Ayla narrando Eu entrei no postinho praticamente tropeçando nas próprias pernas. Meu coração estava batendo no pescoço, minhas bochechas queimando, e eu ainda sentia a mão do Pantera na minha cintura como se estivesse marcada a ferro. E o beijo… Meu Deus. Nem ferrando que eu ia conseguir apagar aquilo da memória tão cedo. Assim que empurrei a porta do corredor, três cabeças se viraram pra mim ao mesmo tempo. A enfermeira Denise abriu um sorriso enorme, daquele que já anuncia desastre. — Olhaaaaa… quem chegou toda coradinha! — ela cantou, cruzando os braços. — Bom dia, AYLA DO PANTERA. Eu queria morrer. Simplesmente evaporar. — Para, Denise — murmurei, escondendo metade do rosto no jaleco. — Não começa. Mas já tinha começado. June, a técnica de enfermagem, apareceu atrás dela segur

