Ayla narrando Mari chegou na minha porta do jeito mais Mari possível: batendo forte, gritando meu nome e já reclamando antes mesmo de eu abrir. Quando destranquei a porta, ela entrou como um furacão colorido, com aquele vestido curto demais, brilho demais e sorriso maior ainda. — Você esta linda, AMIGA! — ela soltou, me olhando dos pés à cabeça. — E eu nem comecei a te arrumar ainda! — Mari… eu não vou pra baile nenhum. — reclamei, cruzando os braços. Ela revirou os olhos tão forte que pensei que iam ficar travados. — Ayla, pelo amor de Deus… tu vive enfiada no posto, enfiada em livro, enfiada na tristeza desde que aquele homem entrou na tua vida! Tu precisa respirar! Dançar! Viver! Suspirei fundo. Eu sabia que discutir com ela era inútil. Mari sempre vence. E ela sabia disso também

