- Qual é, Pedro - Dn entra na minha sala perturbando e já sei o que ele quer.
- Corona tá pra chegar, filho da p**a, e tu pensando em baile. Vai caçar a tua consciência, enche meu saco não - estalo a língua e acendo um.
- Qual é, chefe - Jd entra na minha sala e reviro os olhos.
- Não vou liberar baile nenhum, nem começa tu também.
- Quero saber de baile - o olho estranhando - Queria te pedir pra me deixar sair mais cedo. Sou do outro lado, mas tu tá no comando por enquanto.
- Motivo? - pergunto.
- Churrasco do moleque que é filho de um amigo meu. A família dele é como se fosse a minha.
- Quero ir também - falo o fazendo ficar surpreso
- Já ouviu falar que convidado não convida?
- Tô na maior vontade de comer um churrasquinho.
- Tu aparecer lá do nada, vai pegar legal não.
- Caguei. Vou até arrumar um presentinho pro moleque.
— Pode ficar dando arma e maconha pra criança não — Dn fala e bato nele.
— Se f***r. Sou retardado? — levanto — Tá arrumado, Jd?
— Tô trajadinho atoa, chefe? — fala dando uma voltinha com a mão na cintura zoando.
— Sabia que tu cortava pro outro lado — implico e ele rir — Bora passar lá em casa, me arrumo rapidinho.
— Caô — Dn aponta pra mim — Pedro demora que nem uma noiva.
— Cala boca — pego minhas chaves — Bora mandado — montei na minha moto e ele na dele e fomos pra minha casa — Fica a vontade — assente — Não muito, lembre que não é tua casa — pisco e ele rir.
— Chefe mandadão — se joga no sofá.
— Tô sem moral nessa p***a mesmo — subo as escadas e vou pro meu banheiro. Tomei um banho rápido, me trajei legal, passei um perfume, baguncei o cabelo e desci.
— Demorou demais — reclama e levanta comendo um pacote de biscoito.
— Falei pra não ficar muito a vontade — desliguei a tv e saímos de casa. Montamos na moto e segui ele até a casa do tal churrasco.
Chegamos, encostamos as motos na calçada mesmo e Jd começou a chamar por algum apelido que nem dei atenção.
— Eu falei que já vinha c*****o — aparece uma morena batendo nele.
— Se estressa não, Luazinha — abraça ela que rir — Patrão quis vir com a troca de me liberar, foi o jeito — aponta pra mim e a garota me olha rápido e volta a olhar pro Jd. Nem me deu confiança, m*l educada.
— Entra logo — ela dá passagem pra gente e entramos.
— Bom dia — falo e ela acena com a cabeça serinha e fecha o portão. Toda mandada.