Fernanda narrando Eu desci a ladeira do posto bufando. Minha mão tremia, meu maxilar doía de tanto apertar, e cada passo que eu dava o chão parecia não me aguentar. Aquela ridícula, metida. Ayla achou que podia me enfrentar, no meio da rua, na frente das minhas amigas. Como se ela fosse alguém. Quando entrei no beco do lado do bar do Cidão, minhas duas parceiras já me seguiam feito sombras. — Amiga, calma… — disse Luh, a mais sonsa delas. — A menina te bateu com palavras só, relaxa… — RELAXA? — eu virei tão rápido que ela deu um passo pra trás. — Cê viu o jeito que ela falou comigo? Me humilhou! Me empurrou! Aquela garota acha que virou o centro do morro só porque o Pantera beijou ela ali, na frente de geral! A outra, Jéssica, cruzou os braços e soltou um suspiro torto. — E virou me

