximo ainda mais e percebo sua respiração ficar um pouco mais pesada — ficar perto de mim é assim tão repugnante? Seus olhos me mostram o desespero dela em estar ali. Seria medo de mim, ou da situação por nunca ter passado por ela? — Por que está com medo? — minha voz saiu rouca, tamanho o desejo que aquilo me despertou. — Não estou com medo — ela sussurra, baixa os olhos. Ela é virgem. Eu toco seu ombro com as pontas dos dedos e instantaneamente sua pela se arrepia. Ela me encara, seus olhos me pedem socorro, mas seus lábios entre aberto, rosados... me convidam para ir além. — Não? — Começo a avançar as carícias por seu pescoço. Paço o polegar sobre seus lábios e sinto o quanto são macios. Daniella Paiva é uma mulher sem nenhum artifício de beleza. Parece estar acima do peso até. Mas há nela uma sensualidade natural impossível de ignorar. — Senhor Guilherme, eu não posso fazer isso... — sua voz sai quase em um murmuro de tanto nervoso. — Por quê? — continuo com as carícias em direção ao seu colo. Os s***s sobem e descem pela intensidade da respiração. Desço em direção ao seu ventre e, com as duas mãos a puxa para mim, encostando o seu corpo em minha ereção. Que naquele momento estava evidente a olho nu. Devagar, aproximo meu rosto do dela e lentamente toco os lábios dela com os meus. A princípio o beijo começa devagar. Ela parece não saber o que fazer, mas logo segue o ritmo da minha língua. — Senhor... — eu não a deixo terminar. Devoro sua boca com a fome que ela despertou em mim e a muito eu não sentia por ninguém. — Não vou fazer nada que você não queira. Mas eu sei que está querendo tanto quanto eu, Danielle. Eu agarro seus quadris e ergo, enquanto ela me envolve com suas pernas e me envolve o pescoço. O beijo se torna mais faminto, tanto para mim quanto para ela. Eu me perdi em seu cheiro e no gosto da sua boca. A levo até a cama que ainda está com muitas roupas espalhadas, A deito lá e começo a retirar tudo que está sobre o lugar onde vou devorar a minha presa inusitada.
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